agosto 14, 2010

Identificação da Dislexia na Rede Estadual de Ensino do Estado de Mato Grosso do Sul

Lei institui a Semana de Identificação da Dislexia na Rede Estadual de Ensino


Da Redação /12/08/2010 » 09:44 /JORNAL DO POVO.

Publicada nesta quarta-feira (11), no Diário Oficial, a lei nº 3.950, que institui o Programa Semana de Identificação da Dislexia na Rede Estadual de Ensino do Estado de Mato Grosso do Sul.

A iniciativa refere-se à aplicação de exame nos educandos matriculados na Rede Estadual de Ensino com enfoque para o Ensino Fundamental. O Programa “Semana de Identificação da Dislexia na Rede Estadual de Ensino” aplica-se também na capacitação periódica do corpo docente, proporcionando palestras, seminários, informativos, ou quaisquer outros, a fim de que aprendam a identificar, inicialmente, os sinais da dislexia e de outros distúrbios nos alunos.

De acordo com a lei, caberá à Secretaria de Estado da Saúde e da Educação a formulação de diretrizes para viabilizar a plena execução do Programa, sendo necessária a criação de equipes multidisciplinares de profissionais para a execução plena do trabalho de prevenção, e após identificados os casos, encaminhá-los a um tratamento adequado.





Fonte: Notícias MS

agosto 07, 2010

Dislexia na escola em debate

A mestre em educação Sônia Moojen vai falar sobre o ensino da ortografia na escola e na clínica, com foco nos transtornos da disortografia neste sábado, no Leblon. Sônia trará conteúdos que visam ampliar o conhecimento teórico sobre as formas de apropriação dos processos de escrita e, assim, desenvolver atividades práticas para a apropriação e automatização da ortografia.




A palestra é no Centro Integrado de Diagnóstico, no auditório do terceiro andar, de 9h às 17h. Telefone: 2235-4293.


Entrevista com: Dra. Sônia Moojen


Andrea Racy e Patricia Vieira

1- Fale-nos a respeito de sua formação profissional e suas atividades atuais.

Sou fonoaudióloga pelo Decreto nº 87.218/1982, graduada em Pedagogia pela UFRGS em 1967 e Mestre em Educação: área de concentração Psicologia Educacional pela FACED/UFRGS. A título de curiosidade, a tese defendida na conclusão do mestrado, em 1976, teve como título Avaliação de Sintomas das Dificuldades de Aprendizagem em crianças de 1ª, 2ª e 3ª séries do 1º grau de quatro classes socioeconômicas. Na ocasião, investiguei 1384 alunos a partir de depoimentos de seus professores em busca de dados sobre a incidência de crianças do 1º grau com dificuldades de aprendizagem, a compreensão desse tipo de problema por parte do professor, bem como a identificação das providências tomadas em nível escolar naquela época. Também relacionei dados referentes à classe social e ao sexo.

O Curso de Especialização em Psicopedagogia Terapêutica foi feito em 1972-1973, na Clínica Médico-Pedagógica de Porto Alegre, sob a coordenação do Dr. Nilo Fichtner.

Em 1974-1975, coordenei, junto com Dr. Nilo, o 1º curso de Especialização em Psicopedagogia Terapêutica, feito em universidade no Brasil. O curso foi desenvolvido na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e tinha 1200 horas. Na mesma Faculdade, lecionei, entre os anos de 1969 e 1992, as disciplinas de Psicopedagogia Terapêutica I e II; Didática I e II; Prática de Ensino do Curso de Pedagogia; Técnicas do Exame Psicopedagógico e Bases Sociais e Psicopedagógicas da Aprendizagem.




A dislexia é um tema que me preocupa desde 1969. Naquela ocasião, a significação do termo era mais ampla que a atual, abarcando qualquer transtorno na leitura e escrita. O 1º disléxico que encontrei na minha carreira foi atendido em 1969 e reavaliado recentemente em pesquisa longitudinal.

Quanto à minha atuação no momento, trabalho em consultório fonoaudiológico e psicopedagógico desde 1969. Iniciei essa atividade a partir de cursos e da observação do trabalho da equipe do Dr. Julio Bernaldo de Quirós, na Argentina.

Acompanhei, durante todos esses anos, as diversas teorias e práticas relacionadas à dislexia. Mesmo assim somente em 2000 encontrei maior identidade do meu trabalho com as idéias e as pesquisas de professores Emílio Sanchez Miguel, Mercedes Rueda e Jesus Martins, da Universidade de Salamanca. Desde essa data, estudo periodicamente com esses professores, observando atividades clínicas e, particularmente, estudos de investigação em dislexia.

Atualmente, aposentada pela UFRGS, leciono a disciplina de Diagnóstico e Tratamento das Dificuldades/Transtornos de Aprendizagem em cursos de especialização em Santa Maria, Erechim e Frederico Westphalen. Em Santa Maria também coordeno o estágio supervisionado.

Tenho o privilégio de ser membro consultor de duas Sociedades de Dislexia: a do Rio de Janeiro e a de Porto Alegre.

Desenvolvo algumas pesquisas na área psicopedagógica que serão mais detalhadas em resposta à última pergunta.

2- O que é dislexia?

A dislexia é um transtorno específico nas operações implicadas no reconhecimento das palavras que compromete, em maior ou menor grau, a compreensão da leitura. Possui uma moderada evidência de origem genética, e afeta um subconjunto, claramente minoritário, de alunos com problemas na aprendizagem da leitura e da escrita.

Considero a dislexia um Transtorno de Aprendizagem da Leitura e Escrita em nível severo, em sujeitos com capacidade intelectual normal.

3- Quais as características apresentadas por um indivíduo para poder diagnosticar dislexia?

O disléxico apresenta necessariamente dificuldades nas habilidades nucleares, quais sejam reconhecimento de palavras (falta de precisão e rapidez), reconhecimento de pseudopalavras e escrita ortográfica. Também são muito freqüentes dificuldades em habilidades associadas, como compreensão leitora, erros ortográficos e redação de texto.

Tais dificuldades estão presentes em sujeitos que tiveram escolarização adequada, visão e audição normal ou corrigida e não são portadores de problemas psíquicos ou neurológicos graves (que justifiquem, por si só, as dificuldades escolares). Normalmente estão atrasados na leitura e na escrita, com relação a seus pares, em dois anos, no mínimo, (se a criança tem mais de 10 anos) e um ano e meio (se tem menos dessa idade). Essa consideração é importante e condiciona a época de diagnóstico: após o final de 2ª série ou início de 3ª.

Outra característica definitiva é a persistência do problema apesar de tratamento adequado, tornando o prognóstico reservado.

4- Quais os instrumentos utilizados na área da psicopedagogia clínica para diagnosticar um disléxico?

Indicamos os seguintes procedimentos básicos para uso do psicopedagogo:

a) Anamnese com pais ou cuidadores, com a finalidade de obter informações sobre a história da criança. É preciso verificar também se a experiência educativa foi normal, descartar problemas auditivos ou visuais, bem como verificar a ocorrência de problemas semelhantes em familiares.

b) Testes de leitura

Utilizamos um teste de decodificação de sílabas, palavras e pseudopalavras onde se observa o uso das vias de reconhecimento, a velocidade, a presença de substituições, omissões, inversões, transposições, adições e retificações.

A observação da leitura (silenciosa e oral) de textos visa analisar estratégias de reconhecimento de palavras e de compreensão, velocidade, nível de esforço, tipos de erros, ritmo e expressão, aproximação texto-olhos, movimentos de olhos e cabeça, sentimentos expressos antes, durante e depois da leitura.

c) Testes de escrita

Para avaliar a escrita aplico um ditado balanceado e padronizado e um ditado de texto, acompanhado de análise quantitativa e qualitativa dos erros, vacilações, re-escritas, sentimentos expressos. Também analiso a produção textual espontânea ou semi-dirigida para avaliar a coerência, coesão, uso de pontuação, concordância nominal e verbal, ortografia, etc.

Muitas vezes é útil a análise de uma cópia de texto (máximo 5 minutos) para observar distância texto-olhos, porções copiadas, velocidade, tipos de erros, qualidade do grafismo, postura, etc

d) Teste de Consciência Fonológica – CONFIAS (Moojen e colab., 2003) um instrumento de avaliação seqüencial das habilidades metafonológicas.

O estudo do disléxico deverá ser complementado por uma análise minuciosa do material escolar e das fichas de avaliação, desde o início de sua vida escolar.

O psicopedagogo que não aprofundou estudos na área da linguagem necessita do auxílio de um fonoaudiólogo para complementar a avaliação com testes de vocabulário e de fluência verbal e, particularmente, a testagem de processamento auditivo que é de competência da fonoaudiologia.

5- Um indivíduo disléxico pode superar a dificuldade de aprendizagem ou necessitará de um acompanhamento constante?

Como já foi referido anteriormente, a dislexia tem um prognóstico reservado, o que a torna um problema persistente. Os disléxicos não automatizam plenamente as operações relacionadas ao reconhecimento de palavras, razão pela qual despendem mais tempo e energia em tarefas de leitura. O aluno disléxico que, evidenciando alto grau de adaptação escolar, consegue entrar na universidade, apresenta dificuldades importantes na leitura de palavras não-familiares.

O tratamento do disléxico envolve um processo lento, laborioso e sujeito a recaídas, conforme sugerem os dados de estudos longitudinais de sujeitos reabilitados (Rueda e Sanchez, 1994).

Tenho entrado em contato com faculdades cursadas por pacientes disléxicos, com a concordância deles, para informar aos professores sobre as características desse transtorno, bem como para oferecer as orientações necessárias para uma adequada avaliação dos alunos disléxicos universitários.

7- No momento, quais são suas investigações e estudos nessa área?

Estou envolvida em dois tipos de investigação relacionadas às duas habilidades nucleares da leitura. A primeira diz respeito à elaboração e padronização de dois testes: um de decodificação de sílabas complexas; e outro de leitura de palavras e de pseudopalavras. A segunda investigação refere-se à elaboração de textos informativos para avaliação da compreensão leitora de alunos desde a 2ª série até a idade adulta.

A pesquisa que considero mais importante atualmente é supervisionada pelo prof. Emílio Sanchez e envolve um estudo longitudinal de 20 disléxicos atendidos desde 1968.

Sinto-me uma “eterna aprendiz” em dislexia.

Congresso em Ribeirão discute dificuldades de aprendizagem em crianças e adolescentes

Publicada em 7/8/2010

Cidade
Dislexia aumenta e preocupa especialistas

Congresso em Ribeirão discute dificuldades de aprendizagem em crianças e adolescentes


Apesar de não haver total consenso entre médicos e pesquisadores sobre os fatores de risco para a saúde mental infantil, estudos recentes apontam para o aumento da dislexia entre a população jovem. O assunto foi discutido ontem em Ribeirão Preto, durante o terceiro Congresso Aprender Criança, maior evento da América Latina sobre educação, cérebro e aprendizado, que vai até amanhã. O evento contou com a presença de pelo menos 800 pessoas entre médicos, educadores e pesquisadores.

Um dos pontos altos do primeiro dia de palestra foi a apresentação de uma pesquisa feita pela Unicamp. O estudo mostra que 39% da população sofre distúrbios de aprendizagem ligados à leitura. Quando o nível de aprendizagem está relacionado à matemática, 30% apresentam dificuldades para entender o conteúdo. A escrita é a atividade menos prejudicada —segundo o levantamento, 20% da população demostra deficiências ao redigir uma carta, por exemplo.

“Esses dados mostram aos educadores que esse tipo de aluno merece uma atenção especial e precisa de um ensino diferenciado”, disse a especialista em neurologia infantil Sylvia Maria Ciasca. A dislexia pode ser relacionada a fatores genéticos e, normalmente, acomete filhos de pais disléxicos. “Eu só descobri que um aluno meu tinha o problema após o pai dele me dizer que sofria de dislexia”, disse o professor Marcelo Martinelli, 35 anos.

Ciasca explicou que, embora a criança e o adolescente possam apresentar características próprias de quem sofre de dislexia, o diagnóstico só pode ser confirmado clinicamente. “Não há como avaliar uma criança verbalmente e dizer que ela é disléxica.” O psicólogo da Unicamp Ricardo Lima afirmou que a observação da família no comportamento da criança pode ajudar no diagnostico. “É importante analisar as características de cada indivíduo, senão a educação não fluirá”, afirmou. (Lucas de Castro)


FONTE DE PESQUISA: http://www.gazetaderibeirao.com.br/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1700255&area=92020&authent=75779AF8A31650CCCE916333AFE9C7

COMO O DISLEXICO PENSA POR IMAGEM !?

Dicas para criar materiais visuais para disléxicos.

Quando se pretende criar algum tipo de material para disléxicos é importante ter em atenção vários factores que podem facilitar a compreensão dos conteúdos:




•Use um tipo de letra clara e direita, tipo verdana, no tamanho 12 ou superior, preferencialmente num tom escuro;


•Use espaçamento de 1,5 ou 2;


•Opte pelo negrito em vez de itálico ou sublinhado;


•Use texto não justificado ou justificado à esquerda, os espaços brancos distraem o leitor disléxico;


•Faça frases e parágrafos curtos e objectivos;


•Estruture o melhor que for possível: use títulos, listas com números ou bolas, esquemas;


•Comece sempre uma nova frase no início da linha e não no fim da frase anterior;


•Opte pelas colunas em vez de linhas compridas;


•Use um fundo claro, mas sem ser branco;


•Use e abuse de imagens ou gráficos, ajuda o disléxico a reter a informação;


•Não use abreviações e evite a hifenização;


•Use caixas de texto para evidenciar partes importantes do texto.
 
FONTE DE PESQUISA: http://www.espacoaprendizagem.info/dicas-para-criar-materiais-visuais-para-dislexicos/

Sarakanda – Tipo de letra para disléxicos

Alejandro Valdez, designer paraguaio, encontra-se a desenvolver um tipo de letra para disléxicos - Sarakanda – com o intuito de auxiliar crianças e jovens com dislexia.


Após ter pesquisado vastamente sobre a educação infantil e dficuldades de aprendizagem, desenvolveu um tipo de letra com caracteres diferenciados para as letras que normalmente o disléxico confunde, como b e d e q e p.

Assim, as letras adquirem uma forma única e tornam-se mais legíveis para o disléxico.
Inicialmente este tipo de letra – Sarakanda – está preparada para espanhol e guarani, línguas oficiais do país de origem do seu autor.

“O projeto nasce como uma resposta concreta para a educação especial no país: produzir ferramentas educativas para detectar e tratar um problema específico que, neste caso, é a dislexia: transtorno de identificação, reprodução, compreensão e interpretação de signos falados e escritos” – afirma o designer Alejandro Valdez.

A versão final será publicada no blog do autor em formato opentype.:
http://www.tercermundo.ws/jaguatelevisor/

Dislexia – Estratégias para melhorar a memória.


Por norma alunos disléxicos apresentam problemas a nível da memória. Assim, torna-se importante trabalhar esta área e facultar algumas estratégias para colmatar as falhas:


Existem sete estratégias para a memória que se revelam úteis para crianças com dificuldades de aprendizagem, nomeadamente dislexia:

•Estratégia Metacognitiva



•Estratégia da Primeira Letra


•Estratégia da História


•Estratégia do Grupo de Palavras


•Estratégia da Imagem


•Estratégia do Local


•Estratégia das Rimas em Sequência

Adaptado de Lorraine Cleeton


EXEMPLOS:


Memória – Estratégia Metacognitiva

Por norma alunos disléxicos apresentam problemas a nível da memória. Assim, torna-se importante trabalhar esta área e facultar algumas estratégias para colmatar as falhas.

A estratégia metacognitiva é uma de sete estratégias que se revelam úteis para crianças com dificuldades de aprendizagem, nomeadamente a dislexia.
A estratégia metacognitiva consiste em pegar numa lista de palavras que se quer aprender (ou já se aprendeu) e repete-se as palavras em alta voz. De seguida anota-se a forma como nos lembramos das palavras.


Memória – Estratégia da Primeira Letra


Por norma alunos disléxicos apresentam problemas a nível da memória. Assim, torna-se importante trabalhar esta área e facultar algumas estratégias para colmatar as falhas.


A estratégia da Primeira Letra é uma de sete estratégias que se revelam úteis para crianças com dificuldades de aprendizagem, nomeadamente a dislexia.

Consiste em usar a primeira letra de cada palavra para construir uma palavra real ou uma não palavra.

Formação de uma palavra real:
AMA (Azul, Magenta, Amarelo – Cores primárias)
CAVES (Campo, Alfena, Valongo, Ermesinde, Sobrado – freguesias do concelho de Valongo)

Formação de uma não palavra:
ROYGB (Red, Orange, Yellow, Green, Blue – Cores em inglês)


Memória – Estratégia da História
Por norma alunos disléxicos apresentam problemas a nível da memória. Assim, torna-se importante trabalhar esta área e facultar algumas estratégias para colmatar as falhas.


A Estratégia da História consiste em escrever uma história real ou tola que incorpore todas as palavras que precisa recordar.

Exemplo de uma história tola com o propósito de recordar uma lista de palavras (mula, cão, tigre, gato, rato e cobra):
O Agricultor australiano já tinha visto uma mula, um rato e obra nas vizinhanças. Em casa ele tinha um cão e um gato, mas para ver um tigre tem de ir a um zoo!

Exemplo de uma história real (um poema sobre os dias dos meses do ano):

30 dias tem Setembro
Abril, Junho e Novembro
Todos os outros têm 30
Excepto Fevereiro


Memória – Estratégia do Grupo de Palavras

Por norma alunos disléxicos apresentam problemas a nível da memória. Assim, torna-se importante trabalhar esta área e facultar algumas estratégias para colmatar as falhas.


Uma das estratégias é do grupo de palavras. Esta consiste em agrupar palavras de acordo coma sua categoria, por exemplo, juntar palavras que pertençam à mesma família como os animais: cão, pato, rato, gato, pássaro.

Pode fazer duas ou três listas a partir de um grande conjunto de palavras: ombro, asfalto, palma da mão, elefante, auto-estrada, kanguru, olho, tigre, cobra, braço.

Grupo 1: Palma da mão/olho/braço/ombro

Grupo 2: auto-estrada/asfalto

Grupo 3: cobra/elefante/tigre


FONTE DE PESQUISA: http://www.espacoaprendizagem.info/dislexia-%E2%80%93-estrategias-para-melhorar-a-memoria/

agosto 05, 2010

Dislexia e Emoções.


Cada vez mais disléxicos são encorajados a ver a sua dislexia de forma positiva. No entanto, muitos disléxicos sentem um conjunto de emoções angustiantes relativamente às suas dificuldades:


Confusão e perplexidade

Normalmente, um disléxico sente-se completamente confuso. Consegue ter um pensamento brilhante e rápido em alguns aspectos, mas, aparentemente, bastante lento e “estúpido” noutros.

Embaraço, vergonha e culpa

Um disléxico pode sentir vergonha de ser como é, ou seja isso afecta a sua personalidade, o seu viver. O disléxico pode pensar que tem razões para se sentir culpado. Ella, uma ceramista de sucesso afirma: “Eu tinha um segredo dentro de mim. Guardei-o numa caixa para que ninguém o visse. O que estava na caixa era dislexia. Era um autêntico pesadelo!”

Falta de confiança, baixa auto-estima

As emoções acima descritas – confusão, vergonha, culpa – são um golpe duro para a confiança e auto-estima do disléxico. Esta falta de confiança e baixa auto-estima manifesta-se tanto em relação a tarefas específicas que uma pessoa disléxica encontra dificuldade, mas também de uma forma geral (no trabalho, na escola, com os amigos…)

Frustração e raiva

A sensação de estar preso e impotente é frequentemente relatada por disléxicos. Rapidamente a frustração transforma-se em raiva, que normalmente é dirigida contra si próprio.

Ansiedade, medo e pânico

Perante as dificuldades na vida, os disléxicos tendem a viver num círculo vicioso de ansiedade e ineficácia, o que muitas vezes provoca sintomas físicos: ataques de pânico, náuseas, enxaquecas, susceptibilidade à doença.

Desânimo e depressão

O disléxico atravessa muitas dificuldades e se as mesmas não forem diagnosticadas e devidamente acompanhadas, perderá a esperança e afundar-se na depressão.

Problemática Emocional da Dislexia.


As crianças disléxicas são crianças com dificuldades de aprendizagem, que pelo facto de serem inteligentes e usufruírem de oportunidades socioculturais adequadas, vivenciam com grande frustração essas mesmas dificuldades.


Muitas vezes, como estratégia de protecção da sua auto-estima, deixam de investir nas tarefas académicas, pois torna-se para elas insuportável esforçarem-se tanto e obterem resultados sempre muito reduzidos.

As competências da leitura e escrita são consideradas como objectivos fundamentais de qualquer sistema educativo. A leitura e a escrita constituem aprendizagens de base e funcionam como uma mola propulsora para todas as restantes aprendizagens.


Assim uma criança com dificuldade nesta área apresentará lacunas em todas as restantes matérias, o que provoca um desinteresse cada vez mais marcado por todas as aprendizagens escolares e uma diminuição da sua auto-estima e motivação.

FONTE DE PESQUISA: http://www.espacoaprendizagem.info/problematica-emocional/
FONTE DE PESQUISA: http://www.espacoaprendizagem.info/problematica-emocional/

Métodos de Alfabetização e a Dislexia

Métodos de Alfabetização e a Dislexia


Falar-Ouvir-Ler-Escrever, são atividades da linguagem.Falar e Ouvir, são atividades com fundamentos biológicos.

A criança aprende a usar a linguagem falada com velocidade incrível e isto depende de:

- meio ambiente
- trato vocal
- organização do cérebro
- sensibilidade perceptual para falar os sons

Ela adquire a linguagem escrita em parte Inventada e em parte Descoberta.

Inventada porque criou-se símbolos visuais (grafemas = letras) para representar elementos da linguagem.

Descoberta, porque esses elementos serão reconhecidos na linguagem falada (relação grafema / fonemas = sons das letras).




Ler não depende somente da capacidade de segmentação fonêmica (reconhecer sons e símbolos). Ela é necessária, mas não é sufuciente para formar um bom leitor. A criança precisa descobrir que uma palavra é composta por sons significantes e aprender também a identificá-los. Mas principalmente, para se adquirir a habilidade da leitura e escrita, é necessário que haja a automatização desta função, além da capacidade de síntese (interpretação).

Esta habilidade não se desenvolve naturalmente nem maturacionalmente, o aprendizado se incumbirá desta tarefa.


No entanto, há um número de crianças, bastante representativo, com dificuldade para aquisição e/ou automação do aprendizado da leitura e escrita. Entre as diversas causas possíveis dessa dificuldade está a dislexia. A dislexia, uma dificuldade acentuada na leitura e na escrita, atinge de 10 % a 15% da população mundial. Ainda não é reconhecida e muitas vezes não é aceita por professores. Crianças com 6 ou 7 anos de idade que apresentam inteligência normal (geralmente acima da média ), mas tem uma dificuldade atípica de aprender a ler, escrever e soletrar podem ser disléxicas.

A leitura lenta, trabalhosa e individual de palavras impede a habilidade da criança, adolescente ou adulto de compreender o que leu ou escreveu, mesmo que sua capacidade de compreensão da língua falada seja adequada. Há muita dificuldade também em transformar a soletração em som. Deficiências no processo fonológico, que são fortes indicadores de que haverá dificuldade na leitura e escrita, podem ser identificados no jardim da infância ou na 1a série.

A alfabetização precoce não produz a dislexia, mas facilita o seu diagnóstico. Os métodos da alfabetização mais modernos, como na alfabetização GLOBAL, onde a criança aprende a identificar as palavras como um todo tem conduzido a uma identificação mais rápida de disléxicos. O método SINTÉTICO ou FÔNICO, que não impõe tanta carga ao disléxico, permite que alguns casos passem mais tempo desapercebidos.

O sucesso na reeducação de um disléxico está baseado numa terapia multisensorial (aprender pelo uso de todos os sentidos ), combinando sempre a visão, a audição e o tato para ajudá-lo a ler e soletrar corretamente as palavras. O disléxico precisa olhar atentamente, ouvir atentamente, atentar aos movimentos da mão quando escreve e prestar atenção aos movimentos da boca quando fala.

Assim sendo, a criança disléxica associará a forma escrita de uma letra tanto com seu som como com os movimentos da mão para escrevê-la. O aprendizado deve ser feito de forma sistemática e cumulativa. Sendo ainda cada caso um caso específico, devem ser levadas em consideração as particularidades de cada um.

Maria Angela Nogueira Nico

Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica; Diretora e Coordenadora Técnica e Científica da ABD
FONTE DE PESQUISA:http://www.espacoaprendizagem.info/metodos-de-alfabetizacao-e-a-dislexia/

Então, como diagnosticar a dislexia?

Diagnóstico

Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes que seja feito um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, mas não confirmam a dislexia. Os mesmos sintomas podem indicar outras síndromes neurológicas ou comportamentais.
Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve-se procurar ajuda especializada.
Uma equipe multidisciplinar formada por: Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista, Otorrinolaringologista e outros, conforme o caso.A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. É o que chamamos de AVALIAÇÃO DIFERENCIAL MULTIDISCIPLINAR.

PORQUÊ.... SOMOS DIS !??

PORQUÊ.... SOMOS DIS !??

COMO É A VIDA DE UMA PESSOA COM DIS...

PORQUÊ, SOMOS DIS !!!

Saiba , que entendo muito bem , quando vc fala (mal sabem eles o que tenho de fazer para chegar ate onde cheguei.... ´´e horrivel para mim. Agora vou ter que enfrentar um exame da ordem. Nao sei se mostro que sou dislexica ou nao para fazer a prova. Tenho que decidir, gostaria que vcs me orientasse o que devo fazer) vou te dar varias razões, para você não esconder que é dislexica, e outras tantas mais para você se cuidar e se respeitar em quanto há tempo. Seja quem você realmente é !!! Não seja preconceituosa com você mesma , como eu fui, por pura falta de conhecimento , coisa que você já tem.
e o mais importante ...tem a conciência dos seus direitos como cidadã. O meu conselho é: exerçar seus direitos e cumpra seus deveres, como ser pensante e atuante na nossa sociedade.

como vc sabe , também sou dislexica, mas só tive conciência do que estava acontecendo comigo, depois que ...já tinha meu emocional todo comprometido.
E mesmo assim , tive que passsar por mentirosa, pois já havia passado em um concurso publico, atuava como professora alfabetizadora e estava fazendo uma graduação em pedagogia. E te digo ...só eu e deus, sabia o que eu escondia !!!
Vivi toda minha vida com medo, e com vergunha , quando alguèm percebia meus erros ortograficos ,minha total incapacidade de escrever ao mesmo tempo que outra pessoa falava, não consiguia anotar as informações.
Com tudo isto, fui desfaçando para conseguir viver neste mundo letrado!!!
Até que minha mente e meu corpo , não suportou o estress!!! E tudo ficou encontrolavel, entrei em um processo de depressão, ansiedade e hiperatividade , altissimo.
Foi quando , fui em busca de ajuda medica. Sem saber o que eu escondia...os profissionais de saúde, se desdobraram em busca de explicações para o meu estado de saúde. Cada um chegou a um diagnostico conclusivo.
O psiquiatra, depressão e asiedade, que deveria ser trabalhada com terapia e medicação. A psicologa, hiperatividade causada por meu comportamento obcessivo de perfeição, e fata de confiança, deveria tentar me concentrar melhor no presente. O reumatologista, para ele eu estava com fibromialgia e outras coisas, causadas pelo estress, elevado, seria necessario procurar auternativas de relaxamento, e medicação. Fiz , hidroterapia, acupuntura, rpg , caminhada, cessão de relaxamento mental, com os psicologos, participei de programas para levantar minha auto-estima. Mais nada adiantava...tive outros sintomas, como gagueira, que foi trabalhado com a fonaldiologa. Labirintite, refluxo, que foram tratados por medicos da aréa, especialistas.
Depois tive problemas na visão, ai foi que tudo se entrelaçou, o oftalmologista , pedio um exame para descartar , adivinha o que?
Esclerose multipla....ai na resomância deu possitivo!!! E tudo levava a crer, neste diagnostico, quando se juntava tudo o que estava acontecendo com o meu corpo!!!
Pensa que acabou por ai!!?? Não! Tudo só estava recomeçando...
Mas paralelo a tudo isto, que vinha se passando, eu não parei de estudar, herá ponto de hora!!Para mim!! Fiquei de licença do trabalho , para tratamento, e ainda tive que enfrentar a doença da minha mãe que estava com o diagnostico de câncer. E meus filhos confusos e em plena adolecência. Eu estava completamente perdida!!!! Sem estrutura emocional, e sem controle cognitivo, esquecia as coisas , chorava muito,comecei a escrever e ler com muito mais dificuldades , já estava saindo da realidade, que me parecia um pesadelo!!
Mas, como uma boa dislexica, até então sem saber, não deixei de lutar contra o mundo. E quando estava fazendo minhas pesquisas para o trabalho do tcc, para conclusão do curso de graduação em pedagogia, sobre o tema que mais mim encomodava, os erros ortograficos em sala de aula e a visão do professor, quanto os problemas de aprendizagem. Por acaso, entrei no site da associação brasileira de dislexia, e quando estava lendo um depoimento de um dislexico adulto!!! O chão se abriu e o céu também...e as coisas foram tendo sentido, minha vida tava fazendo sentido. Eu estava diante , de uma explicação para a minha total "burrice"!!! Diante dos meus maiores medos, das minhas grandes vergunhas, das minhas piores dificuldades, e de tudo o que eu fazia questão de esconder, que erá a minha incompetência, diante do desafio de ler e escrever!!!
Mas o que eu julgava ter diante de me, toda solução para explicar todos as minhas angustias, sem fundamento , porquê , agora haveria uma razão. Senti meu esprírito leve, despreoculpado, pensei, agora não vou mais ter que mentir , tenho que revelar o meu maior segredo, e só atravez desta revelação serei liberta do medo, da vergunha, desta vida prisioneira da culpa de ser o que eu herá!!!
Bem , caros colegas, as coisas não foram, e não são tão faceis deste jeito que pensei...todos os profissionais de saúde que estavam , cuidando do meu equilibrio, duvidaram da minha verdade. Passaram a olhar , para me, como se eu estevesse, louca...e se perguntavam!!???
E questionavam, como eu tinha dislexia e tinha chegado onde cheguei sem ajuda!!??? Como eu saberia ler e escrever !!??? Porquê, e como poderia ter escondido isto!!!?? Bem , as respostas para estas perguntas, só eu e deus sabe o que tive que fazer,e tive que reunir forças,buscar conhecimento para meus argumentos e levanta uma quantia em dinheiro, para ir até são paulo, o unico lugar , onde teria profissionais seguramente competêntes para fazer o diagnostico, porquê todos os outros se mostravam completamente impossibilitados para assinar um laudo fechado de um diagnostico sobre dislexia.
E neste exato momento , luto contra todos os mesmos, sentimentos e há todos os mesmos pré-conceitos. E tenho que usar os mesmos meios para continuar sobrevivendo. Mas com uma diferênça fundamental,hoje já não tenho tanta vergonha de escrever errado, entendi que isto não mim tira o direito de ser respeitada e que sou competente e capaz .
Imagina ser ...professora alfabetizadora, pedagoga e atualmente estou fazendo pós- de psicopedagogia. Se tenho dificuldades...claro!! Se vejo discriminação nos olhos de muitos ...simmm!!! Fui aposentada pelo governo do distrito federal, por razões óbvias, que já não tenho forças para questionar.

Mas o que mais importa é que dessidi ir á luta, por mim e por nós!!

Quero que todo disléxico assuma sua condição, não somos doentes para procurar há cura...devemos ir a procura do entendimento do nosso ser pensante e atuante , diante desta sociedade letrada e preconceituosa.

Abjncrção!
Elizabete aguiar.
Perfil profissional:
Profª Elizabete M. Rodrigues R. da R. Aguiar.
Graduada em Pedagogia – UNB.
Especialização em Psicopedagogia Reeducativas Clínica e Institucional –UniEvangelica
Especialista e Neuropedagogia e Psicanálise – FTB.
Dir. Adm. Adjunta da Associação de Psicopedagogia – ABPp- Seção BRASÍLIA.
Profª da Secretaria de Educação do Governo do Distrito Federal – GDF.
Consultoria e Assessoria em Psicoeducação.