dezembro 21, 2008

FELIZ NATAL 2008

FELIZ NATAL 2008 !!!


PARA TODOS QUE FAZEM PARTE DESTA GRANDE FAMÍLIA NA INTENET:
UM FELIZ NATAL ..CHEIO DE GRANDES ALEGRIAS E REALIZAÇÕES

LEMBRE-SE, NADA É IMPOSSIVEL PARA AQUELE QUE CRER!!!!

ABRAÇÕES E BEIJOS NO CORAÇÃO DE TODOS.

dezembro 12, 2008

Palavras de estímulo do MEC


(extraídas do Ofício nº 525 / MEC / SEESP / GAB - Brasília, 18 de agosto de 2003)
“De acordo com as Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, a ação da Educação Especial tem como abrangência não apenas as dificuldades de aprendizagem relacionadas a condições , disfunções limitações e deficiências, mas também aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específica, considerando que, por dificuldades cognitivas, psicomotoras e de comportamento, alunos são freqüentemente negligenciados ou mesmo excluídos de apoios escolares.

O quadro das dificuldades se aprendizagem “absorve uma diversidade de necessidades educacionais, destacadamente aquelas associadas a: dificuldades específicas de aprendizagem, como a dislexia e disfunções correlatas, problemas de atenção, perceptivos, emocionas...”

Podemos destacar ainda em relação às Diretrizes Nacionais da Educação Especial na Educação Básica em que diz: no art. 8º: as escolas regulares devem prever e prover na organização de suas classes comuns, serviços de apoio pedagógico especializado em sala de recursos para atender às necessidades educacionais especiais dos alunos, utilizando procedimentos, equipamentos e materiais específicos.

Além disso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/96) no seu art.59, inciso I, enfatiza que: “os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais: currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades.”

Em se tratando de alunos disléxicos, a escola em sua proposta pedagógica, deve prever avaliação individualizada de mecanismos diferenciados que facilitem esse processo, assim como permitir que o professor trabalhe com o aluno de forma diferenciada, observando suas necessidades e identificando adaptações que favoreçam o seu aprendizado.”


FONTE DE PESQUISA:
http://www.apad-dislexia.org.br/palavramec.shtml

ATENDIMENTOS SOCIAIS; Diagnóstico e Tratamento


ATENDIMENTOS SOCIAIS; Diagnóstico e Tratamento



Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes que seja feito um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, mas não confirmam a dislexia. Os mesmos sintomas podem indicar outras síndromes neurológicas ou comportamentais.

Então, como diagnosticar a dislexia?
Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve-se procurar ajuda especializada.

Uma equipe multidisciplinar formada por: Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista, Otorrinolaringologista e outros, conforme o caso.

A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. É o que chamamos de AVALIAÇÃO DIFERENCIAL MULTIDISCIPLINAR.

Outros fatores deverão ser descartados, como déficit intelectual, disfunções ou deficiências auditivas e visuais, lesões cerebrais (congênitas e adquiridas), desordens afetivas anteriores ao processo de fracasso escolar (com constantes fracassos escolares o disléxico irá apresentar prejuízos emocionais, mas estes são conseqüências, não causa da dislexia).

Neste processo ainda é muito importante:

• Tomar o parecer da escola e dos pais;
• Levantar o histórico familiar e de evolução do paciente.

Essa avaliação não só identifica as causas das dificuldades apresentadas, assim como permite um encaminhamento adequado a cada caso, por meio de um relatório por escrito.

Sendo diagnosticada a dislexia, o encaminhamento orienta o acompanhamento consoante às particularidades de cada caso, o que permite que este seja mais eficaz e mais proveitoso, pois o profissional que assumir o caso não perderá tempo na identificação do problema, bem como terá ainda acesso a pareceres importantes.

Conhecendo as causas das dificuldades, o potencial cognitivo e as características individuais, o profissional pode utilizar a linha terapêutica clínica que achar mais conveniente.

Os resultados irão aparecer de forma consistente e progressiva. Ao contrário do que muitos pensam o disléxico sempre contorna suas dificuldades, encontrando seu caminho. Ele responde bem a situações que possam ser associadas a vivências concretas e aos múltiplos sentidos. O disléxico também tem sua própria lógica, sendo muito importante o bom entrosamento entre profissional e paciente.

Outro passo importante a ser dado é definir um programa em etapas e somente passar para a seguinte após confirmar que a anterior foi devidamente absorvida, sempre retomando as etapas anteriores. É o que chamamos de sistema MULTISSENSORIAL e CUMULATIVO.

Também é de extrema importância haver uma boa troca de informações, experiências e harmonia nos procedimentos executados, entre profissional, escola e família.


ATENDIMENTOS SOCIAIS
Diagnóstico e Tratamento

AND -
Associação Nacional de Dislexia - é formada por uma equipe que congrega fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos, pedagogos, médicos e profissionais de áreas afins. Seus profissionais atendem em todo o grande Rio.
Para maiores informações entre em contato através do seguinte endereço:
Rua José Macedo Soares, 12/201, Gávea, Rio de Janeiro - RJ - CEP: 22470-100
Tel.: (21) 2529-2461

ABD –
Associação Brasileira de Dislexia - formada por uma equipe de fonoaudiólogos, psicopedagogos, psicólogos, neurologistas e profissionais de áreas afins também presta o mesmo atendimento, através do CAE - Centro de Avaliação e Encaminhamento.
Para maiores informações entre em contato através do seguinte endereço:
Av. Angélica, 2318 – 7o. andar – Higienópolis – São Paulo – SP – CEP:
01228-200
Tel.: (11) 3258-7568 / 3231-3296 / 3237-0809

IBRM –
Associação Beneficente do Instituto Brasileiro de Reeducação Motora.
Setor de fonoaudiologia.
Rua Ernesto de Souza, n. 143 Andaraí Rio de Janeiro
Cep: 20510-360
Telefone: (21)2268-7814
E-mail: ibrm@veloxmail.com.br
Endereço do Site: www.radnet.com.br/ibrm
http://www.ajudabrasil.org/

Ambulatório São Luiz Gonzaga – Setor de fonoaudiologiaRua São Clemente,216 Botafogo Rio de Janeiro
Telefone ; 2527-3766

Hospital Municipal Jesus - PediatriaRua 8 de dezembro, 717 Vila Isabel Rio de Janeiro
Tel:2569-4088

Hospital da LagoaRua Jardim Botânico, 501 Jardim Botânico Rio de Janeiro
Cep: 22470050
Tel: 2294-5582 / 3111-5104

Igreja Leblon – Policlínica Santa Mônica
Rua Ataulfo de Paiva s/nº. Esquina com a Rua José Linhares.

ABBR - Associação Brasileira Beneficente de ReabilitaçãoRua Jardim Botânico, 660 Jardim Botânico Rio de Janeiro
CEP 22461-000
Tel.: +(21) 2294-6642 / 2294-9893 / 2294-8946 FAX: +(21) 2274-6942

Hospital Fernandes FigueiraAvenida Rui Barbosa, 716 Flamengo Rio de Janeiro.
Tel: 2554-1738.

Hospital Deolindo Couto - UFRJ Campus da Praia Vermelha
Instituto de Neurologia Deolindo Couto – Setor de fonoaudiologia
Av. Venceslau Brás, 71 Botafogo RIO DE JANEIRO
Tel: 2295-6282 (mesa) e 2295-8795
Fax: 2295-9794
http://www.indc.ufrj.br/

Santa Casa de Misericórdia do RJ - Hospital São ZacariasAv. Carlos Peixoto, 124 Botafogo Rio De Janeiro,
Tel: 2295-4848

Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro- Hospital GeralRua Santa Luiza, 206 Castelo Rio de Janeiro
Tel: 2297-6611

Santa Casa de Misericórdia do RJ- Hospital N S das DoresAv. Ernani Cardoso, 21 Cascadura Rio de Janeiro
Tel: 2269-7998

Associação Pestalozzi de NiteróiEstrada Caetano Monteiro, 857 Pendotiba Niterói / RJ
24320-570
Tel: 21 2616-3311
www.pestalozzi.org.br

Instituto Oscar ClarkRua General Canabarro, 345 Maracanã Rio de Janeiro
Tel: 2569-1419

Universidade Estácio de Sá – Clínica Henry DunantRua Paula Franssineti, 67 Rio Comprido Rio de Janeiro
Tel:2503 -7113 / 2503 -7114


Instituto da Família – INFARua Alzira Brandão, 459 Tijuca Rio de Janeiro
Tel: 2567 – 9899
Rua Goiás, 132 Engenho de Dentro Rio de Janeiro
Itanhangá - tel: 3154 – 2003

Hospital Universitário Pedro Ernesto (UERJ) -Setor de FonoaudiologiaBoulevard 28 de Setembro, 77 Vila Isabel Rio de janeiro
Tel: 2587-6838

Universidade Santa Úrsula
Rua Fernando Ferrari, 75 Prédio I - sala 412 Botafogo
Cep 22231-040 Rio de Janeiro
Tel.: 2554-2500


FONTE DE PESQUISA:
http://www.apad-dislexia.org.br/diagnostico.shtml

novembro 22, 2008

ASSOCIAÇÕES DE DISLEXIA COM ORIENTAÇÕES E INFORMAÇÕES DE PESQUISAS

Links
ASSOCIAÇÕES DE DISLEXIA COM ORIENTAÇÕES E INFORMAÇÕES DE PESQUISAS, AVALIAÇÕES, LIVROS E SEMINÁRIOS

Adult Dyslexia Organization - Reino Unido.

Associação Brasileira de Dislexia - ABD - fundada em 1983 em São Paulo Brasil. Avalia, orienta e realiza cursos e seminários.

Associação Paulista de Dislexia - associação em Botucatu São Paulo, que tem a finalidade de proporcionar às crianças da região um local para diagnóstico, condução dos casos e fornecer aos cuidadores, pais, professores e profissionais interessados, condições de lidar de melhor forma com as crianças disléxicas.

Associação Portuguesa de Dislexia - associação fundada no ano 2000, com fins culturais, educativos, científicos e sociais.

Bright Solutions For Dyslexia, LLC - U.S.A

Centro Interdisciplinário del Lenguaje y Aprendizaje - Buenos Aires Argentina.

Davis Dyslexia Association International - U.S.A

Dislexia el Don - site em espanhol com informações objetivas e interessantes.

Dyslexia Research Institute - U.S.A fundada em 1975 e pesquisa também sobre Déficit de Atenção.

European Dyslexia Association - organização internacional fundada em 1987, que reune associações de dislexia de países da Europa.

The British Dyslexia Association - Inglaterra.

The Dyslexia Research Trust - organizada pelo Professor John Stein da Universidade de Oxford, pesquisa a dislexia e questões relacionadas e dá suporte às pessoas nestas condições.

The International Dyslexia Association - U.S.A fundada em 1949, a mais antiga organização do país.



ASSOCIAÇÕES DE INTERESSE

American Speech-Language-Hearing-Association ASHA, respeitada associação americana com informações e orientações nas áreas de audiologia, linguagem e fala.

APAD - A Associação de Pais e Amigos de Portadores de Dislexia/TDAH, é uma associação sem fins lucrativos. Tem como objetivo reunir pais, jovens, professores, profissionais da área médica, docentes e acadêmicos; órgãos, instituições dos governos federal, estaduais, municipais e da iniciativa privada, nacionais e internacionais, objetivando formar uma comunidade visando incluir socialmente, em todos os níveis, portadores de Dislexia e TDAH.
Contatos e informações: associacaopaisdislexia@robertorosa.com.br

Associação Brasileira de Psicopedagogia - ABPp - A ABPp é uma entidade sem fins lucrativos, de caráter científico cultural, que congrega profissionais da área de psicopedagogia. Promove conferências, cursos, congressos e divulgação de trabalhos.

Associação Brasileira do Déficit de Atenção - informações e discussões à respeito do TDAHI.

CEFAC (Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica) - é uma Organização Não Governamental (ONG), sem fins lucrativos, desenvolvendo projetos de natureza social-filantrópica, e que tem por objetivo atingir metas sociais ligadas aos setores da saúde e educação.

Centro Integrado de Psiquiatria da Infância e Adolescência - CIPIA - oferece avaliação e tratamento médico, psicológico e fonoaudiológico para crianças e adolescentes de baixa renda, com programas direcionados ao tratamento de agitação e distração, dificuldades do aprendizado, problemas de comportamento, ansiedade e depressão.
Endereço: Rua Sebastião Lacerda, 70, Laranjeiras, Rio de Janeiro, Tel. (21)2285-6351.
Ver detalhes

Centro de Neuropsicologia Aplicada CNA - Rio de Janeiro, Brasil, oferece diagnóstico, tratamento, cursos e informações em neuropsicologia.

Conselho Federal de Fonoaudiologia

IDCP (Instituto de Desenvolvimento e Capacitação Profissional) - empresa especializada em formação continuada que promove eventos na área educacional.

LLDOnLine - site com informações e artigos sobre as dificuldades de aprendizagem

Learning Disabilities Association of America - USA, fundada em 1964, oferece artigos e informações sobre dificuldades de aprendizagem.

Learning Disbilities Association of Arkansas - USA, fundada em 1963, informações sobre dificuldade de aprendizagem.

Learning Disabilities Association of Canadá (LDCA) - Canadá, fundada em 1963. Informações sobre dificuldades de aprendizagem em geral e dislexia.

Learning Disabilities Association of Vancouver - Canadá, fundada em 1970, informações sobre dificuldades de aprendizagem.

National Center for Learning Disabilities (NCLD) - fundada há 25 anos nos USA.

SchabLearning.Org - guia dirigido a pais para ajudar crianças com dificuldades de aprendizagem.

Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia - fundada em 1988.

Sociedade Brasileira de Neuropsicologia - sociedade que tem por finalidade contribuir para o progresso das ciências cognitivas.

Sociedade de Psicanálise da Cidade do Rio de Janeiro - fundada em 1971, centro de estudos permanente que promove atendimento à comunidade, supervisões e discussões relativas à prática clínica psicanalítica, assim como simpósios, cursos e encontros científicos na área da psicanálise e em outras áreas afins.

Society of Neurocience - USA, fundada em 1970, organização de profissionais que estudam o desenvolvimento do cérebro (memória, aprendizagem, percepção, sensação, movimento,etc.) e o sistema nervoso.

The American Hyperlexia Association - organização americana dedicada ao estudo e à educação de crianças com hiperlexia.



SITES DE INTERESSE

Alfano & Vianna Psicologia - O objetivo deste site é divulgar o trabalho realizado com crianças através da neuropsicologia e da terapia cognitiva-comportamental.

Dra. Carla Gikovate - Esta página foi criada para disponibilizar artigos e materiais didáticos nas áreas de comportamento e autismo para pais e profissionais.

University of Southampton - Página com informações de estudantes da Universidade com dificuldades específicas de leitura (dislexia e dispraxia).

A Associação Nacional de Dislexia

A Associação Nacional de Dislexia – AND está participando do Grupo de Trabalho constituído pelas secretarias do MEC de Ensino Especial e Ensino Regular, pela Associação Brasileira de Dislexia - ABD, Associação Brasileira de Déficit de Atenção- ABDA e Associação de Pais e Amigos dos Disléxicos-APAD. Este Grupo de trabalho tem como objetivo realizar estudos sobre os transtornos funcionais específicos e definir diretrizes de acordo com Política nacional de Educação Inclusiva.

A capacitação de professores, pedagogos, psicopedagogos e fonoaudiólogos para o atendimento às necessidades especiais destes alunos na vida escolar vêm sendo um dos fortes objetivos desenvolvidos pela AND.

A representante titular e a suplente da Associação Nacional de Dislexia - AND que compõem o Grupo de Trabalho são as diretoras da AND, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clélia Argolo Ferrão Estill - CRFa 0636 como representante titular e Fonoaudióloga Beatriz Florence – CRFa 1415 como suplente.

O documento abaixo (em ordem das assinaturas) foi assinado por:

Profa. Dra. Helena Serra - presidente da Associação Portuguesa de Dislexia - APDIS (Portugal)
Maria Ester Borlido - presidente da Associação Nacional de Dislexia - AND (Rio de Janeiro-Brasil)
Rosemeri Marquetti de Mello - presidente da Associação Brasileira de Dislexia - ABD (São Paulo-Brasil)
Dra. Niura de Moura Padula - representante da Associação Paulista de Dislexia - APD (Botucatu S.P.-Brasil)
Nancy Hennessy - ex-presidente da International Dyslexia Association - IDA (EUA)
Dra. Maria Ângela Nogueira Nico - coordenadora técnica e científica da ABD (São Paulo-Brasil)
Dr. Eric Tridas - vice-presidente da International Dyslexia Association - IDA (EUA)
Dr. Abram Topczweski - vice-presidente da Associação Brasileira de Dislexia - ABD (São Paulo-Brasil)

Legislação




Legislação
Todas as crianças tem direito fundamental a educação.
Verifique no site http://portal.mec.gov.br

As páginas abaixo que você poderá ter informações dos direitos de alunos com necessidades especiais:

Parecer CNE/CEB nº 17/2001 aprovado em 3 de julho de 2001
Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica

Resolução CNE/CEB nº 2/2001, de 11 de setembro de 2001
Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica

novembro 03, 2008

Sinais indicadores de dislexia:O que se sente?





Dislexia

O que é?

É uma dificuldade primária do aprendizado abrangendo: leitura, escrita, e soletração ou uma combinação de duas ou três destas dificuldades. Caracteriza-se por alterações quantitativas e qualitativas, total ou parcialmente irreversíveis .

É o distúrbio (ou transtorno) do aprendizado mais freqüentemente identificado na sala de aula. Está relacionado, diretamente, à reprovação escolar, sendo causa de 15 % das reprovações. Em nosso meio, entre alunos das séries iniciais (escolas regulares) têm sido identificados problemas em cerca de 8 %. Estima-se que a dislexia atinja 10 a 15 % da população mundial

Quem pode ser afetado?

A dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela pode atingir igualmente pessoas das raças branca, negra ou amarela, ricas e pobres, famosas ou anônimas, pessoas inteligentes ou aquelas mais limitadas.

Qual a causa?

A dislexia tem sido relacionada a fatores genéticos, acometendo pacientes que tenham familiares com problemas fonológicos, mesmo que não apresentem dislexia. As alterações ocorreriam em um gene do cromossomo 6 . A dislexia, em nível cognitivo- lingüístico, reflete um déficit no componente específico da linguagem , o módulo fonológico, implicado no processamento dos sons da fala. Uma criança que tenha um genitor disléxico apresenta um risco importante de apresentar dislexia, sendo que 23 a 65 % delas apresenta o distúrbio.

Um gene recentemente relacionado com a dislexia é chamado de DCDC2.
Segundo o Dr. Jeffrey R. Gruen, geneticista da Universidade de Yale, Estados Unidos, ele é ativo nos centros da leitura do cérebro humano.

Outro gene, chamado Robo1, descoberto por Juha Kere,
professor de genética molecular do Instituto Karolinska de Estocolmo, é um gene de desenvolvimento que guia conexões, chamadas axônios, entre os dois hemisférios do cérebro.

Pesquisadores dizem que um teste genético para a dislexia
pode estar disponível dentro de um ano. Crianças de famílias que têm história da dislexia poderão ser testadas. Se as crianças tiverem o risco genético, elas podem ser colocadas em programas precoces de intervenção.

O que se sente?

Sinais indicadores de dislexia:

A dificuldade de ler, escrever e soletrar mostra-se por dificuldades diferentes em cada faixa etária e acadêmica


FONTE DE PESQUISA:
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?657

CONTINUI LENDO....

Pré-Escola, pré-alfabetização





Dificuldades mais identificadas :
Aquisição tardia da fala
Pronunciação constantemente errada de algumas sílabas
Crescimento lento do vocabulário
Problemas em seguir rotinas
Dificuldade em aprender cores, números e copiar seu próprio nome
Falta de habilidade para tarefas motoras finas (abotoar, amarrar sapato, ...)
Não conseguir narrar uma história conhecida em seqüência correta
Não memorizar nomes ou símbolos
Dificuldade em pegar uma bola

Início do ensino fundamental - Alfabetização





Dificuldades mais identificadas :
fala.

aprender o alfabeto

planejamento e execução motora de letras e números

preensão do lápis

motricidade fina e do esquema corporal.

separar e seqüenciar sons (ex: p – a – t – o )

habilidades auditivas - rimas

discriminar fonemas de sons semelhantes: t /d; - g / j; - p / b.,

diferenciação de letras com orientação espacial: d /b ;- d / p; - n /u; - m / u

pequenas diferenças gráficas: e / a;- j / i;- n / m;- u /v

orientação temporal (ontem – hoje – amanhã, dias da semana, meses do ano)

orientação espacial (lateralidade difusa, confunde a direita e esquerda, embaixo,

em cima) execução da letra cursiva

Ensino Fundamental




Dificuldades mais identificadas:

atraso na aquisição das competências da leitura e escrita.
Leitura silábica, decifratória.
Nível de leitura abaixo do esperado para sua série e idade.
soletração de palavras
ler em voz alta diante da turma
supressão de letras: cavalo /caalo;-. biblioteca/bioteca; - bolacha / boacha
Repetição de sílabas: pássaro / passassaro; camada / camamada
seqüência de letras em palavras Inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras (ai-ia; per-pré; fla-fal; me-em).
Fragmentação incorreta: o menino joga bola - omeninojo gabola
planejar, organizar e conseguir terminar as tarefas dentro do tempo
enunciados de problemas matemáticos e figuras geométricas
elaboração de textos escritos expressão através da escrita
compreensão de piadas, provérbios e gírias
seqüências como: meses do ano, dias da semana, alfabeto, tabuada. mapas
copiar do quadro

Ensino Médio




Dificuldades mais identificadas:
Podem ter dificuldade em aprender outros idiomas.
Leitura vagarosa e com muitos erros
Permanência da dificuldade em soletrar palavras mais complexas
Dificuldade em planejar e fazer redações
Dificuldade para reproduzir histórias
Dificuldade nas habilidades de memória
Dificuldade de entender conceitos abstratos
Dificuldade de prestar atenção em detalhes ou, ao contrário, atenção demasiada a pequenos detalhes
Vocabulário empobrecido
Criação de subterfúgios para esconder sua dificuldade

Ensino Superior / Universitário








Dificuldades mais identificadas:
Letra cursiva.
Planejamento e organização.
Horários (adiantam-se, chegam tarde ou esquecem).
Falta do hábito de leitura.
Normalmente tem talentos espaciais (engenheiros, arquitetos, artistas).

Diagnóstico







Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes de um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, não confirmam a dislexia. Os sintomas podem ser percebidos em casa mesmo antes da criança chegar na escola. Uma vez identificado o problema de rendimento escolar, deve-se procurar ajuda especializada.

AVALIAÇÃO MULTIDISCIPLINAR





A equipe multidisciplinar,incluindo
Psicólogo,
Fonoaudiólogo e Psicopedagogo Clínico
inicia investigação detalhada e verifica a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista e outros, conforme o caso. É muito importante o parecer da escola, dos pais, o levantamento do histórico familiar e a evolução do paciente.

Outros fatores deverão ser descartados, como déficit intelectual, disfunções ou deficiências auditivas e visuais, lesões cerebrais (congênitas e adquiridas), desordens afetivas anteriores ao processo de fracasso escolar (com constantes fracassos escolares o disléxico irá apresentar prejuízos emocionais, mas estes são conseqüências, não causa da dislexia).

A equipe multidisciplinar deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia.

Essa avaliação é importante tanto na identificação das causas das dificuldades apresentadas, quanto permite orientar o encaminhamento adequado para o caso individualizado.

Não existe teste único, patognomônico (sinais/sintomas constantes, caraterísticos da doença) de dislexia.

O diagnóstico deve ser realizado por profissional (ais) treinado (s), empregando-se uma série de testes e observações, em geral, trabalhando em equipe multidisciplinar, que analisará o conjunto de manifestações de dificuldades

Testes auditivos e de visão podem ser os primeiros a serem solicitados.

Entre as avaliações mais solicitadas encontram-se testes:
Cognitivos
Inteligência
Memória auditiva e visual
Discriminação auditiva e visual
Orientação
Fluência verbal
Testes com novas tecnologias

Tratamento após o diagnóstico de Dislexia.








Uma vez diagnosticada a dislexia, segundo as particularidades de cada caso, o encaminhamento orientado permite abordagem mais eficaz e mais proveitosa, pois o profissional que assumir o caso não precisará de um tempo para identificação do problema, bem como terá ainda acesso a pareceres importantes.

Tendo conhecimento das causas das dificuldades, do potencial e a individualidade do paciente, o profissional pode utilizar a linha terapêutica que achar mais conveniente para o caso particular. Os resultados devem surgir de forma progressiva.

Em oposição à opinião de muitos se pode afirmar que o disléxico sempre contorna suas dificuldades e acha seu caminho. O disléxico também tem sua própria lógica e responde bem a situações que estejam associadas a vivências concretas.

A harmonia entre o profissional coordenador e o paciente e sua família podem ser decisivos nos resultados. O mecanismo de programação por etapas, somente passando para a seguinte quando a anterior foi devidamente absorvida, retornando às etapas anteriores sempre que necessário, deve ser bem entendido pelo paciente e familiares

Sistema Cumulativo








Os serviços de educação especial podem incluir auxílio de especialistas, tutorias individuais, aulas especiais diárias. Cada indivíduo tem necessidades diferentes, por isso o plano de tratamento deve ser individualizado. Da mesma forma, é importante o apoio psicológico positivo, já que muitos estudantes com dificuldade de aprendizado têm auto-estima baixa.

Prevenção






Os transtornos de aprendizagem tendem a incidir em famílias e a dislexia é um deles. As famílias afetadas devem fazer o máximo esforço para reconhecer precocemente a existência do problema.

Quando incide em famílias sem antecedentes, o diagnóstico pode ser feito na pré-escola, se os professores detectarem os primeiros sinais. A terapia precoce proporciona os melhores resultados

Geralmente a dislexia é perceptível no início da alfabetização.


Dislexia é uma dificuldade na aprendizagem da criança, quanto à velocidade e qualidade da aquisição das habilidades de leitura, escrita, fala, orientação espacial, entre outros.

Para detectar a dislexia é necessário observar alguns sintomas como: dificuldades com a linguagem, dificuldades em escrever, dificuldades com a ortografia, lentidão na aprendizagem da leitura.

Geralmente é perceptível no início da alfabetização e pode ser confundida com inteligência baixa ou desmotivação.

A causa da dislexia está relacionada com o processamento de informações, que ocorre diferentemente no cérebro de quem apresenta o distúrbio.

A dispersão é a primeira característica a ser percebida entre as crianças. Elas demonstram dificuldades em manter a atenção durante as atividades como: jogar, aprender rimas, montar quebra-cabeça. Demoram falar e organizar a linguagem de modo geral.

É importante que a dislexia seja observada o quanto antes, a fim de que não provoque desinteresse da criança pelos estudos e tenha que enfrentar algumas frustrações.

Como foi citado anteriormente, a dislexia não está relacionada com inteligência baixa, uma vez que crianças disléxicas mostram bons resultados em testes de lógica e atividades cognitivas. Às vezes essas crianças podem até apresentar inteligência acima da média.

A dislexia não tem ligação com nenhum tipo de retardo ou deficiência mental, e não indica futuras dificuldades acadêmicas e profissionais.

Como se trata de uma dificuldade de aprendizado, a criança pode apresentar um mau comportamento dentro e fora da sala de aula.

Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola

FONTE DE PESQUISA:
http://www.brasilescola.com/saude/aspectos-dislexia.htm

outubro 25, 2008

DISLEXIA, as muitas faces de um problema de linguagem


DISLEXIA, as muitas faces de um problema de linguagemAutoria: Clélia Argolo Estill -Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica



—Meu filho foi mal alfabetizado? ele é disléxico?
—Dislexia é uma dificuldade de aprendizagem?
Problemas de aprendizagem são as múltiplas varetas de um amplo guarda-chuva. Dislexia é apenas uma delas, mas muito especial.
É mais fácil conceituá-la através do que não é do que defini-la pelo que é.
Com toda a certeza não é um problema de inteligência, tampouco uma deficiência visual ou auditiva, muito menos um problema afetivo-emocional. Então o que é ?
Dislexia é uma dificuldade específica de linguagem, que se apresenta na língua escrita.
A dislexia vai emergir nos momentos iniciais da aprendizagem da leitura e da escrita, mas já se encontrava subjacente a este processo.
É uma dificuldade específica nos processamentos da linguagem para reconhecer, reproduzir, identificar, associar e ordenar os sons e as formas das letras, organizando-os corretamente.
É certamente um modo peculiar de funcionamento dos centros neurológicos de linguagem. É frequente encontrar-se outras pessoas com dificuldades semelhantes nas histórias familiares.
Dislexia , não é culpa de ninguém, nasce -se assim.
O importante é aceitar a dislexia como uma dificuldade de linguagem que deve ser tratada por profissionais especializados. As escolas podem acolher os alunos com dislexia, sem modificar os seus projetos pedagógicos curriculares. Procedimentos didáticos adequados possibilitam ao aluno vir a desenvolver todas as suas aptidões, que são múltiplas. Vale relembrar que os disléxicos estão em boa companhia junto a Leonardo da Vinci e Tom Cruise, Einstein e Nelson Rockefeller, Hans Christian Andersen e Agatha Christie, entre muitos outros.
O bom desempenho na leitura provém do equilíbrio entre o desenvolvimento das operações da leitura, decodificação e compreensão, interagindo com os estágios de desenvolvimento do pensamento e da linguagem. É necessário não esquecer a importância dos vínculos afetivos estabelecidos com a aprendizagem. Bons ou maus vínculos são preditivos de sucesso ou fracasso, nesta jornada.
O sucesso da operação inicial de leitura, a decodificação, vai depender da habilidade linguística para transformar um sinal escrito, a letra, num sinal sonoro, o som, e vice-versa.
Associar letras e sons correspondentes, organizar, sequenciar e encadear esta corrente sonora, é o caminho percorrido para se apreender a palavra escrita.
Aqui mora a dificuldade do disléxico.
Quanto mais a leitura e escrita, são necessárias na vida escolar, mais a dislexia se revela, sendo confundida, muitas vezes, com problemas gerais de aprendizagem.
As pessoas com dislexia tem dificuldades de aprendizagem, porque tem dificuldades específicas de linguagem, não por dificuldades emocionais, lógico-operatórias ou sócio-culturais.
As dificuldades de aprendizagem, presentes na dislexia, são alterações decorrentes
das dificuldades específicas no processamento linguístico, que tem a leitura e a escrita como suas ferramentas principais.
O valor da intervenção precoce, no caso de suspeitarmos da presença de fatores disléxicos, fala por si mesma, mas só podemos considerar que alguém é disléxico, após dois anos de vivências leitoras. Antes deste período podemos detectar "dificuldades ou transtornos de leitura", que já necessitam de cuidados especiais, numa postura preventiva.
Há muitos sinais, visíveis nos comportamentos e nos cadernos das crianças, que podem auxiliar aos pais e educadores a identificar precocemente alguns dos sinais preditivos de dislexia. A dislexia pode estar associada à quadros de déficit de atenção (DDA), mas nem todo o déficit de atenção é acompanhado de dislexia. Citamos algumas dificuldades, tais como:
- demora nas aquisições e desenvolvimento da linguagem oral; dificuldades de expressão e compreensão; alterações persistentes na fala;
- copiar e escrever números e letras inadequadamente;
-dificuldade para organizar-se no tempo, reconhecer as horas, dias da semana e meses do ano;
- dificuldades para organizar sequências espaciais e temporais, ordenar as letras do alfabeto, sílabas em palavras longas, seqüências de fatos ;
-pouco tempo de atenção nas atividades, ainda que sejam muito interessantes;
-dificuldade em memorizar fatos recentes - números de telefones e recados, por exemplo;
- severas dificuldades para organizar a agenda escolar ou da rotina diária;
-dificuldade em participar de brincadeiras coletivas;
-pouco interesse em livros impressos e escutar histórias;
É preciso ter uma especial atenção com as crianças que gostam de conversar, são curiosas, entendem e falam bem, mas aparentam desinteresse em ler e escrever. Vale a pena, no caso de crianças leitoras, oferecer um mesmo problema matemático, escrito e oral, e comparar as respostas. Frequentemente encontramos respostas diferentes, corretas na questão oral e incorreta na mesma questão escrita.
A mesma criança que parece não saber resolver um problema matemático por escrito, poderá ter um desempenho surpreendente quando o mesmo problema lhe é apresentado oralmente. Esta situação exemplifica como podemos confundir os sinais - a dificuldade não é na aprendizagem da matemática, mas na leitura.
A pessoa com dislexia não mereceria ser atendida na vida escolar através de seus melhores canais de comunicação— a linguagem oral antecedendo a linguagem
escrita ? É um caso a pensar …
Mas a dislexia não é privilégio das crianças recém alfabetizadas, ou que estão na 1ª/2ª séries.
Há crianças que apesar de todas estas dificuldades, conseguem aprender a ler mas vão carregando a sua dislexia camuflada.
Estas crianças, incompreendidas em suas dificuldades, muitas vezes são vistas como desinteressadas, e cobradas com quantias que não têm como pagar. É quando podem surgir as reações de apatia ou revolta.
Sempre nos dão sinais, é só seguir as pistas para melhor compreendê-los:
-dificuldades nas aquisições lingüísticas: dificuldades em reconhecer rimas e aliterações; vocabulário reduzido; construções gramáticais inadequadas, severa dificuldade para entender as palavras pelo seu significado ;
-dificuldade em fazer cópias, trabalhos e agendas incompletas;
-dificuldade na leitura, lê mas não entende o que leu;
-importantes dificuldades de organização sequencial tempo-espacial; seqüências e rotinas diárias;
-dificuldades em matemática, cálculos e desenhos geométricos;
-grande dificuldade para organizar-se em suas tarefas de vida diária;
-especial dificuldade para aprender uma segunda língua;
-confusões de orientação, trabalhar com dicionários e mapas é mais um complicador.
- alterações de comportamento - agressividade, desinterêsse, baixa auto-estima e até mesmo condutas opositivas-desafiadoras.
Enfim, o disléxico não identificado, pode reagir a tantos obstáculos com comportamentos inadequados, que complicam ainda mais a sua vida.
Mesmo dando tantas pistas, o disléxico pode não ser reconhecido como tal e chegar à vida adulta carregando frustrações que o impedem de tomar conhecimento de suas habilidades, que certamente são muitas.
Felizmente já existem profissionais que estão atentos aos problemas da dislexia e tentando vir ao encontro desta população desassistida, através de associações, com objetivo de ampliar as pesquisas, estudos e oferecer apoio às famílias, escolas e profissionais que atuam junto à estas pessoas portadoras de dificuldades específicas de linguagem escrita - a dislexia.
No Rio de Janeiro já está funcionando a AND - Associação Nacional de Dislexia, uma associação sem fins lucrativos, constituida por profissionais de fonoaudiologia, psicopedagogia, psicologia, que vêm prestando serviços de diagnóstico diferencial às famílias e escolas da comunidade.
Importante é pensar a dislexia como uma modalidade peculiar de processamento da linguagem, o que vem sendo cada vez mais pesquisado pelas ciências neuro-cognitivas, tendo a linguagem como vetor.
A pessoa com dislexia, ou com fatores disléxicos, mereceria ser examinada e acompanhada por profissionais especializados em linguagem, para que não venham a ser confundidos os sintomas de distúrbios na linguagem com distúrbios de aprendizagem.
Vale lembrar —alguém não é apenas a dificuldade que apresenta, esta é só um detalhe de uma paisagem, rica, complexa e bela.


Clélia Argolo Estill
—Vice-presidente da AND - Associação Nacional de Dislexia
— Ex-membro do Conselho Científico da ABPP -RJ
- Associação Brasileira de Psicopedagogia - Rio de Janeiro


Observação: este artigo foi publicado no jornal "OGlobo" - Jornal da Família

Endereços para contatos:

Consultórios:
• Rua Maença, 210 - Pechincha -Jacarépaguá -RJ
Tel. :021-3392.7317
e-mail: cestill@visualnet.com.br

• Rua Leblon, 16 - Leblon -RJ
Telefax: 021 - 2259.9959

PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL



PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL
.
O QUE É O PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL?
Processamento auditivo se refere aos processos envolvidos na detecção, na análise e na interpretação de eventos sonoros. Estes processos acontecem no sistema auditivo periférico e no sistema auditivo central. É desenvolvido nos primeiros anos de vida, portanto é a partir da experienciação do mundo sonoro que aprendemos a ouvir.

QUAIS SÃO AS HABILIDADES AUDITIVAS CENTRAIS?
• Localização sonora: habilidade de localizar auditivamente a fonte sonora;
• Síntese binaural: habilidade para integrar estímulos incompletos apresentados simultaneamente ou alternados para orelhas opostas;
• Figura-fundo: identificar mensagem primária na presença de sons competitivos.
• Separação binaural: habilidade para escutar com uma orelha e ignorar a orelha oposta;
• Memória: habilidade de estocar e recuperar estímulos;
• Discriminação: habilidade para determinar se dois estímulos são iguais ou diferentes;
• Fechamento: habilidade para perceber o todo quando partes são omitidas;
• Atenção: habilidade para persistir em escutar sobre um período de tempo;
• Associação: habilidade para estabelecer correspondência entre um som não lingüístico e sua fonte.
O QUE SÃO TRANSTORNOS AUDITIVOS?
Acredita-se que o transtorno de audição pode envolver dois aspectos. A perda auditiva, que é um impedimento da capacidade de detectar energia sonora, podendo ser classificada quanto ao grau e quanto ao tipo. A alteração de processamento auditivo que se refere a um transtorno auditivo em que há um impedimento da habilidade de analisar e/ou interpretar padrões sonoros.


QUANDO AVALIAR O PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL?
• Atenção prejudicada
• Dificuldade em escutar em ambiente ruidoso
• Dificuldade de compreender em ambiente ruidoso
• Agitados, hiperativos ou muito quietos
• Fala muito ãh? o quê?
• Prejuízo de memória sequencial auditiva e localização sonora
• Problemas de fala : /l/ e /r/, /s/ e /ch/
• Alterações de escrita e leitura.
• Dificuldades na percepção auditiva


QUAIS SÃO OS PRÉ REQUISITOS PARA AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL ?
Avaliação audiológica básica:
• Audiometria tonal liminar e vocal
• Imitanciometria.

A avaliação do processamento auditivo central deve ser feita após avaliação audiológica básica.
Esta avaliação inicial fornecerá dados sobre as condições de detecção do som através da audiometria tonal liminar, condições de mobilidade do sistema tímpano-ossicular através das medidas de imitância acústica.

COMO É A AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL?
Para avaliar o processamento auditivo central por meio de testes especiais comportamentais utiliza-se estímulos verbais (sílabas, palavras e frases) e não verbais especialmente gravados em CD de modo a permitir a apresentação de sons com distorções. Estes estímulos sonoros são enviados ao indivíduo, que será avaliado, através dos fones de um audiômetro de dois canais acoplado a um “CD player” utilizando uma cabina acústica.

QUAL É O PRINCIPAL OBJETIVO DA AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL?
O objetivo da avaliação do processamento auditivo central é medir a capacidade do indivíduo em reconhecer sons verbais e não verbais em condição de escuta difícil. Desta forma, pode-se inferir sobre a capacidade do indivíduo de acompanhar a conversação em ambientes desfavoráveis; determinar as inabilidades auditivas, ter um parâmetro de medida quantitativo da qualidade da audição e contribuir no diagnóstico e no tratamento de diversos transtornos da comunicação oral e escrita.

O QUE FAZER NAS ALTERAÇÕES DE PROCESSAMENTO AUDITVO?Nas alterações de processamento auditivo a conduta principal é a fonoterapia. O desenvolvimento auditivo verbal envolvendo as habilidades auditivas de atenção seletiva; discriminação dos padrões temporais e de freqüência dos sons da fala; localização; memória; fala e linguagem deve fazer parte do plano de terapia fonoaudiológica. O fonoaudiólogo ao preparar um plano de terapia para as alterações de PAC deve ter como objetivo principal criar condições para que o indivíduo possa se reorganizar quanto aos aspectos envolvidos na comunicação no que se refere a utilização dos fonemas, da prosódia e das regras da língua. Para cada tipo de alteração pode se organizar uma proposta de fonoterapia enfatizando alguns aspectos que deverão ser predominantemente treinados.



QUANDO LIDAMOS COM OS DISTÚRBIOS DA COMUNICAÇÃO HUMANA DEVEMOS CONSIDERAR SEMPRE AS QUESTÕES AUDITIVAS:
QUANTITATIVAS E QUALITATIVAS.

outubro 14, 2008

Processamento Temporal Auditivo em crianças


Processamento Temporal Auditivo em crianças com transtorno de leitura
Pesquisa realizada na Universidade de São Paulo, entre 2002 e 2004, com a participação de crianças da ABD

Responsáveis:
Fga Mestre Cristina Ferraz Borges
Prof.ª Dr.ª Eliane Schochat
--------------------------------------------------------------------------------


Atualmente, pesquisas mostram que os transtornos de leitura podem estar relacionados a uma alteração na percepção de estímulos auditivos apresentados de maneira rápida e sucessiva.

Os fonemas, pequenos sons isolados que formam as sílabas, representariam estes estímulos sonoros rápidos, na fala. Assim, a dificuldade da criança estaria em perceber que palavras podem ser decompostas nestes pequenos sons isolados. Esta habilidade, denominada consciência fonológica, é essencial para o domínio do sistema alfabético, na qual os fonemas são mapeados em letras (grafemas). Portanto, o aprendizado desta habilidade, pode ser considerado essencial para o aprendizado da leitura (Temple, 2001) e, ao mesmo tempo, a principal manifestação dos transtornos de leitura e escrita.

Para investigar melhor a relação entre os transtornos de leitura e o processamento temporal auditivo foi realizada pesquisa com crianças disléxicas (ABD) no Laboratório de Investigação Fonoaudiológica em Processamento Auditivo do Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

As crianças, com diagnóstico concluído de dislexia de grau severo, e idades entre 9 e 12 anos realizaram testes envolvendo leitura, consciência fonológica e processamento temporal auditivo.

Os resultados mostraram que as crianças com dislexia apresentaram pior desempenho, quando comparados ao grupo controle (crianças sem queixas envolvendo leitura), nos três testes aplicados. Além disso, foi encontrada alta correlação entre os desempenhos nos testes de leitura e consciência fonológica.

A partir destes resultados, podemos, portanto, inferir que há uma relação entre a leitura e o processamento temporal auditivo. Assim, é importante que futuras pesquisas, envolvendo métodos de reabilitação, considerem a existência de alterações desta natureza como fazendo parte dos sintomas apresentados por crianças com dislexia.
FONTE DE PESQUISA:http://www.dislexia.org.br/

outubro 13, 2008

Pluck – No Planeta dos Sons


Pluck – No Planeta dos Sons

Um jogo diferente e desafiador para o treino de habilidades auditivas, da leitura e escrita. São 10 jogos crianças de 6 a 12 anos.
Pluck no Planeta dos Sons é um software educativo que além de divertido e desafiador, proporciona à criança o desenvolvimento das habilidades de processamento auditivo (discriminação, memória, atenção seletiva, figura-fundo e fechamento auditivo) e em especial as habilidades de consciência fonológica (análise, adição, segmentação, subtração, substituição, aliteração, reversão e rima).
Desenvolvido por Diana Melissa Faria, fonoaudióloga, este jogo treina os diversos requisitos necessários para o desenvolvimento da leitura e escrita, em crianças de 6 a 12 anos. O jogo conta também com o recurso de estimulação em apenas um ouvido ou em ambos , com ruídos e sons competitivos (ruído, conversa e música), utilizando-se de um fone de ouvido simples. Embarque com o Pluck nesta viagem de sons e faça descobertas fantásticas!


Autora
Diana Melissa Faria, CRFa 8297 - Fonoaudióloga Especialista em Voz e Mestre em Fonoaudiologia Clínica

outubro 12, 2008

outubro 05, 2008

O Desenvolvimento Neurológico e a Aprendizagem na Infância. Aspectos Neuromotores, Cognição e Estimulação


O Desenvolvimento Neurológico e a Aprendizagem na Infância. Aspectos Neuromotores, Cognição e Estimulação

DESENVOLVIMENTO
 “As transformações globais que, incluindo o crescimento (pondo-estatural), a maturação e os aspectos psicológicos, conduzem a adaptações cada vez mais flexíveis”. (Degenszjan, 2002)

NEUROBIOLOGIA DA APRENDIZAGEM
 Sua divisão em partes tem um significado exclusivamente didático, pois as várias partes estão intimamente relacionadas do ponto de vista morfológico e funcional.
 Ele pode ser dividido em partes, levando-se em conta critérios anatômicos, embriológicos e funcionais.

NEUROBIOLOGIA DA APRENDIZAGEM
NEURÔNIOS

 100 bilhões aproximadamente
 Cada neurônio cerebral – 60 mil sinapses
 Cada neurônio cerebelar – 150 mil sinapses
 Cada sinapse – até 100 mil impulsos por segundo (Riesgo, 2006)

CÉLULAS DO SISTEMA NERVOSO
As unidades celulares do sistema nervoso são os neurônios e a neuroglia ou glia. Os neurônios são as unidades funcionais e responsáveis pela condução do impulso. As células da neuroglia proporcionam suporte, reparação e proteção aos neurônios.

Células Nervosas
 Morfologia relativamente simples
 Aproximadamente 1000 tipos diferentes, mas com arquitetura básica comum
 A complexidade do comportamento depende menos da especialização das células nervosas e mais dos circuitos neurais desenvolvidos

SISTEMA NERVOSO CENTRAL: PROCESSAMENTO DE INFORMAÇÃO
 O Sistema Nervoso funciona como um processador de informações. Estas chegam ao organismo, veiculadas por diversas formas de energia.
Potencial Sináptico – os neurotrasmissores liberados na fenda sináptica entram em contato com receptores específicos na membrana pós-sináptica  transformar a energia química em energia elétrica  mudando o potencial de repouso da célula.

NEUROTRANSMISSORES
 Sistema dopaminérgico correlacionado aos mecanismos de recompensa e de regulação da resposta motora.
 Sistema noradrenérgico controla o estado de alerta, a atenção, orientações seletivas e estimulação sensorial.


APRENDIZADO E MEMÓRIA

Informação conhecida – SNC – gera uma lembrança (memória)

“ (...) para a aprendizagem se efetivar, é
necessário levar em conta o aluno em sua
totalidade, retomando a questão do aluno
como um sujeito socio-cultural, aceitando que sua
cultura, seus sentimentos, seu corpo, que são
mediadores no processo de ensino e
aprendizagem.” (DAYRELL, 1999).

APRENDIZAGEM
INTEGRIDADES BÁSICAS

Três níveis de funções
 Psicodinâmicas: controle e integridade psicoemocional
 S.N.Periférico: receptores sensoriais
 S.N.Central: armazenamento, elaboração e processamento da informação

AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA
Diagnósticos que “rotulam” e interferem na dinâmica da criança.

Desgaste da estrutura familiar e falta de credibilidade nos profissionais efetivamente especializados.

DESENVOLVIMENTO NORMAL
Desenvolvimento físico, sensorial, motor, social, da comunicação e cognitivo

TRÊS PROBLEMAS:
Tentar saber a causa da alteração do desenvolvimento
Delimitar precisamente qual o tipo de alteração do desenvolvimento
Criar as estratégias necessárias para o tratamento

TRANSTORNOS DAS HABILIDADES ESCOLARES
Achados do indivíduo em testes padronizados e individualmente administrados de leitura, matemática ou expressão escrita estão substancialmente abaixo do esperado para a sua idade, escolarização e nível de inteligência.

DISTÚRBIO DE LEITURA E ESCRITA
Aprender a ler e escrever são atividades complexas que se desenvolvem na interação social para a criança construir a escrita. Esta construção é feita pela formulação e reformulação de hipóteses, por meio de práticas discursivas, em casa ou na escola, favorecem o aprendizado da leitura e escrita.


DISLEXIA
Dificuldade na leitura e na escrita por inabilidade de associar letras com os sons que elas representam. É uma incapacidade de ler, por exemplo, compreendendo o que foi lido.

BREVE HISTÓRICO
 1800 – Primeiras pesquisas
 1872 – Berlim – 1a vez uso termo dislexia
 1945 – Laureta Bender- pesquisas dislexia adquirida
 1950 – Hallgério – dislexia específica
 1970 – Vellutino – estudo da lingüística
 1990 – estudos de aspectos genéticos

DISLEXIA DO DESENVOLVIMENTO
Distúrbio neurológico de origem congênita que acomete crianças com potencial intelectual normal, sem déficits sensoriais, com suposta instrução educacional apropriada, mas que não conseguem adquirir ou desempenhar satisfatoriamente a habilidade para leitura e ou escrita.
(Word Federation of Neurology, 1968)

DISLEXIA
Associação Internacional Dislexia (2002) – define a dislexia como: “distúrbio específico de linguagem, constitucional (neurológico), de origem genética, caracterizado pela dificuldade de decodificar palavras simples, resultando em problemas como dificuldade de leitura e de aquisição de linguagem, além de falhas na capacidade de ler e soletrar”.

DISLEXIA
Transtorno de leitura, em que a comunicação escrita está comprometida, podendo estar afetado também: o cálculo; a linguagem oral; a atenção; a memória e a integração perceptivo-motora. (DSM IV-TR, 2000)

DISLEXIA NO BRASIL
Testes inadequados são utilizados
Critérios diagnósticos não são apropriados
Profissionais não especializados

ETIOLOGIA DAS DISLEXIAS
Risco genético
“...a dislexia é de origem familial quando presente em cerca de 35% a 40% dos parentes de primeiro grau são afetados e herdada quando ocorre hereditariedade em 50% dos afetados de uma mesma família.”
Base genética:
Cromossomos 2, 3, 6, 12,15 e 18 e gene KIAA0319
Transmissão autossômica dominante


ETIOLOGIA DAS DISLEXIAS
Base neurológica:
Discrepância bilateral no tamanho do plano temporal;
Deficiência no desenvolvimento da dominância do hemisfério esquerdo;
Anormalidades citoarquitetônicas no plano temporal esquerdo – migração dos neurônios – dano fetal.

BASE NEUROLÓGICA DA DISLEXIA
Malformações corticais e subcorticais (metade da gestação) – problemas de migração celular
Áreas de processamento fonológico
(região têmporo-occiptal e corpo geniculado lateral e medial)

DISLEXIAA dificuldade central do quadro seria reflexo de uma deficiência dentro de um componente específico do sistema de linguagem, o módulo fonológico, que é responsável pelo processamento dos sons e da fala.

ETIOLOGIA DAS DISLEXIAS
Anomalias de migração celular que afetam a região perisilviana – hemisfério esquerdo;
Diferenças anatômicas nos cérebros de indivíduos do sexo masculino e feminino quanto a: simetria do plano temporal; anomalias de desenvolvimento do córtex cerebral e do corpo geniculado lateral e medial; ectopias; microgiria (região pré-frontal inferior), região subcentral, região parietal, giro angular e supramarginal, giro temporal posterior e superior e região têmporo-occipital.

DISLEXIA
1- giro temporal superior posterior (área de Wernicke).
2- giro angular (área 39 de Brodmann).
3- córtex estriado (área 17 de Brodmann).
4- giro frontal inferior (área de Broca).
5- marginalmente, as áreas 46, 47 e 11 de Brodmann

SINAIS
 atraso no desenvolvimento fala e linguagem;
 histórico familiar;
 dificuldades de leitura e de escrita;
 não compreende o que escreve;
 escrita bizarra;
 confusão de letras com diferente orientação espacial (p-q, b-d);
 Confusão de letras com sons semelhantes (t-d, f-v);
 Inversões de sílabas ou palavras (par-pra);
 Substituições de palavras com estrutura semelhante;
 Omissão, adição ou repetição de letras ou sílabas;
 dificuldades rimas- canções;
 falta coordenação motora fina e/ou grossa;
 falta coordenação mão e olho;
desatenção e dispersão;
disgrafias;
desorganização geral (tempo e espaço), desengonçado;
fraco senso de direção (dir/esq), mapas, dicionários;

ENCAMINHAMENTOS HABITUAISDiferença na ativação cerebral de áreas nos dois hemisférios entre uma criança disléxica e um leitor normal

DISLEXIA
Ian Smythe (2007):

1- “Uma dificuldade de aquisição das habilidades de leitura, e que sua origem é neurológica”.
2- “Somente através do desenvolvimento de apropriados programas de ensino individualizados (IEP) será possível apoiar o disléxico individualmente. A operacionalização por meio da definição e modelos cognitivos podem gerar uma base consistente, baseada em evidências científicas, garantindo assim uma identificação e intervenção adequada para todos os disléxicos de forma individual”.


LDB:
definição da formação mínima de professores para o exercício da educação infantil, em nível médio, na modalidade Normal (Art.º 62), em cujo currículo deve-se incluir a educação de alunos especiais.
Os educandos com necessidades educacionais especiais são os que demonstram “dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultam o acompanhamento das atividades curriculares, compreendidas em dois grupos, a saber: aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específica e, segundo, aquelas relacionadas a condições, disfunções, limitações ou deficiências” (Resolução n.2 de 11 de setembro de 2001, Conselho Nacional de Educação, Câmara de Educação Básica, art.5º. Ia, Ib).

TRATAMENTO
Orientações para os pais e
para a escola
Terapias Multidisciplinares
Medicamentos para as comorbidades


Dr Rubens Wajnsztejn
Telfax: (11) 4330-4487 cel: (11) 9179-6889


“Quando a gente pensa que sabe todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas”.
FONTE DE PESQUISA>:
http://www.futuroeventos.com.br/arquivos/atividades/slides_pr.htm

O uso do termo “dislexia” tem, ao longo do tempo


Dislexia
10/01/2008
Jaime Zorzi (Revista Aprendizagem, 1ª edição.)

"Ler e escrever corresponde a fatores fundamentais para a garantia do desenvolvimento escolar, uma vez que é sobre tais capacidades que se assentarão as futuras aprendizagens. Qualquer dificuldade no processo de aquisição da escrita pode privar a criança de ter acesso a uma série de conhecimentos e, conseqüentemente, prejudicar sua evolução escolar,. Isso acaba por causar danos evidentes que também se manifestarão, tanto no plano afetivo quanto social."

Uma diversidade de causas têm sido descritas por aqueles que se dedicam a estudar tal problema.
Tradicionalmente, algumas das razões mais amplamente divulgadas dizem respeito a déficits visuais, auditivos e neurológicos, ao domínio pouco desenvolvido de fala e da linguagem, a problemas gerais de saúde, à imaturidade, a fatores emocionais, familiares e sociais. Atualmente, têm-se apontado também para a questão da inadequação de certos métodos escolares e da postura pouco estimulante de muitos professores.

Entretanto, e de forma até mesmo desafiadora para nossa compreensão, diversas crianças consideradas como portadoras de um distúrbio de leitura-escrita não apresentam, aparentemente, relação com nenhuma das causas acima citadas.
Elas possuiriam, teoricamente, todos aqueles requisitos tidos como necessários para uma aprendizagem favorável: boas condições familiares, sociais e econômicas, oportunidades escolares adequadas, nível normal de inteligência, ausência de comprometimentos físicos e/ou emocionais significativos. Apesar de apresentarem uma situação desse tipo, tais crianças enfrentam dificuldades para dominar a escrita e a leitura, sem que nenhuma das causas tradicionalmente aceitas possa ser seguramente relacionada ao seu problema.

O termo “dislexia”, ou “dislexia do desenvolvimento”, tem sido tradicionalmente empregado para procurar descrever aquelas crianças que, mesmo sem motivos mais evidentes, não conseguem se desenvolver, sem maiores problemas, no que diz respeito ao aprendizado da leitura-escrita.
Embora inicialmente tenha sido empregada para dar conta dos problemas de leitura, tal noção acabou englobando também problemas relativos à escrita, principalmente em relação à ortografia. Dislexia refere-se, portanto, às inabilidades ou dificuldades para o aprendizado da leitura-escrita, tendo como possível causa uma disfunção de áreas cerebrais responsáveis por habilidades necessárias para que tal aprendizagem possa ocorrer de modo satisfatório.

O uso do termo “dislexia” tem, ao longo do tempo, gerado muita confusão e controvérsia.
Os primeiros pesquisadores do problema começaram empregando expressões como cegueira verbal, estrefossimbolia, legastenia, entre outros conceitos, para se referirem a diversas alterações observadas quanto ao domínio da leitura-escrita. Porém, definida em termos muito genéricos, a noção de dislexia sofreu uma supergeneralização, aplicando-se, muitas vezes, a toda e qualquer alteração observada nas crianças, quaisquer que sejam as causas ou características de tais alterações.
Distúrbios de aprendizagem de diversas ordens, que podem afetar a leitura e a escrita de diferentes maneiras, passaram a ser sinônimos de dislexia. Porém, parece ter passado despercebido que, se por um lado ela pode ser considerada como um tipo particular de distúrbio de aprendizagem, por outro, estes não se limitam à dislexia.
Do ponto de vista científico, falta um consenso ou uma compreensão mais detalhada do que pode vir a ser, de fato, a dislexia. Temos encontrado definições que abrangem, desde problemas específicos de inversão da ordem das letras dentro de uma palavra, até grandes dificuldades para compreender e memorizar um texto lido.

No Brasil, infelizmente, não conseguimos fugir de tal tendência supergeneralizadora. À medida que essa noção se popularizou e começou a ser empregada nas escolas, e mesmo em termos de conhecimento de senso comum, a dislexia passou a ser considerada, com muita freqüência, como uma “doença”.
Pior do que isso, ela costuma ser vista como um mal incurável, sem solução. Os comportamentos dos disléxicos tendem a ser analisados em função do problema que apresentam, levando-os a serem tratados, muitas vezes, como incapazes. E essa é uma das piores atitudes que pode haver em relação a alguém que, por algum motivo, vem apresentando, especificamente, uma dificuldade em maior ou menor grau para assimilar ou dominar o sistema de escrita. Além do mais, tais dificuldades podem ser, via de regra, superadas ou minimizadas a partir de trabalhos planejados e desenvolvidos adequadamente, principalmente quando se conta com a participação e colaboração da escola.
Podemos observar que, quanto mais avançam os conhecimentos acerca dos processos envolvidos na aquisição da leitura-escrita, assim como a respeito das condições que são desfavoráveis para tal evolução, maior é a precisão com que a noção de dislexia tem sido empregada. Temos aprendido que é possível analisar, na história da criança, na avaliação clínica, assim como nas circunstâncias atuais de sua vida, uma somatória de fatores que podem ter uma forte correlação com as limitações apresentadas, e assim trabalhar no sentido de eliminá-las ou minimizá-las. Para tanto, a compreensão do que é a dislexia e o estabelecimento de uma parceria sólida entre escola, criança, família e especialista, constituem a base para as melhoras que devem ser buscadas. *

setembro 27, 2008

Cientistas explicam como o cérebro reage .

25/09/08 - 20h03 - Atualizado em 25/09/08 - 21h28

Cientistas explicam como o cérebro reage à leitura
O cérebro junta as regiões da linguagem e da visão para a atividade.
Lado esquerdo, atrás da orelha, é ativado.

Do G1, com informações do Jornal Nacional

O prazer de ler, todo mundo compreende. O que ninguém nunca soube explicar é de que forma isso acontece na cabeça das pessoas. Com a participação de pesquisadores brasileiros, a ciência conseguiu, pela primeira vez, fazer o mapa da leitura no cérebro humano.


Veja o site do Jornal Nacional

Cientistas afirmam que, para cada sentido, para cada função, o cérebro reservou uma área. A região da audição, por exemplo, é acima da orelha. A da visão, atrás da cabeça. Mas, para a leitura, o cérebro ainda não teve tempo de desenvolver uma região específica. “A escrita tem cinco mil anos. Considerando o desenvolvimento da espécie humana, é muito recente”, explica a neurocientista do Hospital Sarah, Lúcia Braga.



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No DF, crianças aprendem a ler brincando 39% dos leitores do país têm entre 5 e 17 anos
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Neurocientistas do Hospital Sarah, de Brasília, e do Centro Neurospin, de Paris, descobriram que o cérebro junta as regiões da linguagem e da visão para proporcionar a leitura. O neurocientista francês Stanislas Dehaene afirma que o lado esquerdo do cérebro é ativado durante a leitura, precisamente atrás da orelha. A descoberta foi feita ao se submeter estímulos visuais dois grupos de pessoas examinadas pela máquina de ressonância magnética: alfabetizados e analfabetos.

“As pessoas alfabetizadas, ao lerem, elas ativam esse circuito. E as pessoas analfabetas, ao serem expostas a letras, não ativam esse circuito”, relata a neurocientista Lúcia Braga.

Ela afirma que saber exatamente como o cérebro aciona a leitura abre novas possibilidades para a medicina. “Por exemplo, no diagnóstico da dislexia, no tratamento de pessoas que tiveram traumatismo craniano. O descobrir, desvendar os mistérios do cérebro é uma coisa fantástica e é um passo para o desenvolvimento”.



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setembro 24, 2008

Há 15 anos existem leis de proteção aos disléxicos nos Estados Unidos..


Dislexia
Associação Brasileira de Dislexia

Dislexia

"É uma dificuldade acentuada que ocorre no processo da leitura e da escrita. É uma incapacidade de ler, como as outras crianças, apesar de possuir uma inteligência normal, boa saúde e órgãos sensoriais intactos". Maria Ângela Nogueira Nico – Coordenadora da Associação Brasileira de Dislexia – ABD

A autora acima recomenda que, aos comprovados disléxicos, seja dada maior ênfase à aplicação de provas orais, visto sua grande dificuldade na parte escrita. Os disléxicos trocam fonemas na escrita. Ex. veio – feio; vaca – faca; bato – pato , etc., fazem inversões, separações, junções inadequadas.

Já se sabe que a dislexia tem causas genéticas: é provocada por alterações nos cromossomos 6 e 15. O Neurologista norte-americano Albert M. Galaburda, uma das maiores autoridades internacionais no assunto, dissecou cérebros de disléxicos e detectou outras causas que provocam o distúrbio. São ectopias ( células fora do lugar ) e displasias ( células com funções diferentes ).

A dislexia faz vítimas em todas as camadas sociais, muitas vezes impedindo o progresso e a ascensão social dos que apresentam o problema. Mas isso não é regra. O bem sucedido empresário Mauricio Abdala é um ótimo exemplo de que o distúrbio não impede a realização profissional e pessoal.

Mauricio Abdala tem convicção de que os disléxicos são criativos, raciocinam bem e enxergam longe. Vão até além dos normais, se ajudados em tempo hábil.

Em outros países, como os Estados Unidos e a Inglaterra, a ampla conscientização das autoridades, dos pais e professores, faz com que as pessoas com dislexia sejam adequadamente tratadas e orientadas na escola, no lar e nos demais ambientes sociais. Esta forma de agir evita que elas abandonem os estudos ou se submetam a posições sociais subalternas, deixando de lado potenciais que podem ter destaque na sociedade, como foram os casos de Albert Einstein, Thomas Edison, Leonardo da Vinci, Hans Christian Anderssen, Agatha Christie e Walt Disney, todos portadores de distúrbios de aprendizagem.

Outros disléxicos famosos, estes da atualidade, são os atores norte-americanos Tom Cruise, Whoopy Goldberg e Cher reconhecidos e admirados mundialmente pela competência, graça e criatividade com que desenvolvem os personagens.

Há 15 anos existem leis de proteção aos disléxicos nos Estados Unidos. Existem escolas e universidades onde é permitido o uso do computador em sala de aula para a criança disléxica que tenha disgrafia. Na Inglaterra, há um canal de televisão para os disléxicos exporem suas dúvidas, dificuldades e conquistas. Há inúmeras pesquisas em andamento, a respeito do disléxico, todas com o apoio do Ministério da Educação.

Maria Ângela Nogueira Nico, Coordenadora da Associação Brasileira de Dislexia, lamenta a omissão do poder público e das Instituições de Ensino, em relação ao problema tão crucial do disléxico. Ainda pede Maria Ângela: "É importante que autoridades e coordenadores pedagógicos dêem mais atenção ao assunto".

Matéria extraída da Revista Supra Ensino – Páginas 36 e 37 – Edição 19 – Ano 3 – Março de 1998

setembro 23, 2008

Os diferentes tipos de dislexia


Os diferentes tipos de dislexia
Como prometido no último post, aqui ficam as explicações dos diferentes tipos de dislexia...

FONTE DE PESQUISA:
dislexianainfancia.blogs.sapo.pt/2007/04/

DISLEXIA ADQUIRIDA

O termo dislexia foi usado primeiramente por médicos para descrever as dificuldades de leitura e ortografia de doentes que tinham sofrido certos tipos de danos cerebrais.

Estes danos podem ter sido ocasionados por acidentes ou durante acções de guerra, ou como resultado de tumores, embolias, transtornos psiquiátricos, drogas os efeitos do envelhecimento. A dislexia não é uma enfermidade, senão um termo que se utiliza para descobrir sintomas de dano do cérebro: isto é a deterioração das funciones da leitura. Certos pacientes só têm problemas para ler e soletrar palavras compridas e pouco comuns, no entanto outros demonstram dificuldades em reconhecer as letras do alfabeto, e outros as "palavras pequenas" como "a", "se", "por", "porem". Alguns não conseguem ler bem em voz alta; outros conseguem faze-lo, mas sem compreender o que leram. Cada vez mais especialistas distinguem não só simplesmente entre graus de dificuldade de leitura, ortografia ou escrita, senão também entre tipos de dislexia adquirida como: profunda, superficial, central, semântica, auditiva e visual.


Em todos os casos de dislexia adquirida, os especialistas contam com sinais directos ou indirectos que suportem a sua opinião de que tais dificuldades são causadas em parte por dano cerebral. Os sinais directos são, por exemplo, o dano físico o lesão cerebral, e as evidencias reveladas por uma operação ou autopsia, ou quaisquer outros que mostrem que pudesse existir lesões cerebrais ou hemorragia, como numa embolia. Os sinais indirectos consistem em padrões irregulares numa electrencefalografia (EEG), reflexos anormais, ou dificuldades na coordenação e orientação mão/olho, por exemplo.



A dislexia visual
é a dificuldade para seguir e reter sequências visuais e para a análise e integração visual de quebra-cabeças e tarefas similares. Esta dificuldade caracteriza-se pela inabilidade para captar o significado dos símbolos da linguagem impressa. No esta relacionado com problemas de visão, só com a inabilidade de captar o que se vê. A maioria percepciona letras invertidas e percepciona também invertidas algumas partes das palavras e têm problemas com as sequências. Este tipo de dislexia é o mais fácil de corrigir, por meio de exercícios adequados pode-se aprender os signos gráficos com precisão e gradualmente aprender sequencias; porém a lentidão pode perscistir.

A dislexia auditiva
é a dificuldade de discriminar os sons de letras, reconhecer variações de sons, sequencias de, palavras, ordens e historias. Esta é a forma de dislexia máis difícil de corrigir e radica na inabilidade de perceber os sons separados (descontínuos) da linguagem oral. A maioria dos disléxicos auditivos apresenta uma audição normal. A sua faculdade discriminativa auditiva traz como consequência, grandes dificuldades no ditado e na composição.


O ensino da fonética tradicional carece de sentido para eles. Também apresentam dificuldades em repetir palavras que rimem, interpretar marcas diacríticas, aplicar generalizações fonéticas e pronunciar palavras com exactidão, tendo estas crianças obstruídas as relações fundamentais de sons e símbolos da linguagem o seu transtorno torna difícil de corrigir, e as ideias e exercícios especialmente pensados para eles requerem de muita paciência, tanto para o docente como para a criança. Regra geral, os disléxicos auditivos devem delinear os seus próprios exercícios de soletrar e outras tarefas análogas.




Na dislexia profunda ou fonética encontram-se erros de tipo semântico,
dificuldade para compreender o significado das palavras, com adição de prefixos e sufixos, maior facilidade para as palavras de conteúdo que para as de função.




A dislexia fonológica,
sobre a qual existem poucos trabalhos, encontram-se menos erros que na profunda.




A dislexia superficial
as crianças revelam dificuldades dependendo da longitude e complicação das palavras, como acontece a tantas crianças disléxicas.




DISLEXIA DO DESENVOLVIMENTO

Quando os médicos começaram a estudar as dificuldades na leitura, ditado e escrita nas crianças que eram saudáveis e normais, tiveram que fazer distinção entre estas crianças, e as vítimas de dislexia adquirida. Estes casos descreveram-nos como de dislexia específica do desenvolvimento ou dislexia congénita. Estes termos mais ou menos ambíguos empregam-se para indicar que as dificuldades destas crianças são constitucionais e não produto de alguma incapacidade primária da mente ou dos sentidos ou de falta de oportunidade educativa. A dislexia do desenvolvimento sugere, não que se fale do desenvolvimento da dislexia, senão que pode existir um atraso nalgum aspecto do desenvolvimento, alguma deficiência na maturação neural, que ocasiona as dificuldades da criança. A dislexia congénita simplesmente significa que a criança parece ter nascido com essas dificuldades. Supostamente grande parte de crianças incapacitados padecem de problemas disléxicos que se podem atribuir-se directamente às suas incapacidades primárias, como a paralisia cerebral e espinha bífida, porem o número de crianças incapacitados que também são disléxicas, é muito menor do que se deveria esperar, se considerar a gravidade das disfunções físicas de que são vitimas. Sem embargo, é focado aqui apenas a atenção para aquelas crianças que apresentam uma dislexia específica do desenvolvimento ou congénita, sem que existam outras irregularidades relacionadas directa ou indirectamente com as suas dificuldades de leitura, ortografia e escrita.



A diferencia da dislexia adquirida, da dislexia do desenvolvimento, demonstra ser na maioria dos casos a ausência de danos cerebrais directos. Também difere da primeira num aspecto fundamental: por dislexia adquirida se entende que o paciente já não consegue utilizar determinadas destrezas de que antes era capaz, em compensação a criança que apresenta uma dislexia do desenvolvimento, tem dificuldades para aprender essas ditas destrezas.

Dislexia e Outras Dif. de Aprendizagem


Descrição / Sumário:
Este livro foi escrito para os profissionais, pais e todos que tenham interesse em saber porque algumas crianças inteligentes têm dificuldades para aprender. Trata-se de um guia prático, abordando as dificuldades específicas de aprendizagem de uma forma equilibrada e abrangente. A ênfase é dada ao diagnóstico correto e aos meios simples, convencionais de ajudar as crianças a adquirir habilidades e a melhorar sua auto-estima.

Pistas para identificar dislexia


Pistas para identificar dislexia


Primeiros anos

0 Atraso na linguagem, comparando com as outras áreas de desenvolvimento


Anos pré-escolares:

0 Dificuldade em aprender canções, rimas e lenga-lengas;
0 Falha na apreciação de rimas;
0 Dificuldade em pronunciar as palavras, persistência da fala à bebé;
0 Dificuldade em aprender e lembrar nomes das letras;
0 Não saber bem as letras do seu próprio nome;
0 Dificuldade em lembrar nomes próprios.


Pré primário e primeiro ano:

0 Falha em perceber que as palavras se podem separar;
0 Falha em perceber que as palavras se podem segmentar em sons:
0 Dificuldade em ligar as letras a sons (por ex. a letra b ao som b);
0 Erros de leitura que revelam não ter ligação aos sons das letras;
0 Dificuldade ou incapacidade de ler palavras comuns de uma sílaba;
0 Queixas de que ler é muito difícil, foge quando é altura de ler;
0 História de problemas de leitura em familiares:

Áreas fortes:

0 Curiosidade;
0 Muita imaginação;
0 Apanha as coisas facilmente;
0 Adere facilmente a novas propostas;
0 Boa compreensão de novos conceitos;
0 Maturidade;
0 Vocabulário extenso para grupo etário;
0 Gosto por resolver puzzles;
0 Facilidade em construir modelos;
0 Boa compreensão de histórias lidas.


A partir do 2º ano

Problemas na fala

0 Má pronúncia de palavras longas e pouco familiares (omitir partes ou confundir a ordem);
0 Fala pouco fluente, com pausas e hesitações, com “hums...” enquanto fala;
0 Uso de linguagem imprecisa, referências vagas a “coisas” em vez o nome do objecto;
0 Não conseguir encontrar o nome exacto do objecto e confundir com palavras que têm um som parecido;
0 Precisa de tempo para dar uma resposta, não é de resposta rápida
0 Dificuldade em lembrar informações e factos (por exemplo nº de telefone, nomes, datas);

Problemas na leitura

0 Progresso muito lento;
0 Falta de estratégia para aprender novas palavras;
0 Dificuldade em ler palavras desconhecidas, adivinha a palavra, falha em soletrar de forma sistemática;
0 Dificuldade em ler as palavras pequenas de ligação (por, de, ...)
0 Atrapalha-se a ler palavras multisilábicas;
0 Omite partes de palavras ao ler, como se a palavra tivesse um buraco no meio;
0 Medo de ler em voz alta; evita ler em voz alta;
0 Substituições, omissões, má pronúncia;
0 A leitura é entrecortada e esforçada, não é fluente ou suave;
0 Tem falta de entoação;
0 Apoia-se no contexto para descodificar as palavras;
0 Lê melhor as palavras em contexto do que isoladas;
0 Rendimento muito mau em testes de escolha múltipla;
0 Não consegue acabar os testes dentro do tempo;
0 Substituição de palavras por outras com o mesmo significado (carro, automóvel)
0 Péssima ortografia;
0 Dificuldade em ler os problemas de matemática;
0 Leitura muito lenta e cansativa;
0 Os trabalhos de cãs nunca mais acabam, pede ajuda aos pais para lhe lerem;
0 Má caligrafia;
0 Muita dificuldade em aprender língua estrangeiras;
0 Evita a leitura lúdica;
0 A precisão de leitura vai melhorando mas continua a faltar fluência;
0 Baixa auto estima, com um sofrimento que nem sempre é visível para os outros.

Áreas fortes:

0 Excelentes capacidades cognitivas, conceptualização raciocínio, imaginação, abstracção;
0 Aprendizagem é atingida mais pela compreensão do que pela memorização;
0 Capacidade para apanhar as ideias principais;
0 Boa capacidade de compreensão do material que lhe é lido;
0 Habilidade para ler coisas dentro de uma área de interesses, em que fez uma sobreaprendizagem dos termos;
0 Excelente compreensão de vocabulário, pode ter um vocabulário sofisticado;
0 Muito bom em áreas que não dependam da leitura como matemática, computadores, artes visuais, ou em áreas mais conceptuais como filosofia, biologia, estudos sociais ou escrita criativa.

Jovens adultos e adultos

Problemas na fala

0 Persistência dos problemas anteriores na linguagem oral;
0 Má pronúncia de nomes de pessoas e lugares; tropeçar em partes de palavras;
0 Dificuldade em lembrar nomes de pessoas e lugares e confusão entre nomes com som parecido;
0 Dificuldade em evocar palavras, parece que estão “debaixo da língua”;
0 Falta de expressividade na fala, em particular quando é o centro das atenções;
0 Vocabulário compreensivo mais vasto que o expressivo, evitar usar palavras que podem ser mal pronunciadas;

Problemas na leitura

0 História de dificuldades de leitura e escrita na infância;
0 A leitura vai-se tornando mais precisa mas continua a envolver esforço;
0 Falta de fluência;
0 Embaraço na leitura oral, evitar participar em actividades que exijam leitura oral
0 Dificuldade em ler e pronunciar palavras pouco comuns ou estranhas;
0 Persistência de dificuldades de leitura;
0 Grande cansaço com a leitura;
0 Leitura lenta na maioria dos materiais: livros, revistas, legendas;
0 Dificuldade em testes de escolha múltipla;
0 Muito tempo gasto para ler materiais relacionados com a escola ou trabalho;
0 Prefere livros com figuras, gráficos ou esquemas;
0 Prefere livros com pouco texto em cada página;
0 Pouca tendência para ler por prazer;
0 A ortografia continua desastrosa e preferência por escrever palavras mais simples;

Áreas fortes:

0 Mantém as áreas fortes sinalizadas em anos anteriores;
0 Grande capacidade de aprendizagem;
0 Melhoria significativa quando tem mais tempo em testes de escolha múltipla;
0 Pode ser muito competente em áreas muito especializadas;
0 Pode ser muito bom em escrita se for o conteúdo o importante e não a ortografia;
0 Boa capacidade de expressão de ideias e de sentimentos;
0 Excelente capacidade de empatia e relacionamento caloroso com os outros;
0 Sucesso em áreas que não dependam da memorização de factos;
0 Talento para a conceptualização e capacidade para encontrar perspectivas originais;
0 Notável capacidade de adaptação a situações novas.

Então, como diagnosticar a dislexia?

Diagnóstico

Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes que seja feito um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, mas não confirmam a dislexia. Os mesmos sintomas podem indicar outras síndromes neurológicas ou comportamentais.
Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve-se procurar ajuda especializada.
Uma equipe multidisciplinar formada por: Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista, Otorrinolaringologista e outros, conforme o caso.A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. É o que chamamos de AVALIAÇÃO DIFERENCIAL MULTIDISCIPLINAR.

PORQUÊ.... SOMOS DIS !??

PORQUÊ.... SOMOS DIS !??

COMO É A VIDA DE UMA PESSOA COM DIS...

PORQUÊ, SOMOS DIS !!!

Saiba , que entendo muito bem , quando vc fala (mal sabem eles o que tenho de fazer para chegar ate onde cheguei.... ´´e horrivel para mim. Agora vou ter que enfrentar um exame da ordem. Nao sei se mostro que sou dislexica ou nao para fazer a prova. Tenho que decidir, gostaria que vcs me orientasse o que devo fazer) vou te dar varias razões, para você não esconder que é dislexica, e outras tantas mais para você se cuidar e se respeitar em quanto há tempo. Seja quem você realmente é !!! Não seja preconceituosa com você mesma , como eu fui, por pura falta de conhecimento , coisa que você já tem.
e o mais importante ...tem a conciência dos seus direitos como cidadã. O meu conselho é: exerçar seus direitos e cumpra seus deveres, como ser pensante e atuante na nossa sociedade.

como vc sabe , também sou dislexica, mas só tive conciência do que estava acontecendo comigo, depois que ...já tinha meu emocional todo comprometido.
E mesmo assim , tive que passsar por mentirosa, pois já havia passado em um concurso publico, atuava como professora alfabetizadora e estava fazendo uma graduação em pedagogia. E te digo ...só eu e deus, sabia o que eu escondia !!!
Vivi toda minha vida com medo, e com vergunha , quando alguèm percebia meus erros ortograficos ,minha total incapacidade de escrever ao mesmo tempo que outra pessoa falava, não consiguia anotar as informações.
Com tudo isto, fui desfaçando para conseguir viver neste mundo letrado!!!
Até que minha mente e meu corpo , não suportou o estress!!! E tudo ficou encontrolavel, entrei em um processo de depressão, ansiedade e hiperatividade , altissimo.
Foi quando , fui em busca de ajuda medica. Sem saber o que eu escondia...os profissionais de saúde, se desdobraram em busca de explicações para o meu estado de saúde. Cada um chegou a um diagnostico conclusivo.
O psiquiatra, depressão e asiedade, que deveria ser trabalhada com terapia e medicação. A psicologa, hiperatividade causada por meu comportamento obcessivo de perfeição, e fata de confiança, deveria tentar me concentrar melhor no presente. O reumatologista, para ele eu estava com fibromialgia e outras coisas, causadas pelo estress, elevado, seria necessario procurar auternativas de relaxamento, e medicação. Fiz , hidroterapia, acupuntura, rpg , caminhada, cessão de relaxamento mental, com os psicologos, participei de programas para levantar minha auto-estima. Mais nada adiantava...tive outros sintomas, como gagueira, que foi trabalhado com a fonaldiologa. Labirintite, refluxo, que foram tratados por medicos da aréa, especialistas.
Depois tive problemas na visão, ai foi que tudo se entrelaçou, o oftalmologista , pedio um exame para descartar , adivinha o que?
Esclerose multipla....ai na resomância deu possitivo!!! E tudo levava a crer, neste diagnostico, quando se juntava tudo o que estava acontecendo com o meu corpo!!!
Pensa que acabou por ai!!?? Não! Tudo só estava recomeçando...
Mas paralelo a tudo isto, que vinha se passando, eu não parei de estudar, herá ponto de hora!!Para mim!! Fiquei de licença do trabalho , para tratamento, e ainda tive que enfrentar a doença da minha mãe que estava com o diagnostico de câncer. E meus filhos confusos e em plena adolecência. Eu estava completamente perdida!!!! Sem estrutura emocional, e sem controle cognitivo, esquecia as coisas , chorava muito,comecei a escrever e ler com muito mais dificuldades , já estava saindo da realidade, que me parecia um pesadelo!!
Mas, como uma boa dislexica, até então sem saber, não deixei de lutar contra o mundo. E quando estava fazendo minhas pesquisas para o trabalho do tcc, para conclusão do curso de graduação em pedagogia, sobre o tema que mais mim encomodava, os erros ortograficos em sala de aula e a visão do professor, quanto os problemas de aprendizagem. Por acaso, entrei no site da associação brasileira de dislexia, e quando estava lendo um depoimento de um dislexico adulto!!! O chão se abriu e o céu também...e as coisas foram tendo sentido, minha vida tava fazendo sentido. Eu estava diante , de uma explicação para a minha total "burrice"!!! Diante dos meus maiores medos, das minhas grandes vergunhas, das minhas piores dificuldades, e de tudo o que eu fazia questão de esconder, que erá a minha incompetência, diante do desafio de ler e escrever!!!
Mas o que eu julgava ter diante de me, toda solução para explicar todos as minhas angustias, sem fundamento , porquê , agora haveria uma razão. Senti meu esprírito leve, despreoculpado, pensei, agora não vou mais ter que mentir , tenho que revelar o meu maior segredo, e só atravez desta revelação serei liberta do medo, da vergunha, desta vida prisioneira da culpa de ser o que eu herá!!!
Bem , caros colegas, as coisas não foram, e não são tão faceis deste jeito que pensei...todos os profissionais de saúde que estavam , cuidando do meu equilibrio, duvidaram da minha verdade. Passaram a olhar , para me, como se eu estevesse, louca...e se perguntavam!!???
E questionavam, como eu tinha dislexia e tinha chegado onde cheguei sem ajuda!!??? Como eu saberia ler e escrever !!??? Porquê, e como poderia ter escondido isto!!!?? Bem , as respostas para estas perguntas, só eu e deus sabe o que tive que fazer,e tive que reunir forças,buscar conhecimento para meus argumentos e levanta uma quantia em dinheiro, para ir até são paulo, o unico lugar , onde teria profissionais seguramente competêntes para fazer o diagnostico, porquê todos os outros se mostravam completamente impossibilitados para assinar um laudo fechado de um diagnostico sobre dislexia.
E neste exato momento , luto contra todos os mesmos, sentimentos e há todos os mesmos pré-conceitos. E tenho que usar os mesmos meios para continuar sobrevivendo. Mas com uma diferênça fundamental,hoje já não tenho tanta vergonha de escrever errado, entendi que isto não mim tira o direito de ser respeitada e que sou competente e capaz .
Imagina ser ...professora alfabetizadora, pedagoga e atualmente estou fazendo pós- de psicopedagogia. Se tenho dificuldades...claro!! Se vejo discriminação nos olhos de muitos ...simmm!!! Fui aposentada pelo governo do distrito federal, por razões óbvias, que já não tenho forças para questionar.

Mas o que mais importa é que dessidi ir á luta, por mim e por nós!!

Quero que todo disléxico assuma sua condição, não somos doentes para procurar há cura...devemos ir a procura do entendimento do nosso ser pensante e atuante , diante desta sociedade letrada e preconceituosa.

Abjncrção!
Elizabete aguiar.
Perfil profissional:
Profª Elizabete M. Rodrigues R. da R. Aguiar.
Graduada em Pedagogia – UNB.
Especialização em Psicopedagogia Reeducativas Clínica e Institucional –UniEvangelica
Especialista e Neuropedagogia e Psicanálise – FTB.
Dir. Adm. Adjunta da Associação de Psicopedagogia – ABPp- Seção BRASÍLIA.
Profª da Secretaria de Educação do Governo do Distrito Federal – GDF.
Consultoria e Assessoria em Psicoeducação.