abril 09, 2009

International Dyslexia Association (IDA)




Welcome! The International Dyslexia Association (IDA) is a non-profit organization dedicated to helping individuals with dyslexia, their families and the communities that support them.

Give a Gift to The International Dyslexia Association

The International Dyslexia Association is entering a new era - to provide more varied and essential services to millions of families who seek help for children and adults with dyslexia and language-based learning disabilities.

With your support, IDA can continue its mission by expanding programs and extending services even further to ensure that all individuals with learning disabilities have the opportunity to lead productive and fulfilling lives, and society benefits from the resource that is liberated.

Your contribution, no matter the size can have an immediate impact on fulfilling our mission:

FONTE DE PESQUISA:
http://www.interdys.org/index.htm

Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação


Projetos

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Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação
Inclusiva - SEESP/MEC

A APAD, mobilizada junto a AND, em 29 de outubro de 2007, elaborou um documento que sensibilizasse o Grupo de Trabalho da
SEESP/MEC, responsável pela elaboração do novo Plano Nacional de Educação quanto à Dislexia. O texto preliminar do Projeto da
SEESP/MEC encontra-se disponível no site http://portal.mec.gov.br/seesp .

Segue abaixo documento final encaminhado pela AND para a SEESP/MEC:

"AO GT DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

A Associação Nacional de Dislexia - AND, vem parabenizar a Secretaria de Educação Especial do MEC (SEESP/MEC), pela iniciativa
de atualizar o texto da Política Nacional de Educação Especial. Desejando colaborar dentro do prazo estabelecido a AND apresenta
os seguintes comentários:

1. Lamentamos não ter participado dos eventos nos quais foram debatidos os importantes temas que constam do documento,
embora a AND tenha promovido várias articulações com a SEESP/MEC, ao longo de 2006/07;

2. Igualmente sentimos falta de referências explícitas aos transtornos funcionais específicos, tais como: Dislexia, Disortografia,
Disgrafia, Discalculia, Transtorno de Atenção e Hiperatividade dentre outros;

3. Cumpre esclarecer que tais manifestações não fazem parte dos Transtornos Globais do Desenvolvimento mencionados, mais
de uma vez, no texto da nova Política;

4. O alunado com Transtornos Funcionais Específicos, descritos no DSM-IV e CID-10, ainda não está contemplado no texto
da Política Nacional de Educação Especial, provavelmente porque é baixa a visibilidade do problema na medida em que pode
ser confundido com outras manifestações de necessidades educacionais especiais.

5. Os altos índices de fracasso escolar, incluindo-se a evasão, provavelmente contém uma considerável população de alunos com
Transtornos Funcionais Específicos, que não constam das estatísticas educacionais. Evidência desta afirmativa é que tais alunos
não são mencionados no item 39 da versão preliminar do documento em análise.

A Associação Nacional de Dislexia- AND vem, portanto solicitar que os Transtornos Funcionais Específicos constem claramente
do texto definitivo da Política porque se manifestam em alunos, que igualmente apresentam necessidades educacionais especiais.
Estes alunos podem ser atendidos em classes regulares como já vem ocorrendo com sucesso, em outros países, desde que recebam
o apoio direcionado à especificidade do transtorno.

A AND coloca-se, mais uma vez, à disposição da SEESP/MEC, para oferecer subsídios ao item VI- Orientações ao Sistema e se
disponibiliza para qualquer tipo de ajuda que a SEESP/MEC julgar necessária."


Emenda Modificativa da Vereadora Andréa Gouvêa Vieira do PLANO
MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
Ciente quanto às dificuldades encontradas pelo disléxicos em sua escolaridade, a Vereadora Andréa Vieira ,enquanto autora da
emenda modificativa ao projeto de lei nº899/06, ouviu a APAD sobre a necessidade da atualização dos profissionais de educação
para o atendimento ao aluno com dislexia, além da inclusão das acomodações nos procedimentos pedagógicos.
ESTAMOS TRABALHANDO PARA ORGANIZAR O MATERIAL QUE SERÁ ENVIADO A VEREADORA!


Projeto de Lei nº 455/2007 do deputado Alessandro Molon

Dispõe sobre medidas para identificação e tratamento da dislexia na rede estadual de educação e dá outras providências. (veja o link abaixo)

http://www.alerj.rj.gov.br/processo3.htm


Projeto de Lei nº 616/2007 do deputado Alessandro Molon

Assegura a adaptação de provas e exames públicos às pessoas com necessidades especiais. (veja o link abaixo)

http://www.alerj.rj.gov.br/processo3.htm


Projeto para a Formação de um Grupo de Estudos com o MEC

PROPOSTA ENCAMINHADA AO MEC EM DEZEMBRO 2006:

SUBSÍDIOS: PARA A ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE AÇÃO PARA INCLUSÃO ESCOLAR DE DISLÉXICOS


Breve histórico da proposta

A proposta de criação de um Grupo de Trabalho, pela Secretaria de Educação Especial, do Ministério da Educação , é resultante
do consenso alcançado no 1º Encontro Nacional Sobre Dislexia na Política de Inclusão Escolar, ocorrido aos 16/09/2006, na
cidade do Rio de Janeiro, contando com a presença de representantes da SEESP/MEC -Secretaria de Educação Especial do
Ministério da Educação; APAD - Associação de Pais e Amigos de Portadores de Dislexia; AND – Associação Nacional de Dislexia;
entre outras instituições governamentais e não-governamentais, além de cerca de 120 pais e profissionais da educação.
Tal proposta, considerada da maior importância e urgência, devido à falta de esclarecimentos de como proceder nas escolas
com alunos disléxicos, justifica-se porque:

• A lei LDB 9.394/96 garante o atendimento às necessidades especiais de todos os estudantes matriculados na rede de
ensino. Como os alunos com dislexia têm necessidades especiais próprias, deverão estar nas redes de ensino e serem
reconhecidos como cidadãos merecedores das atenções especializadas para exercitar esses mesmos direitos;.

Objetivos

• Desenvolvimento de um plano de ações conjuntas entre o Estado e a Sociedade Civil Organizada, por meio de mecanismos
e instrumentos legais e operacionais, que assegurem a plena integração das pessoas com dislexia, garantindo-lhes acesso,
ingresso e permanência com sucesso na vida escolar.

• Contemplar com clareza e objetividade, em textos legais e em outros documentos normativos, as necessidades educacionais
de alunos com dislexia, entendida como transtorno funcional da linguagem que repercute na aprendizagem escolar;

• Garantir a efetividade dos programas de atendimento educacional especializado e inclusão escolar de alunos com dislexia,
independentemente de suas condições sócio-econômicas, idade ou raça.

• Instrumentalizar os educadores e o alunado de nível superior das áreas relacionadas à educação quanto ao conhecimento
da problemática enfrentada por disléxicos, favorecendo a identificação e encaminhamento para equipes multidisciplinares que
realizam o diagnóstico e posterior atendimento.

Reivindicações apresentadas pela APAD para garantia de sucesso escolar

1. Maior tempo para os exames escritos.

2. Aplicação de testes e provas orais a fim de compor a média final do educando.

3. Leitura e explicação dos testes escolares escritos.

4. Língua estrangeira não deve se constituir como uma limitação para a promoção do aluno à série seguinte.

5. Ortografia e erros ortográficos não devem ser considerados para efeito de aferição de notas escolares.

6. Aumento da letra nas provas dos disléxicos

7. Condições para que as crianças com aspectos preditivos de dislexia tenham acesso ao nível fonológico da palavra,
mediadas pela intervenção pedagógica.

8. Que o MEC lidere a elaboração de diretrizes para as questões relativas à garantia de direitos das pessoas disléxicas na
Política de Nacional de Educação Inclusiva.

Conclusões

Pessoas com necessidades especiais já vêm sendo atendidas em suas particularidades, sendo respeitadas em seus
direitos a atendimento escolar diferenciado e nesse sentido podemos concluir que pessoas com dislexia merecem ter
garantido os seus direitos de cidadania na vida escolar.
O que será que vem dificultando o processo de inclusão real dos alunos com dislexia na Política Nacional de Educação
Inclusiva? Acreditamos que a solução está ao nosso alcance.

Nos paises onde a dislexia já é reconhecida como um transtorno funcional de linguagem há legislação específica regulamentando
estes direitos. Pais de pessoas com dislexia não precisam mais pedir o favor de incluírem seus filhos nas escolas. Ao contrário,
as escolas afixam editais em seus quadros de aviso orientando os procedimentos a serem tomados por pessoas com
dislexia para a execução de provas em regimes especiais. São as escolas que alertam e garantem aos disléxicos os
direitos a serem atendidos em suas necessidades especiais.

O Brasil já chegou ao Futuro. Acreditamos que vontade política agregada a um bom nível de informação à sociedade e
formação de profissionais especializados, irá mudar para melhor o destino de significativa população com dislexia.

A efetiva inclusão escolar e social de pessoas com dislexia é tarefa do Estado e da sociedade civil e só uma real parceria
dessas instâncias trará resultados concretos para se atingir esse objetivo, razão pela qual a APAD e a AND se prontificaram
a participar do Grupo de Trabalho proposto.


Fonte de pesquisa:
http://www.apad-dislexia.org.br/projetos.shtml

abril 06, 2009

ESTUDOS

março 28, 2009

POR QUE É QUE ALGUMAS CRIANÇAS TÊM DIFICULDADES EM APRENDER A LER?


Como melhorar a Fluência leitora durante as férias de verão?
Diversos estudos mostram que as crianças tendem a diminuir as suas competências leitoras durante as férias de Verão. Harris Cooper, da Universidade de Duke, refere:
“Durante as férias de Verão as crianças perdem, em média, cerca de um mês, a nível das competências de leitura e de matemática.”

As aulas terminaram... não há trabalhos de casa... os dias são longos... os pais estão disponíveis...
Os dias de férias de Verão podem ser uma óptima oportunidade para os pais ajudarem os seus filhos a melhorar a fluência leitora e a aprenderem a desfrutar o prazer de ler.
As crianças que lêem durante as férias aumentam a sua fluência leitora, irão iniciar o novo ano com mais conhecimentos e - a enorme mais-valia - descobriram o prazer de ler.

1. POR QUE É IMPORTANTE TER UMA LEITURA FLUENTE?
"Torne o Treino da Fluência Leitora a prioridade Número 1", refere Sally Shaywltz, investigadora na
Universidade de Yale.
Porque a capacidade de lermos, tão fluentemente como falamos, permite-nos focalizar a atenção no significado e na compreensão do que lemos. Ler com fluência é crucial para a obtenção de bons resultados escolares, aumenta a motivação e investimento, valoriza a auto-estima e o autoconceito pessoal e escolar e tem repercussões importantes na carreira profissional.
Os resultados dos estudos da OCDE sobre literacia e sucesso escolar, colocam o nosso país nos últimos lugares. Recentemente, os resultados obtidos nos exames de Língua Portuguesa do 9.° ano vêm reavivar esta preocupante realidade.

O que fazer?
Como ultrapassar esta situação?

Só se aprende a ler lendo, e para alguns de nós, lendo muito, mesmo muito, até se conseguir atingir uma leitura fluente e compreensiva, isto é, sem atenção consciente e com o dispêndio mínimo de esforço.


2. POR QUE É QUE ALGUMAS CRIANÇAS TÊM DIFICULDADES EM APRENDER A LER?
Ao contrário da linguagem oral, a aprendizagem da leitura não acontece naturalmente, necessita de ser ensinada explicitamente.
A grande maioria das crianças aprende a ler sem grande esforço e com prazer. Outras, porém, revelam dificuldades inesperadas que se manifestam logo que têm que aprender a "juntar" as primeiras letras, outras ainda já tinham evidenciado dificuldades a nível
do desenvolvimento linguístico (linguagem tardia, "trapalhona", com trocas de fonemas).
Até há poucos anos a origem desta dificuldade era desconhecida. Era uma incapacidade invisível, um “miséno” que gerou mitos e preconceitos e deu origem a teorias explicativas e intervenções terapêuticas sem fundamentação científica (terapias baseadas em interpretações psicológicas, em dificuldades psicomotoras e de orientação espacial, em défices auditivos e visuais, lentes prismáticas, óculos e correcções de postura).
Os estudos realizados na última década, com as modernas tecnologias de imagem, permitiram “ver” o cérebro durante as actividades de leitura. Os resultados destes estudos permitiram elaborar uma definição de Dislexia e encontrar respostas a diversas questões.

“Dislexia é uma incapacidade específica de aprendizagem, de origem neurobiológica. É caracterizada por dificuldades na correcção e fluência na leitura de palavra, por baixa competência leitora e ortográfica. Estas dificuldades resultam de um Défice Fonológico inesperado, em relação às outras capacidades cognitivas e às condições educativas. Secundariamente podem surgir dificuldades de compreensão leitora, experiência de leitura reduzida que pode impedir o desenvolvimento do vocabulário e dos conhecimentos gerais.”

DISLEXIA COMO MELHORAR A FLUÊNCIA LEITORA DURANTE AS FÉRIAS DE VERÃO?


DISLEXIA COMO MELHORAR A FLUÊNCIA LEITORA DURANTE AS FÉRIAS DE VERÃO?

PAULA TELES I Psicóloga educacional e especialista em Dislexia


Diversos estudos mostram que
as crianças tendem a diminuir as suas competências leitoras durante as férias de Verão. Harris Cooper, da Universidade de Duke, refere: “Durante as férias de Verão as crianças perdem, em média, cerca de um mês, a nível das competências de leitura e de matemática.”
As aulas terminaram... não há trabalhos de casa... os dias são longos... os pais estão disponíveis...
Os dias de férias de Verão podem ser uma óptima oportunidade para os pais ajudarem os seus filhos a melhorar a fluência leitora e a aprenderem a desfrutar o prazer de ler.
As crianças que lêem durante as férias aumentam a sua fluência leitora, irão iniciar o novo ano com mais conhecimentos e - a enorme mais-valia - descobriram o prazer de ler.

1. POR QUE É IMPORTANTE TER UMA LEITURA FLUENTE?
"Torne o Treino da Fluência Leitora a prioridade Número 1", refere Sally Shaywltz, investigadora na
Universidade de Yale.
Porque a capacidade de lermos, tão fluentemente como falamos, permite- nos focalizar a atenção no significado e na compreensão do que lemos. Ler com fluência é crucial para a
obtenção de bons resultados escolares, aumenta a motivação e investimento, valoriza a auto-estima e o autoconceito pessoal e escolar e tem repercussões importantes na
carreira profissional.
Os resultados dos estudos da OCDE
sobre literacia e sucesso escolar, colocam o nosso país nos últimos


lugares. Recentemente, os resultados obtidos nos exames de Língua Portuguesa do 9.° ano vêm reavivar esta preocupante realidade.
O que fazer?
Como ultrapassar esta situação?
Só se aprende a ler lendo, e para alguns de nós, lendo muito, mesmo muito, até se conseguir atingir uma leltura fluente e compreensiva, isto é, sem atenção consciente e com o dispêndio mínimo de esforço.

2. POR QUE É QUE ALGUMAS CRIANÇAS TÊM DIFICULDADES EM APRENDER A LER?
Ao contrário da linguagem oral, a aprendizagem da leitura não acon tece naturalmente, necessita de ser ensinada explicitamente.
A grande maioria das crianças aprende a ler sem grande esforço e com prazer. Outras, porém, revelam dificuldades inesperadas que se manifestam logo que têm que aprender a "juntar" as primeiras letras, outras ainda já tinham evidenciado dificuldades a nível
do desenvolvimento linguístico (lingua- gem tardia, "trapalhona", com trocas de fonemas).
Até há poucos anos a origem desta dificuldade era desconhecida. Era uma incapacidade invisível, um “miséno” que gerou mitos e preconceitos e deu origem a teorias explicativas e intervenções terapêuticas sem fundamentação científica (terapías baseadas em interpretações psicológicas, em dificuldades psicomotoras e de orientação espacial, em défices auditivos e visuais, lentes prismáticas, óculos e


correcções de postura).
Os estudos realizados na última década, com as modernas tecnologias de imagem, permitiram “ver” o cérebro durante as actividades de leitura. Os resultados destes estudos permitiram elaborar uma definição de Dislexla e encontrar respostas a diversas questões.
“Dislexia é uma incapacidade específica de aprendizagem, de origem neurobiológica. É caracterizada por dificuldades na correcção e fluência na leitura de palavra, por baixa competência leitora e ortográfica. Estas difIculdades resultam de um Défice Fonológlco inesperado, em relação às outras capacidades cognitivas e às condições educativas. Secundariamente podem surgir dificuldades de compreensão leitora, experiência de leitura reduzida que pode impedir o desenvolvimento do vocabulário e dos conhecimentos gerais.”

3. QUAIS AS COMPETÊNCIAS NECESSÁRIAS PARA APRENDER A LER?
Para aprender a ler é necessário ter o conhecimento consciente de que a linguagem é formada por palavras, as palavras por sílabas, as sílabas por fonemas - Consciência Fonémica - e que as letras do alfabeto são a representação gráfica desses fonemas - Princípio Alfabético.
Para aprender a ler é ainda necessário saber juntar os diversos fonemas e sílabas - Fusão Fonémica e Silábica e saber encontrar a pronúncia correcta de cada palavra para aceder ao seu significado.


4. ACTIVIDADES PARA MELHORAR A FLUÊNCIA LEITORA
As actividades leitoras a realizar para melhorar a competência leitora deveriam ser precedidas de uma avaliação diagnóstica que avaliasse as competências cognilivas, leitoras
e psicoeducacionais.
Na ausência desta avaliação apresentarei dois conjuntos de actividades genéricas; um dirigido aos leitores que já lêem com alguma fluência, outro dirigido aos leitores iniciantes, que ainda fazem uma leitura hesitante, silabada, esforçada, isto é, aos que apresentam Perturbação
da Leitura - Dislexia.
Para que a implementação de um programa de desenvolvimento da Fluência Leitora tenha sucesso é imprescindível que os pais sintam essa necessidade a valorizem e transmitam aos seus filhos
os benefícios que irão usufruir
Nem sempre é fácil. É necessário que os país estejam motivados e adoptem uma atitude afectuosa, consistente
e determinada.
Numa fase inicial as crianças e
jovens podem negar-se a ler, invocarem mil e um pretextos para se libertarem duma tarefa cuja prática não foi estimulada. nem desenvolvida. Há ainda a ter em conta
a circunstância agravante das crianças que têm dificuldades específicas de processamento fonológico, para as quais o ler é efectivamente muito difícil e penoso.

4.1. Actividades para leitores que já lêem com alguma fluência
A leitura pode treinar-se através
de diversas actividades. Quase todas as situações do quotidiano se podem converter em oportunidades

Saiba mais


de leitura.
> Fazer um plano das actividades que se projectam realizar durante as férias, icluindo a leitura.
> Durante a viagem ler as indicações escritas ao longo do itinerário, às refeições ler as indicações escritas nos diversos alimentos, no restaurante ler a lista...
> Ler jornais e revistas e dialogar sobre os temas lidos (leitura silenciosa ou oral dependendo da competência leitora)
> Ir a uma livraria e dísponibilizar tempo para escolher os livros que correspondam aos seus interesses e nível de leitura. Uma boa opção consiste em escolher livros cujos excertos fazem parte do Livro de Língua Portuguesa do ano de escolaridade que irão frequentar. A antecipação dos conhecimentos sobre determmado tema favorece a motivação
e facilita a aprendizagem.
> Instituir o hábito da Leitura Recreativa Diária. Ler diariamente durante determinado período de tempo (a definir em função da necessidade individual). Esta prática pode ser realizada “a par”: a criança e pais lêem, em voz alta, alternadamente
cada parágrafo, página ou capítulo.
> Registar o título dos livros que forem lidos durante as férias.
> Medir a Velocidade Leitora, número de palavras lidas por minuto. Escolher dois ou três pequenos textos, repetir semanalmente a sua leitura. cronometrar o tempo de leitura e calcular a velocidade leitora.
> Registar num gráfico a evolução.
A monitorização dos progressos é um excelente meio de motivação, é um bom incentivo para continuar as actividades de leitura.
> Fazer leituras orais repetidas, qua-

tro leituras do mesmo parágrafo ou página, cronometrar e registar
os tempos. Esta prática permite constatar, com evidência, o aumento da velocidade e fluência leitora.

4.2. Actividades para leitores com Perturbação da Leitura e Escrita ou Dislexia
A Fusão Fonémica, a Fusão Silábica e a Fusão Silábica Sequencial são referidas por diversos investigadores como as competências com maior grau de dificuldade para o leitor iniciante
São competências cruciais na apren- dizagem da leitura, sendo a sua automatização uma condição indispensável à aquisição de uma leitura correcta, fluente e compreensiva.

TREINO DA FUSÃO FONÉMICA
> Leitura do livro – “Silabário, Treino da Fusão Fonémica” – Editora Distema®
> Exercícios de ortografia com as fusões fonémicas em que manifestar maiores dificuldades.

TREINO DA FUSÃO SILÁBICA E DA FUSÃO SILÁBICA SEQUENCIAL
> Leitura dos Livros “Leitura de Palavras e Frases”, “Treino da Fusão
Silábica” - Nível I, II, e III - Editora
Distema®
> Leitura Repetida dos textos do Livro de Língua Portuguesa, do seu ano de escolaridade, até conseguir uma leitura fluente.
> Iniciar as Leituras Recreativas, a par com livros que contenham textos pequenos e escritos com caracteres grandes. Aumentar gradualmente a complexidade linguística, aumentar
o tamanho dos textos e diminuir o tamanho dos grafernas.


Ameriçan Academy of Pedíatrics. Pediatrics: Learning Disabilities, Dyslexia, and Vision. A Subject Review Vol. 102, n.º 5 November, 1998.
Morais José. “A Arte de Ler, Psicologia Cognitiva da Leitura. O Ensino da Leitura”. Edições Cosmos, 1997.
Teles Paula. Dislexia. Como Identificar? Como Intervir? Revista Portuguesa de Clínica Geral. Vol. 20, n.º 5, 2004.
Shaywitz Sally. Overcoming Dyslexia. Published by Alfred A. Knopf, 2003.
Snowling Margaret. “Dislexia. Ajudando a Superar a Dislexia”. Livraria Santos Editora, Lda., 2001.
A determinação de se ser bem sucedido e a capacidade de resiliência são também características de outros atletas os do intelecto. Paula Teles, psicóloga educacional e especialista na área da Dislexia, é um desses casos. A médica, que se dedica à incapacidade na aprendizagem da leitura e escrita, criou um método que auxilia as crianças com a patologia a aprender a ler e a escrever mais rapidamente e com correcção. O extraordinário desta história é que a especialista teve de lutar contra a sua própria dislexia. “Não me recordo de ter tido dificuldades na aprendizagem das Ciências. Mas na escrita, sim. No meu quinto ano chumbei a Letras.” Já depois ele forrnada no Magistério Primário, viajou até Inglaterra, onde recolheu o maior número de informaçáo possível sobre Dislexia.
DE PACIENTE A MÉDICA
Em Portugal, envolveu-se na área da Psicologia Educacional e hoje tem um consultório onde recebe inúmeros casos por dia, de miúdos a graúdos. Paula Teles garante que, à semelhança de outras crianças, o facto de ter ultrapassado tão grande obstáculo quando era jovem tem permitido que encare as dificuldades com grande optimismo: “Aumentou a minha capacidade de resiliência. Tíve de criar estratégias para ultrapassar o rneu problema”. O mesmo acontece com as crianas que tem auxiliado ao longo dos anos. A dificuldade na leitura e escnta levou-as a sentirem-se frustradas. Abortam as expectativas dos pais, familiares, professores – e as suas próprias. “São consideradas distraídas, preguiçosas ou burras. Começam a diminuir o seu auto-conceito.” O método "Distema", criado pela especialista, permite a aprendizagem e melhora a ideia de competência que estes pequenos pacientes têrn de si. Como bem dizia o irlandês Oscar Wilde “Amar a si próprio é o começo de um romance de longa vida”
Livro
Método fonomímico
Foi publicado recentemente, pela editora Distema, o Método Fonomímico de Paula Teles, destinado a crianças com dislexia. Trata-se da mais importante obra publicada no nosso país na área das dificuldades de aprendizagem da leitura.
Para mais informações: paula.teles@netcabo.pt
FONTE DE PESQUISA:
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.clinicadislexia.com/images/simbdizem.gif&imgrefurl=http://www.clinicadislexia.com/textos.asp%3Ftipo%3Dprodutos&usg=__SDKg9cdJX-qShxTNrCuczyvbgMg=&h=118&w=158&sz=7&hl=pt-BR&start=10&tbnid=tFeXHZurXa3kTM:&tbnh=72&tbnw=97&prev=/images%3Fq%3DABECED%25C3%2581RIO%2BE%2BSILAB%25C3%2581RIO%26gbv%3D2%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG

LIVRO: ABECEDÁRIO E SILABÁRIO


Prefácio de ...
Arlette Verhaeghe
Professora Associada da FPCE - UL

"Hoje em dia, tornou-se trivial afirmar a importância da leitura e da escrita não só em termos individuais, pelas suas repercussões em diversas áreas de aprendizagem e pela oportunidade de alargar horizontes, como a nível da sociedade e do seu desenvolvimento. Menos trivial é o esforço realizado para permitir o sucesso na tarefa de ensinar a leitura e a escrita junto de um maior número possível de crianças.
O presente volume faz parte de um conjunto de livros em que Paula Teles apresenta o seu método - MÉTODO FONOMÍMICO Paula Teles - e disponibiliza materiais didácticos para um ensino eficaz da leitura. Trata-se de uma partilha de saberes e de ferramentas, dirigidos a professores, psicólogos, pais e todos os que se confrontam com a problemática das dificuldades nesta área de aprendizagem.
O interesse e o valor das actividades e exercícios elaborados pela autora assentam no estudo rigoroso dos dados relevantes da investigação psicolinguística, assim como na experiência alcançada pelo ensino de crianças que principiam a sua aprendizagem da leitura e, em especial, pelo acompanhamento de crianças para as quais as dificuldades manifestadas representam obstáculos dificilmente transponíveis sem uma intervenção pedagógica adequada.
... tem sido amplamente reconhecida a importância da escolha de um método de ensino da leitura que privilegia, na fase inicial de aprendizagem, o estudo sistemático e explícito do código escrito, não só para as crianças com um percurso normal de desenvolvimento, mas também, e sobretudo, para as crianças com dificuldades específicas nesta área de aprendizagem.
...é dada ênfase ao Princípio Alfabético tomando em conta o necessário desenvolvimento da Consciência Fonológica, e em particular da Consciência Silábica e Fonémica. O ensino das Correspondências entre Grafemas e Fonemas é reforçado recorrendo ao treino de Fusão Fonémica, operação fundamental da leitura.
Outro aspecto do treino que é importante realçar é a atenção dada à automatização. O treino intensivo de Leitura Sequencial de Sílabas visa o estabelecimento de uma descodificação rápida e automática das palavras escritas.
Actualmente é reconhecida a importância da automatização deste mecanismo de descodificação, porque permite libertar os recursos de atenção que podem assim ser orientados para os processos de tratamento sintáctico e semântico fundamentais para compreender o que é lido.
Contrariamente ao que por vezes se diz, um método de aprendizagem da leitura que, numa fase inicial, enfatiza competências ligadas à descodificação de palavras, não se desvia do objectivo principal da leitura que é a compreensão do texto escrito. Antes, cria as bases que vão permitir atingir este objectivo.
Um último aspecto que gostaria de salientar prende-se com o facto de que o treino sistematizado e persistente reforça a valorização do empenho da criança tornando visíveis os resultados do seu esforço. Não é assim descurada a motivação da criança no seu processo de aprendizagem o que lhe abre a possibilidade de tomar consciência, e de compreender, o seu papel activo na construção do seu conhecimento.
Pelas razões invocadas, é de louvar este contributo relevante, e significativo, no panorama das práticas educativas no domínio da aprendizagem da leitura e da escrita em Português Europeu."

FONTE DE PESQUISA:
http://www.psicosoma.pt/livraria?page=shop.product_details&flypage=flypage.tpl&product_id=1553&category_id=64

Software brasileiro melhora percepção auditiva em crianças com dislexia


27 de março de 2009


Software brasileiro melhora percepção auditiva em crianças com dislexia

Um software desenvolvido na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) deve ajudar a tratar problemas de percepção auditiva em crianças com dislexia. O trabalho é fruto da tese de doutorado da fonoaudióloga Cristina Ferraz Borges Murphy. O objetivo do programa é melhorar a capacidade de processar rapidamente estímulos sonoros, habilidade tecnicamente conhecida como processamento temporal auditivo (PTA).

A dislexia é um transtorno de aprendizagem caracterizado principalmente pela dificuldade para aprender a ler e escrever, mas que pode estar relacionado com problemas de percepção auditiva. A fonoaudióloga cita como exemplo o caso das consoantes, que são estímulos mais rápidos que as vogais e “requerem um processamento temporal auditivo íntegro para que possam ser discriminadas”.

A partir de um software americano, foram desenvolvidos dois jogos de computador (um não-verbal e um verbal) para o treinamento auditivo. O jogo não-verbal visava principalmente estimular a percepção e diferenciação de sons agudos e graves. Já o jogo verbal tinha como objetivo a diferenciação de sílabas, especialmente em consoantes de som parecido, como “p” e “b” ou “v” e “f”. Neste caso, houve uma expansão do tempo de produção deste som, a chamada “fala expandida” para facilitar o processo de discriminação.

A pesquisa se dividiu em duas etapas. Na primeira, as 40 crianças disléxicas selecionadas foram separadas em dois grupos: um deles praticava os jogos quase diariamente (durante dois meses), além de ser submetido à terapia fonoaudiológica; o outro participou apenas da terapia. As crianças do primeiro grupo passaram por testes de leitura e percepção auditiva antes e depois do contato com o programa. Na etapa seguinte, as crianças que não tiveram contato com o jogo na fase anterior tiveram a possibilidade de utilizar o software durante dois meses.

Testes semelhantes foram realizados. No caso da habilidade de leitura, não houve alteração significativa entre os resultados pré e pós-treinamento. Já em relação ao processamento temporal auditivo, as diferenças foram bastante relevantes. Houve melhora na habilidade de diferenciar e ordenar sons agudos e graves (o que os pesquisadores chamam de período de freqüência) e graves e na capacidade de distinguir e ordenar sons longos e curtos (período de duração).

Segundo a autora, a principal função do software nesse momento é treinar o PTA, mas futuros aprimoramentos podem estender sua aplicação a problemas de discriminação da fala, auxiliando pessoas com dificuldades de pronunciar determinados fonemas ou que confundem certas letras. A pesquisa, que contou com o apoio da Associação Brasileira de Dislexia (ABD) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), é candidata ao prêmio anual da Academia Americana de Audiologia, cujo vencedor será conhecido em abril em Dallas, Estados Unidos. (Com informações da Agência USP de Notícias)




FONTE DE PESQUISA:
http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/software_brasileiro_melhora_percepcao_auditiva_em_criancas_com_dislexia.html

março 26, 2009

Então, como diagnosticar a dislexia?

Diagnóstico

Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes que seja feito um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, mas não confirmam a dislexia. Os mesmos sintomas podem indicar outras síndromes neurológicas ou comportamentais.
Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve-se procurar ajuda especializada.
Uma equipe multidisciplinar formada por: Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista, Otorrinolaringologista e outros, conforme o caso.A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. É o que chamamos de AVALIAÇÃO DIFERENCIAL MULTIDISCIPLINAR.

PORQUÊ.... SOMOS DIS !??

PORQUÊ.... SOMOS DIS !??

COMO É A VIDA DE UMA PESSOA COM DIS...

PORQUÊ, SOMOS DIS !!!

Saiba , que entendo muito bem , quando vc fala (mal sabem eles o que tenho de fazer para chegar ate onde cheguei.... ´´e horrivel para mim. Agora vou ter que enfrentar um exame da ordem. Nao sei se mostro que sou dislexica ou nao para fazer a prova. Tenho que decidir, gostaria que vcs me orientasse o que devo fazer) vou te dar varias razões, para você não esconder que é dislexica, e outras tantas mais para você se cuidar e se respeitar em quanto há tempo. Seja quem você realmente é !!! Não seja preconceituosa com você mesma , como eu fui, por pura falta de conhecimento , coisa que você já tem.
e o mais importante ...tem a conciência dos seus direitos como cidadã. O meu conselho é: exerçar seus direitos e cumpra seus deveres, como ser pensante e atuante na nossa sociedade.

como vc sabe , também sou dislexica, mas só tive conciência do que estava acontecendo comigo, depois que ...já tinha meu emocional todo comprometido.
E mesmo assim , tive que passsar por mentirosa, pois já havia passado em um concurso publico, atuava como professora alfabetizadora e estava fazendo uma graduação em pedagogia. E te digo ...só eu e deus, sabia o que eu escondia !!!
Vivi toda minha vida com medo, e com vergunha , quando alguèm percebia meus erros ortograficos ,minha total incapacidade de escrever ao mesmo tempo que outra pessoa falava, não consiguia anotar as informações.
Com tudo isto, fui desfaçando para conseguir viver neste mundo letrado!!!
Até que minha mente e meu corpo , não suportou o estress!!! E tudo ficou encontrolavel, entrei em um processo de depressão, ansiedade e hiperatividade , altissimo.
Foi quando , fui em busca de ajuda medica. Sem saber o que eu escondia...os profissionais de saúde, se desdobraram em busca de explicações para o meu estado de saúde. Cada um chegou a um diagnostico conclusivo.
O psiquiatra, depressão e asiedade, que deveria ser trabalhada com terapia e medicação. A psicologa, hiperatividade causada por meu comportamento obcessivo de perfeição, e fata de confiança, deveria tentar me concentrar melhor no presente. O reumatologista, para ele eu estava com fibromialgia e outras coisas, causadas pelo estress, elevado, seria necessario procurar auternativas de relaxamento, e medicação. Fiz , hidroterapia, acupuntura, rpg , caminhada, cessão de relaxamento mental, com os psicologos, participei de programas para levantar minha auto-estima. Mais nada adiantava...tive outros sintomas, como gagueira, que foi trabalhado com a fonaldiologa. Labirintite, refluxo, que foram tratados por medicos da aréa, especialistas.
Depois tive problemas na visão, ai foi que tudo se entrelaçou, o oftalmologista , pedio um exame para descartar , adivinha o que?
Esclerose multipla....ai na resomância deu possitivo!!! E tudo levava a crer, neste diagnostico, quando se juntava tudo o que estava acontecendo com o meu corpo!!!
Pensa que acabou por ai!!?? Não! Tudo só estava recomeçando...
Mas paralelo a tudo isto, que vinha se passando, eu não parei de estudar, herá ponto de hora!!Para mim!! Fiquei de licença do trabalho , para tratamento, e ainda tive que enfrentar a doença da minha mãe que estava com o diagnostico de câncer. E meus filhos confusos e em plena adolecência. Eu estava completamente perdida!!!! Sem estrutura emocional, e sem controle cognitivo, esquecia as coisas , chorava muito,comecei a escrever e ler com muito mais dificuldades , já estava saindo da realidade, que me parecia um pesadelo!!
Mas, como uma boa dislexica, até então sem saber, não deixei de lutar contra o mundo. E quando estava fazendo minhas pesquisas para o trabalho do tcc, para conclusão do curso de graduação em pedagogia, sobre o tema que mais mim encomodava, os erros ortograficos em sala de aula e a visão do professor, quanto os problemas de aprendizagem. Por acaso, entrei no site da associação brasileira de dislexia, e quando estava lendo um depoimento de um dislexico adulto!!! O chão se abriu e o céu também...e as coisas foram tendo sentido, minha vida tava fazendo sentido. Eu estava diante , de uma explicação para a minha total "burrice"!!! Diante dos meus maiores medos, das minhas grandes vergunhas, das minhas piores dificuldades, e de tudo o que eu fazia questão de esconder, que erá a minha incompetência, diante do desafio de ler e escrever!!!
Mas o que eu julgava ter diante de me, toda solução para explicar todos as minhas angustias, sem fundamento , porquê , agora haveria uma razão. Senti meu esprírito leve, despreoculpado, pensei, agora não vou mais ter que mentir , tenho que revelar o meu maior segredo, e só atravez desta revelação serei liberta do medo, da vergunha, desta vida prisioneira da culpa de ser o que eu herá!!!
Bem , caros colegas, as coisas não foram, e não são tão faceis deste jeito que pensei...todos os profissionais de saúde que estavam , cuidando do meu equilibrio, duvidaram da minha verdade. Passaram a olhar , para me, como se eu estevesse, louca...e se perguntavam!!???
E questionavam, como eu tinha dislexia e tinha chegado onde cheguei sem ajuda!!??? Como eu saberia ler e escrever !!??? Porquê, e como poderia ter escondido isto!!!?? Bem , as respostas para estas perguntas, só eu e deus sabe o que tive que fazer,e tive que reunir forças,buscar conhecimento para meus argumentos e levanta uma quantia em dinheiro, para ir até são paulo, o unico lugar , onde teria profissionais seguramente competêntes para fazer o diagnostico, porquê todos os outros se mostravam completamente impossibilitados para assinar um laudo fechado de um diagnostico sobre dislexia.
E neste exato momento , luto contra todos os mesmos, sentimentos e há todos os mesmos pré-conceitos. E tenho que usar os mesmos meios para continuar sobrevivendo. Mas com uma diferênça fundamental,hoje já não tenho tanta vergonha de escrever errado, entendi que isto não mim tira o direito de ser respeitada e que sou competente e capaz .
Imagina ser ...professora alfabetizadora, pedagoga e atualmente estou fazendo pós- de psicopedagogia. Se tenho dificuldades...claro!! Se vejo discriminação nos olhos de muitos ...simmm!!! Fui aposentada pelo governo do distrito federal, por razões óbvias, que já não tenho forças para questionar.

Mas o que mais importa é que dessidi ir á luta, por mim e por nós!!

Quero que todo disléxico assuma sua condição, não somos doentes para procurar há cura...devemos ir a procura do entendimento do nosso ser pensante e atuante , diante desta sociedade letrada e preconceituosa.

Abjncrção!
Elizabete aguiar.
Perfil profissional:
Profª Elizabete M. Rodrigues R. da R. Aguiar.
Graduada em Pedagogia – UNB.
Especialização em Psicopedagogia Reeducativas Clínica e Institucional –UniEvangelica
Especialista e Neuropedagogia e Psicanálise – FTB.
Dir. Adm. Adjunta da Associação de Psicopedagogia – ABPp- Seção BRASÍLIA.
Profª da Secretaria de Educação do Governo do Distrito Federal – GDF.
Consultoria e Assessoria em Psicoeducação.