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março 19, 2013

Afinal, o que é a dislexia?


Afinal, o que é a dislexia?

letrasA importância do problemaUm estudo sobre a prevalência da dislexia em crianças portuguesas concluiu que 5,4% das crianças revelavam dificuldades em ler e escrever. Deste modo, uma em cada 25 crianças portuguesas sofre de dislexia, dados semelhantes aos de outros países.
Definição de dislexia
A dislexia caracteriza-se peladificuldade inesperada no processo de aquisição daleitura. Diz-se inesperada, porque as restantes capacidades cognitivas do indivíduo e as condições educativas de que dispõe são consideradas adequadas ou superiores à média.
A dislexia deve-se a um problema neurobiológico nas áreas do cérebro que ajudam na descodificação da linguagem escrita. Além do distúrbio da leitura, a dislexia pode afetar, de forma isolada ou em combinação, as capacidades de escrita e/ouaritmética. Em qualquer dos casos, é o uso da linguagem simbólica que está perturbado.
A dislexia não interfere diretamente com a capacidade de pensar ou entenderideias complexas. Aliás, a maioria das pessoas com dislexia tem uma inteligência considerada normal e muitas têm desempenhos acima da média em áreas que não dependem diretamente da leitura e escrita (arte, desporto).
Sintomas
Uma pessoa com dislexia apresenta dificuldades em ligar os sons às respetivas letras/sílabas, o que dificulta o reconhecimento das palavras e, por conseguinte, a aprendizagem da leitura e a compreensão de frases. Assim, a verdadeira dislexia é bem mais do que a simples confusão ou troca de letras.
Os sintomas da dislexia incluem:
-          Leitura lenta, silábica e com erros;
-          Confusão ou troca, omissão ou adição de letras e sílabas;
-          Dificuldade em reconhecer palavras escritas e em definir o significado de uma frase simples;
-          Vocabulário pobre, incorreções na ortografia e sintaxe, textos desestruturados;
-          Dificuldade em exprimir, sob a forma de texto organizado, as ideias e pensamentos.
Como referido, os distúrbios na capacidade de leitura que definem a dislexia, podem ocorrer associados a problemas na aprendizagem da escrita e da matemática.
Será mesmo uma dislexia?
Existem outras causas para uma aprendizagem disfuncional. Má visão, distúrbios emocionais, atraso mental, doenças do cérebro e certos fatores culturais e educacionais podem causar dificuldades de aprendizagem.
Os especialistas podem diagnosticar a dislexia dois anos após o início da aprendizagem da leitura, mas poderão existir suspeitas em idade pré-escolar, pelo que os encarregados de educação e educadores devem estar alerta para a deteção precoce dos casos.
Tratamento
Cada pessoa com dislexia requer uma estratégia terapêutica individualizada e as dificuldades de leitura podem persistir toda a vida. O reforço positivo não deve ser esquecido, pois muitas crianças com dificuldades de aprendizagem têm uma baixa autoestima. O acompanhamento psicológico pode ser uma ajuda importante.
Complicações
Algumas complicações da dislexia são:
-          Problemas escolares, incluindo problemas comportamentais;
-          Perda da autoestima;
-          Problemas de leitura que persistem na idade adulta e que podem perturbar o desempenho no trabalho.
Prevenção
Os casos de dislexia tendem a ocorrer entre familiares. Assim, as famílias afetadas devem estar alerta e reconhecer precocemente os sintomas. A intervenção precoce melhora o prognóstico destes casos.
LM, NPS
COPIADO DO SITE:http://sersaude.com/2013/02/27/afinal-o-que-e-a-dislexia/ 

Exames identificarão dislexia nas escolas.




SAÚDE

Exames identificarão dislexia nas escolas

Na sessão ordinária de ontem da Assembleia Legislativa, foi aprovada a Proposta de Emenda à Constituição do Estado nº 02/12, de autoria da Comissão Executiva, que trata da eleição dos dirigentes do Tribunal de Justiça. Também passaram 80 indicações parlamentares. Entre as sete matérias aprovadas em primeira discussão está o projeto de lei nº 398/11, de autoria do deputado Dr. Batista (PMN), presidente da Comissão de Saúde Pública do Legislativo, que cria o Programa Semana de Identificação da Dislexia na Rede Estadual de Ensino do Estado do Paraná. Segundo o deputado Dr. Batista, que é médico, com a falta de informações sobre a dislexia as pessoas em geral tendem a discriminar os portadores e não há o apoio necessário para que os disléxicos possam superar o seu problema. Por isso, com este projeto de lei, o que se propõe é a aplicação de exames no conjunto dos estudantes matriculados nas escolas estaduais, com enfoque para aqueles do ensino fundamental. Dr. Batista explica que normalmente as pessoas associam a dislexia à má alfabetização, problemas de desatenção, baixa condição socioeconômica, desmotivação e pouca inteligência. No entanto, ele informa que a dislexia é decorrente de uma defasagem localizada no lado esquerdo do cérebro, e se caracteriza por acarretar dificuldades na área da leitura, escrita e soletração. A dislexia costuma ser identificada nas salas de aula durante a alfabetização, sendo comum provocar uma defasagem inicial de aprendizado, especialmente na decodificação das palavras. Pessoas disléxicas apresentam dificuldades na associação do som à letra (o princípio do alfabeto); também costumam trocar letras como, por exemplo, o “b” com “d”, ou mesmo tendem a escrever palavras na ordem inversa como, por exemplo, de “ovóv” para “vovó”.  O autor do projeto cita dados de pesquisas que mostram que de cada dez crianças em sala de aula, duas são disléxicas. “Quanto mais rápido for o diagnóstico, mais rápido e eficaz será o tratamento desse transtorno, evitando que a criança passe por situações constrangedoras”, argumenta. Leia mais.
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COPIADO DO SITE: http://angelorigon.com.br/2013/03/06/exames-identificarao-dislexia-nas-escolas/

DISLEXIA: Você consegue identificar tal problema?



DISLEXIA: Você consegue identificar tal problema?

dislexia
A Dislexia é um problema ainda desconhecido para muitos pais e professores. Infelizmente, costuma ser detectada apenas com o início da alfabetização, pelo fato de seus sinais e sintomas estarem estritamente relacionados com a dificuldade em desenvolver com sucesso a linguagem oral e escrita. Por muito tempo, essa deficiência foi confundida com desmotivação ou inteligência baixa.
Quantas de nossas crianças não foram “taxadas” de “burras” ou preguiçosas na escola, por não conseguirem acompanhar o aprendizado do restante da turma?
A primeira característica comum a ser notada é a dispersão. Meninos e meninas não conseguem manter o foco em um jogo e demoram mais a falar e a organizar a linguagem de modo geral. Aprender as rimas das musiquinhas do jardim-de-infância é incrivelmente difícil, assim como montar um simples quebra-cabeça.
Segundo a Associação Brasileira de Dislexia – ABD, somente em meados de novembro e dezembro, período de final de ano, é que muitos pais se dão conta de que o filho está com dificuldades no aprendizado e com grandes probabilidades de repetir o ano escolar.
Pesquisas realizadas em vários países mostram que entre 05% e 17% da população mundial é disléxica.Ao contrário do que muitos pensam a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. É uma condição hereditária por alterações genéticas, apresentando ainda alterações no padrão neurológico.
Segundo a ABD, para quatro homens disléxicos, apenas uma mulher apresenta a doença. Tal fator ocorre por ser um problema também ocasionado pelo excesso de testosterona (hormônio masculino) produzido pela mãe durante a gestação.
Por ser um distúrbio genético e hereditário, os especialistas recomendam que as crianças que possuem pais ou outros parentes com dislexia sejam analisadas com cuidado.
A maioria dos tratamentos para dislexia enfatiza a assimilação de fonemas, o desenvolvimento do vocabulário, a melhoria da compreensão e a fluência na leitura. Esses métodos ajudam o disléxico a reconhecer sons, sílabas, palavras e frases –pois, para eles, cada termo lido acaba se parecendo com uma “nova palavra”.
É aconselhável que a criança disléxica leia bastante em voz alta para que possa ser corrigida no ato. Alguns estudos sugerem que um tratamento adequado e ministrado bem cedo pode corrigir as falhas nas conexões cerebrais a ponto de elas se tornarem mínimas –isso no caso de dislexia leve, mas, mesmo para portadores de grau médio ou severo, um tratamento direcionado pode diminuir os sintomas. Como os disléxicos costumam ser muito inteligentes, tendem a ativar outras áreas do cérebro para compensar suas perdas de memória e concentração.
 Por Celine  
COPIADO DO SITE: http://www.avenidadocinquentenario.com.br/2013/03/dislexia-voce-consegue-identificar-tal-problema/





outubro 01, 2012

Déficit de Atenção e Dislexia na Escola.


Déficit de Atenção e Dislexia na Escola

Qua, 19 de Setembro de 2012 13:12Escrito por  ABDA
DÉFICIT DE ATENÇÃO E DISLEXIA NA ESCOLA
As dificuldades escolares são diversas e multifatoriais, dificultando, muitas vezes, delimitações mais precisas. No entanto, o comprometimento de habilidades estratégicas para o aprendizado, como atenção e leitura, pode determinar prejuízos persistentes e difusos, justificando uma avaliação mais sistemática e aprofundada destas funções. O avanço no conhecimento sobre transtornos como o TDAH e a Dislexia tem melhorado a compreensão geral sobre estas funções, orientando ainda estratégias mais específicas e eficazes de intervenção.

A atenção é a porta de entrada da informação, devendo selecionar o que é relevante e controlar seu processamento pelo cérebro. Entre outros efeitos, a atenção facilita a percepção, a memória e a resposta motora, tendo papel central no aprendizado (seja uma habilidade ou um conteúdo).
A leitura, ao contrário da fala, não é aprendida de forma natural ou intuitiva. Esse processo pode ser favorecido por um trabalho sequencial das habilidades envolvidas. A leitura tem como finalidade a compreensão, e depende da decodificação (conversão de letras em sons) adequada, além do domínio da língua (habilidades da linguagem oral). Presumida a sua aquisição, a linguagem escrita se torna a principal (quase exclusiva) ferramenta de acesso e avaliação dos conteúdos escolares, o que é potencialmente problemático. Separar as demandas de leitura/escrita daquelas próprias da disciplina pode ajudar a delimitar eventuais déficits, além de enriquecer o aprendizado de todos os alunos.
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é definido pela presença de sintomas primários e persistentes de desatenção, hiperatividade e impulsividade em níveis disfuncionais. Dificuldades de organização e planejamento (disfunção executiva) são também muito frequentes. A dislexia é um transtorno específico da aprendizagem no qual há uma dificuldade significativa e persistente na leitura, resultante de um déficit na decodificação. A compreensão da linguagem oral encontra-se preservada, diferente do que é observado nas dificuldades primárias de compreensão.
O TDAH e a dislexia são condições prevalentes na infância (acometem cerca de 5% das crianças), com impactos na vida escolar, social e familiar. A possibilidade de diagnósticos adicionais (comorbidades) é a regra – não a exceção – nestes quadros, devendo ser investigados (sintomas de outros transtornos do neurodesenvolvimento, alterações do humor, ansiedade, entre outros). A taxa de comorbidade entre TDAH e Dislexia é elevada e bidirecional (25 a 40% apresentam sintomas do outro transtorno, independente do inicial). Esta associação, muito estudada, envolve complexos mecanismos que são compartilhados por estes transtornos (genéticos, ambientais, comportamentais, cognitivos, etc.). Situações comórbidas evoluem, em geral, com maiores prejuízos, não só acadêmicos como globais (índices de reprovação e evasão escolar, baixa autoestima, problemas de comportamento, etc.). Ambos os transtornos devem ser diagnosticados e tratados. O reconhecimento desta associação é uma tarefa muitas vezes difícil, e requer a avaliação cuidadosa e a colaboração de todos os envolvidos.
Atenção e leitura são habilidades múltiplas e complexas, que variam muito entre as pessoas (são dimensionais). Avaliar adequadamente e entender os diversos perfis de funcionamento são grandes desafios para as Neurociências. A dificuldade de leitura na comorbidade parece se relacionar mais com a desatenção do que com os outros sintomas do TDAH. Em algumas crianças, a impulsividade favorece muito o uso da adivinhação como estratégia compensatória. Caso o comportamento de desatenção esteja presente somente nos momentos de leitura, o diagnóstico de TDAH se torna mais improvável. O papel da atenção visual na dislexia é foco recente de pesquisas, além de outros parâmetros já identificados (velocidade de processamento, memória operacional, etc.).
Estratégias de identificação precoce, prevenção e intervenção têm sido desenhadas a partir deste conhecimento, abrindo interessantes perspectivas. No entanto, há limitações para a generalização destes resultados, que devem estar claras (diferenças entre as línguas, variações culturais, etc.). A transparência é a marca da boa ciência. Um olhar individualizado e bom senso são imprescindíveis em todos os casos. Seguem algumas estratégias gerais em função dos aspectos sinalizados.

HABILIDADES IMPORTANTES PARA A LEITURA

→ Consciência fonológica: capacidade de perceber e manipular sons da fala
- reconhecer os sons das palavras (usar palmas);
- fazer rimas, acrescentar e retirar partes das palavras, formando outras.

→ Nomeação de letras e associação letra-som
- usar jogos ou músicas para facilitar a memorização;

- usar letra bastão, evitando informações conflitantes antes da consolidação desta fase (letra cursiva);

- evitar exposição a uma segunda língua quando houver dificuldade.

→Decodificação fluente (conversão letra-som)
- começar com palavras simples e regulares;

- aumentar progressivamente a complexidade (palavras maiores, irregulares, frases curtas, etc.)

→ Domínio da língua (aspectos estruturais e semânticos) e narrativa oral

- vocabulário (sentido literal e figurado); palavras derivadas;

- estrutura frasal e relação entre as frases;

- pistas do contexto e inferências;

- ideia central (personagens e fatos principais);

- sequência temporal e os termos indicativos;

- informações implícitas (o que o personagem pensou ou sentiu; o que poderia ser diferente).

ACOMODAÇÕES DE LEITURA NA ESCOLA
  → A dislexia é uma dificuldade persistente de leitura, que é sempre mais difícil e cansativa. Embora o desempenho melhore com a prática, as demandas escolares crescentes (textos e enunciados mais extensos e complexos em várias disciplinas) podem manter eventuais lacunas. Além disso, a leitura deve ser estimulada como atividade de prazer, praticada também fora da escola. Para isso, é fundamental possibilitar outras formas de aprendizado, evitando possíveis sobrecargas.

 
 ESTRATÉGIAS GERAIS:
→dar mais tempo para o aluno nas atividades que envolvem leitura;

→aumentar o espaço entre as letras e destacar as partes mais importantes (atenção visual);

→possibilitar leitura em voz alta dos textos e enunciados quando necessário;
 
→
 esclarecer as dúvidas sobre textos/enunciados (antes de presumir falhas de conteúdo);
 
→ erros ortográficos atípicos fazem parte do quadro e não devem ser descontados;
→ usar recursos visuais para apresentar ou resumir os conteúdos (desenhos, figuras ou esquemas);
→ permitir que o aluno responda oralmente ou através de recursos visuais;
→ atividades alternativas de aprendizado (museus, exposições, filmes, etc.);
→ permitir a gravação das aulas e/ou indicação material audiovisual sobre o conteúdo*

* A Khan Academy oferece aulas objetivas e muito didáticas sobre diversos assuntos. Podem ser acessadas gratuitamente através do site (em inglês, com legendas): www.khanacademy.org

 A Fundação Lemann está traduzindo este material: www.fundacaolemann.org.br

Artigo escrito pela Dra. Priscila S. Martins - ELO UFRJ

Dislexia – entendimentos essenciais para famílias e escolas.


11 setembro, 2012

Dislexia – entendimentos essenciais para famílias e escolas

Você tem dúvidas sobre as dificuldades que uma criança está apresentando na leitura ou escrita? Isso tem lhe preocupado? Então se atente para este artigo: trata-se de uma dislexia? Será?
Existe na sua família, entre pais, avós ou tios, histórico de dislexia? Atenção redobrada! A dislexia tem estreita relação com causas genéticas. Há traços biológicos em sua configuração. Assim, com muita frequência, na clínica, se descobre pessoas da mesma família com transtorno semelhante.
Se a dislexia é um assunto que está te preocupando – fruto das observações no desenvolvimento da leitura e escrita de uma criança ou adolescente -  um ótimo caminho inicial é investigar históricos na família. Antigamente não tínhamos tanto conhecimento como temos hoje em relação aos transtornos da aprendizagem.
Graças aos avanços nos estudos da neurociência, da psicopedagogia, da psicologia cognitiva, entre outras áreas, temos muito mais entendimento hoje em dia sobre os fatores que distinguem a dislexia de outras problemáticas
Muitas pessoas sofreram severamente com a leitura e a escrita, mas não passaram por tratamento e nem acompanhamento. Por isso, pode ser que ao investigar esse assunto com os pais, tios e avós, estas mesmas pessoas não saibam identificar a dificuldade que tiveram fazendo relação com o conceito dislexia, e é por esta razão que devemos conversar sobre o tema sem necessariamente usar o nome do transtorno. Basta sondar se parentes bem próximos à criança sofreram durante muitos anos escolares apresentando dificuldades significativas na leitura e escrita.
Quando há histórico familiar o alerta deve ser maior, esse é um fator preponderante. As intervenções precoces amenizam significativamente esses quadros. Uma pessoa disléxica será sempre disléxica, pois não tem uma cura (pelo menos ainda não), no entanto, há enorme possibilidade de que o quadro não seja severo se a criança receber intervenção desde muito cedo. Com o trabalho precoce, a criança tem grandes chances de dominar a situação e adquirir habilidades que tornarão a dislexia um quadro controlável ao longo da vida. Quando não há intervenção precoce, a criança se alfabetiza com severas dificuldades e, conforme cresce, elas aumentam  – o que faz surgir reações negativas na vida escolar. Na fase adulta enfrentará grandes problemas, pois de fato a leitura e a escrita se tornarão bastante difíceis. Por outro lado, com as intervenções precoces e sistemáticas intervenções nas séries iniciais de escolarização, o quadro se tornará controlável na vida adulta.
Os pontos de vista são bastante diferentes ao pensarmos a dislexia no convívio familiar, na escola ou no entorno social.  Ou seja, podemos propor especificidades distintas para tratar deste tema na família, com orientações próprias para os pais, assim como há necessidade de direcionar intervenções para a sala de aula. No entanto, este artigo se debruça sobre os aspectos gerais, com reflexões para os diferentes contextos.
Fala-se muito mais hoje em dia em dislexia do que em décadas passadas e não precisamos nos assustar com isto. Os avanços da medicina e da neurociência fizeram com que algumas disfunções fossem reconhecidas, melhor identificadas e é isso que causa a impressão de que existem mais disléxicos atualmente. A verdade é que os diagnósticos começaram a ser mais específicos e devemos ser muito gratos por isso.
Devido aos avanços dos exames por neuroimagem – Ressonância Magnética Funcional – os conhecimentos sobre essa disfunção ampliaram e, dessa forma, naturalmente, passamos a entender mais sobre o caso, identificando e diagnosticando-os com maior precisão. Se antigamente alguns casos passavam despercebidos, sem diagnóstico, hoje temos adultos que reconhecem a falta que fez para eles um diagnóstico preciso quando eram crianças. Isso serve como indicador para que diante dos novos conhecimentos descobertos não deixemos as crianças passarem uma vida toda com essa disfunção sem receber intervenções, inclusive precoces, devido sua eficácia.
Quando diagnosticada precocemente as possibilidades de melhorias e avanços são extremamente significativos e isso nos importa muito. A grande aliada na intervenção precoce é a formação da capinha dos neurônios na primeira infância – teoricamente chamada de mielinização – que nesta fase está no auge da formação. Ou seja, em casos de dislexia, se provocarmos as capacidades neuronais, com os estímulos adequados, as respostas frente à leitura e a escrita poderão ser menos severas ao longo da vida. Não vale muito a pena?
Como saber já na educação infantil se uma criança é disléxica? Isso não é loucura? Não é exagero? Não, longe disso! Chama-se precaução, responsabilidade efetiva com a vida futura das crianças. Se uma criança disléxica passa quatro ou cinco anos de sua vida na educação infantil e mais uns dois anos nas primeiras séries do ensino fundamental para depois descobrirem e darem atenção ao caso, a época mais propícia para amenizar os sintomas terá ficado para trás. Chamamos essa fase de período sensível ou período crítico, em relação ao processo de desenvolvimento neuronal. Por isso não devemos esperar, pois nesses casos a espera significa problema em excesso!
Dislexia não é uma doença. Trata-se de uma disfuncionalidade específica de linguagem que repercute na aprendizagem. Não é um problema de inteligência e sim de um modo peculiar de funcionamento dos centros neurológicos de linguagem. O tratamento é clínico, e não medicamentoso.
Por que uma criança com cerca de seis anos é capaz de saber tudo sobre animais, mas não é capaz de aprender o alfabeto? Por que uma criança de oito anos lê um texto, mas não entende o que leu?
Algumas crianças, mesmo muito inteligentes, apresentam severas dificuldades para ler e escrever e é por isso que mesmo antes da alfabetização precisamos nos dedicar a estas crianças.
O que importa muito quando já está detectada a dislexia?
  • Pessoas disléxicas não têm dificuldades de compreensão da linguagem, as dificuldades são localizadas nas atividades de reconhecimento das palavras.
  • Não diz respeito à deficiência visual ou auditiva, muito menos afetivo-emocional ou sociocultural. É muito importante entender isso para não misturar as coisas.
  • A compreensão global da leitura fica comprometida, pois essas pessoas leem passo a passo, decodificando cada palavra, o que torna a compreensão bastante desafiadora.
  • Conseguem melhores acertos nos questionamentos e problemas orais do que nos escritos.
  • A dificuldade na matemática, em algumas situações, como na resolução de problemas, deve-se ao problema da leitura e não de raciocínio matemático. Elas geralmente se saem muito bem nas resoluções orais da matemática.
Quando devemos nos preocupar? Vamos por etapa para ficar um pouco mais fácil?
Entre quatro até seis anos: dificuldade para memorizar as letras das músicas infantis, pronúncia incorreta das primeiras palavras mesmo com a correção dos adultos; dificuldade para memorizar as primeiras letras; para reconhecer as letras iniciais das palavras e dificuldade para identificar rimas.
Com cerca de sete até nove anos: inabilidade para associar as letras aos sons, começa nessa fase a se tornar preocupante as trocas com as letras e é nesse período que se iniciam as reações negativas com a leitura.
Com cerca de nove anos em diante: a leitura é bem silabada, ao ler aparecem trocas nas palavras – ao invés de ler uma coisa lê outra, a interpretação nas leituras fica prejudicada, o que leva aos prejuízos em outras disciplinas, e não somente na língua portuguesa.
Importa no entanto que os adultos de forma geral sejam mediadores entre essas crianças e os sons da língua, pois deixá-las por si próprias a enfrentarem as complexidades da linguagem, seria o mesmo que soltá-las na piscina, sem que saibam nadar. Elas são muito capazes, necessitam apenas de mais informações visuais e auditivas.
Esse tema não se esgota, por isso encerro com a certeza de que as necessidades de continuidade são reais e concluo: classificar um sintoma não é rotular e sim entendê-lo para propor possibilidades de avanços!
Neste artigo o conceito aparece associado com a definição de transtorno e não como distúrbio, motivo: opção teórica baseada nas autoras Nádia Bossa e Newra Rotta. Há divergências entre as nomenclaturas transtorno e distúrbio, por isso cada autor opta pelo conceito que lhe for mais significativo em seus estudos. Como atualmente há uma preocupação em vencermos essa barreira teórica, temos visto uma preocupação em diferenciar problemas por lesão cerebral, chamada de distúrbio e, transtorno, quando a problemática é na funcionabilidade. No caso da dislexia, há problemática na parte funcional das áreas neuronais da linguagem, o que sugere e respalda o uso do termo transtorno. Não há, porém, grandes implicações. É apenas um ajuste teórico em respeito ao leitor(a).
Para aprofundamento do tema sugiro estudos sobre as pesquisas da Neuropediatra Newra Rotta e da Neuropsicóloga Nádia Bossa. No próprio site da Associação Brasileira de Dislexia há referência aos dois termos: transtorno ou distúrbio.
Gostaria de continuar a reflexão ou tem sugestões, perguntas e dúvidas para trocar? Escreva-me: romlpimentel@gmail.com, será um imenso prazer!
Com carinho, Roberta.

setembro 04, 2012

Mais de 50 professores de ensino Fundamental assistiram a uma palestra sobre dislexia.

Prefeitura de São Roque e instituto ABCD realizam parceria para informar sobre dislexia 

30/08/2012 - Jornal da Economia 
Da Redação

Mais de 50 professores de ensino Fundamental assistiram a uma palestra sobre dislexia, doença que afeta crianças de todas as idades e pode comprometer o desenvolvimento em sala de aula.  A palestra foi aplicada por consultores do Instituto ABCD e deu início aos trabalhos que serão desenvolvidos em parceria com a prefeitura de São Roque para ajudar alunos com esse distúrbio.

Assessoria de Imprensa

Preocupados com o assunto, os professores tiveram grande participação no encontro realizando perguntas e contando casos que acontecem dentro da sala de aula. “Muitas vezes temos um aluno que não consegue ler e escrever muito bem, mas é craque em matérias como matemática”, comentou uma professora. A palestrante Roselaine Pontes de Almeida explica que isso é típico de dislexia e desmistifica a ideia que a pessoa disléxica é burra. “Geralmente o portador da dislexia é ótimo engenheiro ou arquiteto, pois ele consegue enxergar formas que as pessoas normais não veem”, afirma.

Porém, os palestrantes alertam que nem toda dificuldade deve ser encarada como uma redução de aprendizagem. “Hoje em dia o mundo está muito rápido, e isso pode ocasionar a falta de atenção dos alunos”, explica o pedagogo, Alfredo Rheingantz. Segundo ele existe uma grande influência do meio para que o aluno fique disperso dentro da sala de aula como não tomar café da manhã, problemas domésticos, sono, ansiedade, entre outros. O Instituto ainda aponta que 60% dos alunos matriculados vão percorrer o caminho escolar de modo normal, 35% vão apresentar pequenas dificuldades e de 4 a 6% vão apresentar algum transtorno característico. “Se formos colocar esses números dentro de uma sala de aula significa que dois ou três alunos têm algum tipo de transtorno, o que pode ser considerado um número grande”, afirma Rheingantz.

Segundo Mônica Weinstein, diretora do instituto ABCD, essa primeira fase de informações procura mostrar como as crianças aprendem, o por quê de algumas terem dificuldade e não aprenderem e estratégias para um aprendizado melhor. A partir das próximas semanas, professores da rede municipal vão receber treinamentos para conseguir identificar crianças com um possível distúrbio. “O professor não faz diagnóstico, ele indica algumas características para que o aluno seja encaminhado para um profissional”, disse Roselaine.

Para a diretora do instituto, em geral, as pessoas são desinformadas sobre o assunto. “Existe muita desinformação. Podemos mobilizar a comunidade sobre a assunto e, para isso, é necessário que a cidade se estruture na educação e na saúde, beneficiando o progresso das crianças”, disse.

Para a diretora de Educação, Marcia Nunes, a parceria entre o instituto e a prefeitura só trará benefícios para a cidade. “A palestra foi maravilhosa e tenho certeza que os próximos encontros também serão. Nossos alunos só tem a ganhar com isso”, finalizou a diretora. 


copia tirada do site: http://www.jeonline.com.br/editorias/educacao/index.php?subaction=showfull&id=1346346697&archive=&start_from=&ucat=51

8 perguntas e respostas para entender a dislexia.


Para ajudar a entender melhor a dislexia, sua origem, sintomas e tratamentos, conversamos com a fonoaudióloga Luiza Braga de Jesus.  Confira a entrevista:

iSaúde Bahia - O que é a dislexia? 
 
Luiza Braga de Jesus -
 A Dislexia do Desenvolvimento ou Transtorno Específico de Leitura é o diagnóstico que se dá a uma dificuldade acima do comum na aprendizagem da leitura de causa neurofuncional, ou seja, determinada geneticamente e, portanto, com caráter hereditário. No caso, a dificuldade está relacionada a alguma desordem na ativação das diversas conexões neuronais necessárias à decodificação das letras. Cabe destacar, que a linguagem escrita não é adquirida da mesma forma que a oral, que se dá, sobretudo, pela exposição à linguagem falada em um ambiente estimulante. Para adquiri-la, é preciso um ensino formal, que oriente a utilização do sistema convencional adotado por determinada sociedade. Uma criança que não enxergue bem ou que tenha algum déficit cognitivo provavelmente terá dificuldade na aprendizagem da leitura, mas, nesses casos, não se dá o nome de dislexia. Para tal diagnóstico, devem ser excluídas outras causas como essas (sensorial e cognitiva) além de problemas de origem socioeconômica, cultural e afetiva.
"A Dislexia do Desenvolvimento ou Transtorno Específico de Leitura é o diagnóstico que se dá a uma dificuldade acima do comum na aprendizagem da leitura de causa neurofuncional, ou seja, determinada geneticamente e, portanto, com caráter hereditário".
 iSB - Quais os principais sintomas ou características da dislexia? 

Luiza Braga de Jesus -
 A principal característica e a primeira manifestação da dislexia é a dificuldade de decodificar a correspondência entre o fonema (som) e o grafema (letra) no período da alfabetização. Geralmente, esse sintoma acarreta outras manifestações, como falta de atenção ou dispersão, baixo rendimento na escola, troca de letras na escrita, dificuldades com rimas, nomeação e problemas psicológicos. É comum também que os disléxicos apresentem dificuldade de coordenação motora, de orientação espacial e memória de curto prazo. O desempenho em provas orais é bom. 

iSB - A dislexia aparece somente quando a criança inicia a vida escolar ou podemos percebê-la antes dessa fase?

Luiza Braga de Jesus - 
Como a dislexia é determinada pelos genes, a criança nasce com as condições de manifestar essa disfunção. Mas, como a manifestação dessa condição genética é uma dificuldade na aprendizagem da leitura, só é possível fechar o diagnóstico no período de alfabetização. Antes disso, é importante que os pais fiquem atentos a alguns sinais que podem se manifestar, como dispersão, atraso no desenvolvimento da linguagem, dificuldade com rimas, músicas e quebra-cabeças, dificuldades de coordenação motora e falta de interesse por material escrito. Contudo, não quer dizer que a criança é disléxica, mas certamente necessita de maior atenção e estimulação.
iSB - Como é feito o diagnóstico da dislexia?

Luiza Braga de Jesus -
 Esse diagnóstico é feito após uma investigação do psicólogo, fonoaudiólogo e psicopedagogo que realizam uma avaliação interdisciplinar e de exclusão através de uma série de testes que envolvem leitura, escrita, memória, atenção, além de habilidades cognitivas, linguísticas e acadêmicas. Devem ser descartados outros fatores como déficit intelectual ou sensorial (visual ou aditivo), lesões cerebrais (congênitas e adquiridas) e problemas afetivos anteriores ao processo de aprendizagem da leitura. Para tanto, a equipe deve verificar a necessidade de avaliações de outros profissionais, como neurologista, neuropsicólogo e oftalmologista, a depender do caso.

iSB - Existe um grupo mais atingido pelo distúrbio? 
Luiza Braga de Jesus - A dislexia é mais comum em meninos. Uma criança disléxica será um adulto disléxico.
 
iSB - Como é feito o tratamento da dislexia?  Ela tem cura?

Luiza Braga de Jesus -
 A dislexia é uma dificuldade característica do indivíduo, portanto, cura não seria um termo razoável para o resultado final de um tratamento, mas sim adaptação, remediação. O tratamento da dislexia consiste no treinamento da decodificação das letras de acordo com sua correspondência sonora, fluência da leitura, aquisição do vocabulário e compreensão de textos. Cada disléxico tem sua lógica própria de aprendizagem e é importante que haja entrosamento entre o profissional, paciente e família para maior aproveitamento do processo. A depender das particularidades de cada caso, decide-se quais profissionais realizarão o seu acompanhamento terapêutico.
"O tratamento da dislexia consiste no treinamento da decodificação das letras de acordo com sua correspondência sonora, fluência da leitura, aquisição do vocabulário e compreensão de textos".

iSB - Muitos profissionais de saúde atuam no diagnóstico e tratamento da dislexia, médicos, psicólogos, pedagogos. Qual a importância do fonoaudiólogo nesse processo? Para o tratamento, é necessário uma equipe multidisciplinar?

Luiza Braga de Jesus - 
Para o diagnóstico da dislexia, sim, é necessária uma avaliação interdisciplinar sempre, mas para o tratamento, isso vai depender bastante do caso e das circunstâncias. No diagnóstico, o fonoaudiólogo realiza o exame audiológico necessário para exclusão de déficit auditivo e verifica as habilidades linguísticas. 

iSB - A dislexia, na maior parte dos casos, começa a ser diagnosticada em fase escolar e muitos pais e professores não sabem lidar com o problema. É importante o trabalho de fonoaudiólogos dentro das escolas?
 
Luiza Braga de Jesus -
 Muitas escolas já contam com profissionais de psicologia, pedagogia e psicopedagogia, mas de fonoaudiologia ainda não é uma realidade comum. O trabalho do fonoaudiólogo na escola é importante na composição da equipe de trabalho principalmente na educação infantil para que casos de dislexia e tantos outros distúrbios de linguagem possam ser identificados e acompanhados pelo profissional que tem como objeto principal de estudo a comunicação humana.

Então, como diagnosticar a dislexia?

Diagnóstico

Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes que seja feito um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, mas não confirmam a dislexia. Os mesmos sintomas podem indicar outras síndromes neurológicas ou comportamentais.
Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve-se procurar ajuda especializada.
Uma equipe multidisciplinar formada por: Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista, Otorrinolaringologista e outros, conforme o caso.A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. É o que chamamos de AVALIAÇÃO DIFERENCIAL MULTIDISCIPLINAR.

PORQUÊ.... SOMOS DIS !??

PORQUÊ.... SOMOS DIS !??

COMO É A VIDA DE UMA PESSOA COM DIS...

PORQUÊ, SOMOS DIS !!!

Saiba , que entendo muito bem , quando vc fala (mal sabem eles o que tenho de fazer para chegar ate onde cheguei.... ´´e horrivel para mim. Agora vou ter que enfrentar um exame da ordem. Nao sei se mostro que sou dislexica ou nao para fazer a prova. Tenho que decidir, gostaria que vcs me orientasse o que devo fazer) vou te dar varias razões, para você não esconder que é dislexica, e outras tantas mais para você se cuidar e se respeitar em quanto há tempo. Seja quem você realmente é !!! Não seja preconceituosa com você mesma , como eu fui, por pura falta de conhecimento , coisa que você já tem.
e o mais importante ...tem a conciência dos seus direitos como cidadã. O meu conselho é: exerçar seus direitos e cumpra seus deveres, como ser pensante e atuante na nossa sociedade.

como vc sabe , também sou dislexica, mas só tive conciência do que estava acontecendo comigo, depois que ...já tinha meu emocional todo comprometido.
E mesmo assim , tive que passsar por mentirosa, pois já havia passado em um concurso publico, atuava como professora alfabetizadora e estava fazendo uma graduação em pedagogia. E te digo ...só eu e deus, sabia o que eu escondia !!!
Vivi toda minha vida com medo, e com vergunha , quando alguèm percebia meus erros ortograficos ,minha total incapacidade de escrever ao mesmo tempo que outra pessoa falava, não consiguia anotar as informações.
Com tudo isto, fui desfaçando para conseguir viver neste mundo letrado!!!
Até que minha mente e meu corpo , não suportou o estress!!! E tudo ficou encontrolavel, entrei em um processo de depressão, ansiedade e hiperatividade , altissimo.
Foi quando , fui em busca de ajuda medica. Sem saber o que eu escondia...os profissionais de saúde, se desdobraram em busca de explicações para o meu estado de saúde. Cada um chegou a um diagnostico conclusivo.
O psiquiatra, depressão e asiedade, que deveria ser trabalhada com terapia e medicação. A psicologa, hiperatividade causada por meu comportamento obcessivo de perfeição, e fata de confiança, deveria tentar me concentrar melhor no presente. O reumatologista, para ele eu estava com fibromialgia e outras coisas, causadas pelo estress, elevado, seria necessario procurar auternativas de relaxamento, e medicação. Fiz , hidroterapia, acupuntura, rpg , caminhada, cessão de relaxamento mental, com os psicologos, participei de programas para levantar minha auto-estima. Mais nada adiantava...tive outros sintomas, como gagueira, que foi trabalhado com a fonaldiologa. Labirintite, refluxo, que foram tratados por medicos da aréa, especialistas.
Depois tive problemas na visão, ai foi que tudo se entrelaçou, o oftalmologista , pedio um exame para descartar , adivinha o que?
Esclerose multipla....ai na resomância deu possitivo!!! E tudo levava a crer, neste diagnostico, quando se juntava tudo o que estava acontecendo com o meu corpo!!!
Pensa que acabou por ai!!?? Não! Tudo só estava recomeçando...
Mas paralelo a tudo isto, que vinha se passando, eu não parei de estudar, herá ponto de hora!!Para mim!! Fiquei de licença do trabalho , para tratamento, e ainda tive que enfrentar a doença da minha mãe que estava com o diagnostico de câncer. E meus filhos confusos e em plena adolecência. Eu estava completamente perdida!!!! Sem estrutura emocional, e sem controle cognitivo, esquecia as coisas , chorava muito,comecei a escrever e ler com muito mais dificuldades , já estava saindo da realidade, que me parecia um pesadelo!!
Mas, como uma boa dislexica, até então sem saber, não deixei de lutar contra o mundo. E quando estava fazendo minhas pesquisas para o trabalho do tcc, para conclusão do curso de graduação em pedagogia, sobre o tema que mais mim encomodava, os erros ortograficos em sala de aula e a visão do professor, quanto os problemas de aprendizagem. Por acaso, entrei no site da associação brasileira de dislexia, e quando estava lendo um depoimento de um dislexico adulto!!! O chão se abriu e o céu também...e as coisas foram tendo sentido, minha vida tava fazendo sentido. Eu estava diante , de uma explicação para a minha total "burrice"!!! Diante dos meus maiores medos, das minhas grandes vergunhas, das minhas piores dificuldades, e de tudo o que eu fazia questão de esconder, que erá a minha incompetência, diante do desafio de ler e escrever!!!
Mas o que eu julgava ter diante de me, toda solução para explicar todos as minhas angustias, sem fundamento , porquê , agora haveria uma razão. Senti meu esprírito leve, despreoculpado, pensei, agora não vou mais ter que mentir , tenho que revelar o meu maior segredo, e só atravez desta revelação serei liberta do medo, da vergunha, desta vida prisioneira da culpa de ser o que eu herá!!!
Bem , caros colegas, as coisas não foram, e não são tão faceis deste jeito que pensei...todos os profissionais de saúde que estavam , cuidando do meu equilibrio, duvidaram da minha verdade. Passaram a olhar , para me, como se eu estevesse, louca...e se perguntavam!!???
E questionavam, como eu tinha dislexia e tinha chegado onde cheguei sem ajuda!!??? Como eu saberia ler e escrever !!??? Porquê, e como poderia ter escondido isto!!!?? Bem , as respostas para estas perguntas, só eu e deus sabe o que tive que fazer,e tive que reunir forças,buscar conhecimento para meus argumentos e levanta uma quantia em dinheiro, para ir até são paulo, o unico lugar , onde teria profissionais seguramente competêntes para fazer o diagnostico, porquê todos os outros se mostravam completamente impossibilitados para assinar um laudo fechado de um diagnostico sobre dislexia.
E neste exato momento , luto contra todos os mesmos, sentimentos e há todos os mesmos pré-conceitos. E tenho que usar os mesmos meios para continuar sobrevivendo. Mas com uma diferênça fundamental,hoje já não tenho tanta vergonha de escrever errado, entendi que isto não mim tira o direito de ser respeitada e que sou competente e capaz .
Imagina ser ...professora alfabetizadora, pedagoga e atualmente estou fazendo pós- de psicopedagogia. Se tenho dificuldades...claro!! Se vejo discriminação nos olhos de muitos ...simmm!!! Fui aposentada pelo governo do distrito federal, por razões óbvias, que já não tenho forças para questionar.

Mas o que mais importa é que dessidi ir á luta, por mim e por nós!!

Quero que todo disléxico assuma sua condição, não somos doentes para procurar há cura...devemos ir a procura do entendimento do nosso ser pensante e atuante , diante desta sociedade letrada e preconceituosa.

Abjncrção!
Elizabete aguiar.
Perfil profissional:
Profª Elizabete M. Rodrigues R. da R. Aguiar.
Graduada em Pedagogia – UNB.
Especialização em Psicopedagogia Reeducativas Clínica e Institucional –UniEvangelica
Especialista e Neuropedagogia e Psicanálise – FTB.
Dir. Adm. Adjunta da Associação de Psicopedagogia – ABPp- Seção BRASÍLIA.
Profª da Secretaria de Educação do Governo do Distrito Federal – GDF.
Consultoria e Assessoria em Psicoeducação.