junho 10, 2010

Clinica da Dislexia Dra. Paula Teles






Dra. Paula Teles, para intervir directamente com os casos de Dislexia, através da aplicação do seu Método Fonomimico, método de Apoio Especializado em casos onde sejam diagnosticadas dificuldades de leitura e escrita - Dislexia.






Realizamos avaliações especificas (cognitivas e psicopedagógicas) para estes casos, propondo uma intervenção multissensorial, baseada na utilização do método desenvolvido pela Dra. Paula Teles uma especialista conceituada a nível nacional e internacional nas areas de avaliação e intervenção em casos de Dislexia







O diagnóstico e intervenção é realizado tendo em conta as seguintes fases:



Avaliação e Diagnóstico (aplicação de testes especificos)

Elaboração de um relatório psicopedagógico

Intervenção específica nas dificuldades diagnosticadas, recorrendo ao Método Distema, elaborado pela Dra. Paula Teles.

A avaliação e acompanhamento é realizado por duas técnicas, com orientação/supervisão da Dra. Paula Teles:

Dislexia: Teoria e Intervenção

Formadora: Dr.ª Patrícia Dias - Psicóloga Educacional




O Agrupamento de Escolas de Cantanhede e o Agrupamento de Escolas Finisterra vão promover o seminário "Dislexia: Teoria e Intervenção".


O seminário realiza-se no dia 13 de Julho de 2010, na Biblioteca Municipal de Cantanhede. Será dinamizado pela Dr.ª Paula Teles, Psicóloga Educacional -Especialista em Dislexia.

A inscrição é gratuita e destina-se a docentes da Educação Especial, dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos, Educadores, Psicólogos e outros.

Objectivos:

- Apresentar uma revisão dos resultados das recentes investigações científicas sobre Dislexia.

- Apresentar os fundamentos teóricos, os princípios de intervenção e os materiais do MÉTODO FONOMÍMICO Paula Teles.

- Habilitar para a implementação do método em situações de reeducação.

Cartaz do seminário

Folheto do seminário

Ficha de inscrição

Publicada por JAS em 11:03

Etiquetas: Dislexia, Formação

A dislexia com ênfase na matemática



A dislexia com ênfase na matemática


09/06/2010


No dia 3 de julho a ABD - Associação Brasileira de Dislexia, em São Paulo, oferece a Oficina para Distúrbios de Aprendizagem e Dislexia com ênfase em Matemática. A oficina oferece ao educador, meios de intervir no aprendizado de alunos com distúrbios de aprendizagem e dislexia.



É destinada a profissionais formados e/ou estudantes nas áreas de Pedagogia, Psicopedagogia, Fonoaudiologia e professores do Ensino Fundamental I e II, do Ensino Médio e educadores em geral. Os participantes receberão o Certificado de Participação, chancelado pela Associação Brasileira de Dislexia - ABD.



A oficina, com 3 horas de duração, será ministrada pela psicopedagoga da ABD, Valéria de Andrade Cozzolino, e as inscrições podem ser feitas pelo site www.dislexia.org.br ou Tels/Fax (0**11) 3258-7568 / 3237-0809 / 3231-3296/ comunica@dislexia.org.br









Fonte:CGC

Especialistas interpretam o mundo de quem convive com a dislexia, o transtorno que atinge cerca de 15 milhões brasileiros



Márcia Neri




Publicação: 09/06/2010 23:02



Desde os 4 anos de idade, o pequeno Kenzo Lima, hoje com 10, apresentava algumas dificuldades que preocupavam sua família. A fala do menino era confusa e quando ele ingressou na escola não conseguia identificar as letras. O servidor público Hiroshi Plácido, 39 anos, teve a certeza de que algo realmente estava errado quando notou que o filho se isolava cada dia mais. “Ele também não tinha êxito na escrita e passou a evitar a escola, chorava e pedia para não ir. Buscamos ajuda especializada para entender o que se passava. O diagnóstico não deixou dúvida: Kenzo sofria de dislexia. Foi um grande susto porque não sabíamos do que se tratava e não tínhamos a mínima ideia de como ajudá-lo a superar os entraves que atrapalhavam seu desenvolvimento”, relata Hiroshi.
 
 
A dislexia é uma dificuldade na leitura, escrita e soletração de palavras, frases e textos que pode comprometer seriamente a evolução escolar de crianças acometidas pelo distúrbio (veja infografia). Normalmente, o disléxico tem atraso na aquisição da linguagem, é propenso a trocar letras na hora de falar, apresenta dificuldades em assimilar as cores, números em sequência e memorização de músicas. A aversão a livros e a tudo relacionado à escrita é inevitável, pois, para os disléxicos, essa representação da linguagem nada mais é do que uma grande sopa de letrinhas.




A fonoaudióloga Alice Sumihara explica que o transtorno pode ser diagnosticado somente depois da alfabetização. Para confirmar um caso de dislexia é preciso uma investigação criteriosa realizada por uma equipe multidiciplinar composta por psicólogo, psicopedagogo e fonoaudiólogo. O diagnóstico é fechado depois da exclusão de outros fatores, como deficit intelectual, disfunções ou deficiências auditivas e visuais, lesões cerebrais congênitas ou adquiridas e desordens afetivas anteriores ao processo de fracasso escolar. No Brasil existem, em média, 15 milhões de crianças e jovens com dislexia.
 
 
Não existe um padrão, mas as vítimas desse distúrbio geralmente são excelentes em artes plásticas, música, matemática. O nível de inteligência é, no mínimo, na mesma média apresentada pela população em geral. “Albert Einstein, físico alemão que propôs a teoria da relatividade e conquistou o Prêmio Nobel de Física em 1921, era disléxico. Em anos de experiência, nunca avaliei um disléxico que não tivesse uma inteligência superior”, garante Alice Sumihara, que também é psicóloga.




Autoestima

A dislexia pode variar de leve à severa. “Em casos raros, a pessoa jamais conseguirá ser alfabetizada. Já nas situações em que ela se apresenta de forma moderada ou leve, desde que acompanhados e tratados, os disléxicos conseguem desenvolver mecanismos para driblar as dificuldades e levar uma vida acadêmica normal. Muitos se formam e são profissionais extremamente bem-sucedidos”, garante.



Ao tomar conhecimento dos sintomas da dislexia no filho, Hiroshi viu um filme passar em sua cabeça. “Percebi que Kenzo, em um grau mais severo, apresentava as mesmas dificuldades que eu tive quando criança. Passei maus bocados porque não conseguia ler, entender e interpretar textos. Com os números, sempre me dei muito bem, mas era tachado de atrasado porque não conseguia acompanhar a turma nas outras disciplinas”, relata. As dificuldades foram superadas pela persistência. Hiroshi acabou desenvolvendo habilidades para se adaptar ao transtorno e o ensino médio foi feito com menos traumas.



No entanto, independentemente do grau em que se apresenta, a dislexia sempre abala a criança psicologicamente. “É tudo muito confuso para a vítima desse transtorno. Os disléxicos têm baixa autoestima, julgam que são incapazes e fogem de tudo relacionado à escrita. Ao mesmo tempo, eles desenvolvem outras habilidades muito bem e entram em conflito por conta disso”, explica a psicóloga infantil Vânia Jughartha Bonna.
 
FONTE DE PESQUISA: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/06/09/+

junho 09, 2010

Dislexia, ortografía e iniciación lectora



Dislexia, ortografía e iniciación lectora


Manuel Sanjuán Nájera, Marta Sanjuán Álvarez

La dislexia es un trastorno grave que altera la vida de las personas que la padecen y de los que conviven con ellos.



Para remediarla se han seguido dos vías complementarias: un tratamiento clínico y uno pedagógico. El primero es, en general, complejo, caro y en muchos casos de resultado dudoso. El pedagógico se ha centrado, fundamentalmente, en ejercicios repetitivos de tipo gráfico y sonoro que, además de insuficientes, abruman a los disléxicos y les aburren. Aquí presentamos un enfoque diferente, con estímulos y ejercicios multifacéticos, apoyados en los siguientes materiales:



1. Un libro guía, con abundantes orto-dibujos y una amplia relación de ejercicios y actividades, basados en la visión de palabras y dibujos.



2. Un CD-ROM con más de 400 orto-dibujos, a los que acompañan el sonido de la palabra correspondiente, que puede ser oída completa o por sílabas aisladas. La asociación de dibujo y palabra ayuda de modo muy eficaz a facilitar la lectura, incluso de vocablos largos o complejos. Tiene 132 ejercicios en los que los dibujos pueden verse fijos o en movimiento, además de oírse sus palabras.

Ver los dibujos y oír el sonido de veterinario, burbujas o extravagantes ayuda a enfrentarse con vocablos que, en los métodos habituales eran casi insalvables.



3. Una caja de tocar con una cortinilla en la que los niños meten sus manos para identificar a ciegas letras, objetos o estructuras y esquemas espaciales.



4. Un abecedario con letras en relieve que permiten discriminar al tacto letras dudosas: b, p, t; q, g; n, u, así como sílabas que provocan confusiones: pra, par, las, sal.



5. Tarjetas de memoria ortográfica. Son 72 parejas de cartulinas, una con dibujo y palabra montada, otra con el dibujo sin palabra. Con estas tarjetas se pueden hacer ejercicios de percepción espacial, identificación de formas, invención de frases o breves historietas, etc.



6. Barajas ortográficas. Cada carta tiene un dibujo y su correspondiente vocablo. Muy útiles para ejercicios de asociación, percepción veloz y otros.



7. Un diccionario ortográfico ideovisual. Tiene 1.236 vocablos, apoyados en dibujos. El material más eficaz para fijar la ortografía correcta de más de 3.200 palabras con letras dudosas.





Contenido

lote completo



Editorial: Yalde

maio 15, 2010

O que é Etimologicamente DISLEXIA?





Etimologicamente, a palavra “Dislexia” é composta pelos radicais “dis”, que se refere a uma ideia de difícil e “lexia”, que significa palavra. No seu sentido literal, o termo refere-se, portanto, a dificuldades na aprendizagem da palavra (Montenegro, 1974). Nos últimos anos, o conceito tornou-se mais específico, designando uma síndrome determinada, que se manifesta em dificuldades de distinção ou memorização de letras ou grupos de letras e problemas de ordenação, de ritmo e de estruturação das frases (Torres e Fernandéz, 2001).

Nos anos 70, a Dislexia era considerada uma doença social grave, que afectava um elevado número de alunos, considerados “pacientes”, como podemos constatar através das palavras de Montenegro (1974). “As percentagens de escolares afectados pela Dislexia e pela disortografia são verdadeiramente notórias para que o fenómeno deixe de constituir um grave problema para os próprios pacientes, os pais, os mestres, os especialistas” (pág. 6).


Nos dias de hoje
Nos dias de hoje, as dificuldades de leitura e escrita continuam a constituir um dos principais obstáculos que surgem ao longo da escolarização, na medida em que, além da dificuldade na aquisição da leitura ou escrita em si, causam dificuldades em outras áreas de aprendizagem, condicionando todo o percurso escolar do aluno. As dificuldades de aprendizagem da leitura e da escrita podem ser consideradas como dificuldades que se manifestam na aquisição de competências básicas, sobretudo na fase de descodificação, as quais se mantêm posteriormente na fase de compreensão e interpretação de textos (Rebelo, 1993).


Rebelo (1993) divide os problemas na aprendizagem da leitura e escrita em dois tipos: gerais e específicos. Os primeiros resultam de factores exteriores ao indivíduo ou a ele inerentes, no caso de se tratar de uma deficiência. Os factores extrínsecos podem envolver situações adversas à aprendizagem normal, como o edifício escolar, organização, pedagogia e didáctica deficientes, abandono escolar, relações familiares e sociais perturbadas ou meio sócio-económico e cultural desfavorecido. Os factores inerentes ao indivíduo referem-se à presença de uma ou mais deficiências declaradas. Tendo em conta a referência a aspectos como a presença de uma deficiência ou o meio social e cultural desfavorecido, este tipo de problemas não poderia ser incluído na categoria das Dificuldades de Aprendizagem, na medida em que estas excluem, por definição, estes factores causais.


Os problemas específicos de aprendizagem da leitura e escrita situam-se, segundo o autor, ao nível cognitivo e neurológico não existindo para os mesmos, explicação evidente. Este défice era associado, inicialmente, a uma perturbação neurológica provocada por um traumatismo adquirido, com afectação do cérebro. À medida que a investigação na área se desenvolveu, a etiologia da Dislexia tornou-se mais esclarecedora, nomeadamente no sentido em que se constatou que esta surgia também em indivíduos com uma inteligência normal, sem problemas neurológicos ou físicos evidentes. Além disso, não apresentavam problemas emocionais ou sociais e não provinham de meios sócio-económicos e culturais desfavorecidos (Torres e Fernandéz, 2001). Assim, quando o indivíduo, apesar de reunir condições favoráveis para a aprendizagem da leitura, manifesta inesperadas dificuldades, então apresenta dificuldades específicas de leitura (Citoler, 1996 cit. in Cruz, 1999).


Existem várias expressões semelhantes para definir as dificuldades específicas de leitura, mas o termo tradicionalmente mais utilizado é o de Dislexia (Rebelo, 1993). A Federação Mundial de Neurologia define-a como “a dificuldade na aprendizagem da leitura, independentemente da instrução convencional, adequada inteligência e oportunidade sociocultural. Depende, portanto, fundamentalmente, de dificuldades cognitivas, que são frequentemente de origem constitucional” (1968, cit. in Fonseca, 1999, pág. 290).

Nesta perspectiva, a Dislexia é considerada uma perturbação da linguagem que se manifesta na dificuldade de aprendizagem da leitura e da escrita, em consequência de atrasos de maturação que afectam o estabelecimento das relações espácio-temporais, a área motora, a capacidade de discriminação perceptivo-visual, os processos simbólicos, a atenção e a capacidade numérica e/ou a competência social e pessoal, em sujeitos que apresentam um desenvolvimento adequado para a idade e aptidões intelectuais normais (Torres e Fernandéz, 2001).

Segundo as mesmas autoras, esta concepção de Dislexia como um atraso específico de maturação, permite que a mesma seja entendida como uma perturbação evolutiva e não patológica, o que apresenta consideráveis vantagens no domínio da avaliação e da intervenção, nomeadamente permitindo a identificação de diferentes tipos de Dislexia.


Características

A partir dos inúmeros estudos realizados ao longo do tempo, é possível identificar um conjunto de características atribuídas às crianças e jovens com Dislexia, as quais consideramos importante referir, na medida em que pode constituir informação útil na sua detecção precoce.

Segundo Torres e Fernandéz (2001) as características da Dislexia podem agrupar-se em dois grandes blocos: comportamentais e escolares. Na primeira categoria as autoras incluem a ansiedade, a insegurança, a atenção instável ou o desinteresse pelo estudo. Relativamente às características escolares, as autoras referem um ritmo de leitura lento, com leitura parcial de palavras, perda da linha que está a ser lida, confusões na ordem das letras (ex.: sacra em vez de sacar), inversões de letras ou palavras (ex: pro em vez de por) e mescla de sons ou incapacidade para ler fonologicamente.

Fonseca (1999) aponta outro tipo de características globais de comportamento, mais relacionadas com aspectos de maturação e de desenvolvimento global. O autor indica problemas nas seguintes áreas:

a) Lateralização e orientação direita – esquerda;

b) Noção do corpo;

c) Orientação no espaço e no tempo;

d) Representação espacial;

e) Coordenação de movimentos:

f) Memória;

g) Grafismo e expressão oral.

De um modo mais específico, o autor indica também dificuldades no plano auditivo e no plano visual. Estas características estão relacionadas, respectivamente, com a Dislexia Auditiva e com a Dislexia Visual, dois dos tipos mais mencionados de Dislexia (Myklebust e Johnson, 1962 cit. in Valeti, 1990; Myklebust e Johnson, 1991 cit. in Cruz, 1999; Fonseca, 1999).

Assim, os problemas característicos dos indivíduos com Dislexia Auditiva são os seguintes:

1) Problemas na captação e integração de sons;

2) Não-associação de símbolos gráficos com as suas componentes auditivas;

3) Não-relacionação dos fonemas com os monemas (partes e todo da palavra);

4) Confusão de sílabas iniciais, intermédias e finais;

5) Problemas de percepção e imitação auditiva;

6) Problemas de articulação;

7) Dificuldades em seguir orientações e instruções;

8) Dificuldades de memorização auditiva;

9) Problemas de atenção;

10) Dificuldades de comunicação verbal.

Relativamente à Dislexia Visual, Fonseca (1999) indica como principais características as seguintes:

1) Dificuldades na interpretação e diferenciação de palavras;

2) Dificuldades na memorização de palavras;

3) Confusão na configuração de palavras;

4) Frequentes inversões, omissões e substituições;

5) Problemas de comunicação não verbal;

6) Problemas na grafomotricidade e na visuomotricidade;

7) Dificuldades na perepção social;

8) Dificuldades em relacionar a linguagem falada com a linguagem escrita.


Avaliação Diagnóstica

A correcta identificação da Dislexia e dos factores que estão na sua origem passa por uma avaliação estruturada que, segundo Torres e Fernandéz (2001), deve envolver as áreas neuropsicológica e linguística, já que a sua utilização conjunta permite avaliar tanto o comportamento (os défices na leitura) como os problemas associados a este.


A avaliação neuropsicológica permite conhecer a natureza do fracasso na leitura, recolhendo informação acerca das capacidades da criança que permita despistar uma possível origem comportamental ou disfunção neurológica. As principais áreas de exploração desta avaliação, segundo as autoras, são a percepção, a motricidade, o funcionamento cognitivo, a psicomotricidade, o funcionamento psicolinguístico, a linguagem e o desenvolvimento emocional.

A avaliação psicolinguística incide sobre os processos implicados na leitura, avaliando tarefas de vocalização, tarefas de decisão lexical, tarefas de decisão semântica e tarefas de processamento visual.


Além desta avaliação, a recolha prévia de informação de carácter desenvolvimental, educativo, médico e social permite um melhor enquadramento da situação de cada criança.

No quadro que se segue, fazemos um resumo das áreas de avaliação defendida pelas autoras, bem como do contributo de cada uma na identificação da Dislexia.

Quadro 1 – Áreas de Avaliação da Dislexia




É pertinente uma análise mais pormenorizada a duas das componentes da avaliação neuropsicológica: a Motricidade e a Psicomotricidade.
A avaliação da Motricidade incide sobre aspectos de desenvolvimento motor e justifica-se, segundo as autoras, quando a criança manifesta dificuldade em copiar certas formas, apesar de não apresentar problemas de carácter perceptivo. Nesta avaliação inclui-se o funcionamento cerebral e a dominância lateral.

Relativamente ao funcionamento cerebral, procuram-se, entre outros, indícios de disfunção neurológica através da observação de aspectos como:

- Dificuldade em apoiar-se num só pé;

- Problemas de equilíbrio ao caminhar;

- Desarmonia e descoordenação nos movimentos voluntários de grande amplitude;

- Movimento passivo nos braços e nas pernas;

- Debilidade muscular ou hipotonia.


O segundo aspecto da avaliação da Motricidade, diz respeito à dominância lateral, a qual permite determinar preferências mistas ou mal definidas em tarefas de lateralidade. Este tipo de dificuldades aparece, segundo as autoras, com alguma probabilidade em crianças com dificuldades de leitura e de escrita, apesar de não se correlacionar com o rendimento noutras áreas escolares nem com o desenvolvimento intelectual.


A avaliação da Psicomotricidade reveste-se de grande importância, na medida em que os problemas ou défices na eficácia psicomotora dificultam a aprendizagem escolar. Neste domínio, as autoras consideram especialmente importante a informação respeitante ao esquema corporal e à orientação espácio-temporal, na medida em que a aprendizagem da leitura e da escrita assentam sobre uma adequada estruturação do primeiro, o qual, por sua vez, se relaciona com estreitamente com a segunda (ainda que nem todas as crianças disléxicas apresentam dificuldades motoras).

Para a compreensão destes possíveis défices é necessário saber se o sujeito manifesta dificuldades espácio-temporais e de orientação na sua análise do mundo exterior, em actividades como por exemplo, um jogo.


O ensino pré-escolar é, sem qualquer dúvida, crucial na prevenção do surgimento deste tipo de problemas, pois como referimos anteriormente, muitos dos sinais indicadores do desenvolvimento de uma Dislexia, ou do estado de prontidão para a leitura, surgem durante o período das aquisições pré-escolares. Muitos desses indicadores podem ser trabalhados, nomeadamente os aspectos psicomotores que estão nesta fase, em período óptimo do seu desenvolvimento.

FONTE DE PESQUISA: http://apdis.no.sapo.pt/DISLEX/A_Dislexia.html

maio 13, 2010

Você já ouviu falar de dislexia?


Muitos pais desconhecem a dislexia, mas saber como acontece – e como podem tratar – esta dificuldade na área da leitura, escrita e soletração poderia ajudar de forma decisiva seus filhos. Identificada nas salas de aula durante a alfabetização – e não raro sendo o motivo para uma defasagem inicial de aprendizado – a dislexia é uma descoberta relativamente nova e passou a ser mais conhecida a partir da década de 1970.



Tenho interesse especial no tema porque um familiar descobriu já adulto que tinha esta “característica”. Como acontecia com este “menino que aprendia mais ouvindo do que lendo“, muitas razões podem acarretar limitações no processo de aprendizagem e, se não são diagnosticadas, podem representar o completo fracasso escolar com todas as suas conseqüências danosas em termos sociais, afetivos e cognitivos.

 


E esta forma diferente de aprender não é tão rara assim, suspeita-se que no Brasil cerca de 760 mil jovens estejam nos bancos escolares com distúrbios específicos de leitura (dislexia). São dados que vi num artigo de Jaime Zorzi, coordenador da equipe de diagnóstico multiprofissional em distúrbios de aprendizagem (e também Mestre em distúrbios da comunicação pela PUC-SP e doutor em educação pela Unicamp) que me ensinou muito recentemente.




O especialista informa que, embora não tenhamos uma noção exata da prevalência de tal tipo de problema no Brasil, existem estimativas, em outros países, de que cerca de 5% da população escolar possa ter um problema desta natureza, prejudicando o aprendizado e o domínio de uma poderosa forma de alcançar e produzir conhecimentos, que é a linguagem escrita.



Imagine 5% de uma sala de aula desmotivada e sem conseguir aprender do jeito formal? Este panorama nos mostra a necessidade encarar a dificuldade de aprendizado, como a dislexia é, como mais do que um problema de saúde, uma questão educacional e social.



A dislexia significa um distúrbio no aprendizado da leitura. E aprender a ler e a escrever são habilidades que envolvem conhecimentos que a criança vai desenvolvendo desde muito cedo, pois antes de aprender a escrever as crianças, de modo geral, já apresentam um domínio significativo da linguagem falada. “Neste sentido, devemos sempre nos preocupar com aquelas crianças que, desde muito cedo, vêm apresentando alguma alteração na aquisição da linguagem falada, como é o caso dos atrasos de desenvolvimento da linguagem, as limitações de vocabulário, as dificuldades de compreensão, de manutenção de diálogos, de organização do discurso, de fala, e assim por diante”, afirma Jaime Zorzi.


 

Segundo ele, outros indicadores podem ser as limitações para lidar com rimas, com sílabas, com a discriminação de sons, habilidades estas de alta demanda para o ato futuro de leitura e escrita. Podemos considerar tais crianças na categoria de risco, isto é, elas podem vir a apresentar problemas diversos para aprender a ler e a escrever, dentre eles a dislexia.




E como reconhecer a dislexia? Especialistas indicam que se observe alterações de comportamento como a apatia, a desatenção, a ansiedade, a indolência, a depressão e a agressividade. E, uma vez observada a dificuldade de aprendizado, pais e professores devem evitar a cobrança excessiva sobre a criança, pois o comportamento tende a agravar os problemas de aprendizagem. Com as queixas forma-se um círculo vicioso, cujo resultado é um agravamento, mesmo quando a intenção é a de “ajudar”. “Crianças com problemas de aprendizagem precisam de ajuda, antes de qualquer cobrança”, afima Zorzi.



E não vale aceitar da escola uma postura extrapunitiva, de se “queixar” que a criança não está acompanhando o programa e de que possa ser “preguiçosa”, “irresponsável”, etc. Insista num processo diagnóstico que busque identificar o que, de fato, está ocorrendo com a criança que não aprende.



P.S. Vale atentar para as diferenças entre a dislexia de desenvolvimento e a dislexia adquirida. A primeira é um distúrbio de natureza congênita, o que significa que a criança já nasce com certas características de organização e funcionamento neurológico que poderão vir a complicar determinados tipos de aprendizagens, como a leitura e a escrita, caso ela tenha a oportunidade de vir a ser alfabetizada. Já a dislexia adquirida corresponde à perda, em graus variados, da capacidade de ler e escrever em pessoas que já haviam desenvolvido tal habilidade e que poderiam ser até mesmo altamente capazes para tanto.



Sobre o autor

Samantha Shiraishi: mãe, especialista em jornalismo digital e com ampla atuação com mídias sociais e blogs de cultura e comportamento. Mãe de Enzo, 9 anos e Giorgio, 7 anos.



Links: www.samshiraishi.com
FONTE DE CONSULTA: http://www.maecomfilhos.com.br/index.php/2010/05/10/voce-ja-ouviu-falar-de-dislexia-2/

abril 21, 2010

DISLEXIA : CURSO DE FORMAÇÃO EM PORTUGAL - Maio a Julho 2010‏






Dislexia Hiperactividade Orientação Vocacional SPSS octaviomoura.com


Se não estiver a conseguir visualizar correctamente esta NEWSLETTER clique aqui.



Caro(a) colega,


Venho dar conhecimento das novas ACÇÕES de FORMAÇÃO que se irão realizar durante os meses de MAIO a JULHO 2010.

Caso esteja interessado(a) em frequentar algumas destas formações deverá preencher a Ficha de Inscrição e enviá-la para as entidades respectivas. As acções de formação previstas são as seguintes:





DISLEXIA: Avaliação e Intervenção

7, 8 e 15 de Maio 2010 (18 horas de formação)

Local: ISPA - Instituto Superior de Psicologia Aplicada (Lisboa)

Programa - http://docs.octaviomoura.com/ISPA_Dislexia(3ed).pdf





Dislexia e Outras Dificuldades de Aprendizagem

26, 27 e 29 de Maio 2010 (12 horas de formação)

Local: Inalco (Porto)

Programa - http://docs.octaviomoura.com/inalco_DislexiaDA.pdf




Hiperactividade com Défice de Atenção

31 de Maio, 1 e 2 de Junho 2010 (9 horas de formação)

Local: ASAS (Santo Tirso)

Programa - http://docs.octaviomoura.com/Asas_Hiperactividade.pdf




Hiperactividade e Outras Pert. do Comportamento

14, 17 e 18 de Junho 2010 (12 horas de formação)

Local: Inalco (Porto)

Programa - http://docs.octaviomoura.com/inalco_Hiperactividade.pdf




SPSS - Análise Estatística

12, 13, 15, 16, 19, 22, 24 de Julho 2010 (30 horas de formação)

Local: Inalco (Porto)

Programa - http://docs.octaviomoura.com/inalco_SPSS.pdf





Mais informações em: http://www.dislexia-pt.com/formacao.htm


Visite o Fórum das áreas da Psicologia e Educação: http://forum.portalpsi.net

Para marcação de CONSULTAS para avaliação e/ou intervenção --- clique aqui

Se pretende dinamizar e desenvolver uma ACÇÃO DE FORMAÇÃO EXTERNA na sua escola, clínica, instituição, gabinete, etc. --- clique aqui







Octávio Moura (psicólogo) Apoio: PORTAL dos SITES



NOTA | De acordo com a legislação internacional que regulamenta o correio electrónico "Um e-mail não poderá ser considerado SPAM quando inclui uma forma de ser removido" [Directiva 2000/31/CE do Parlamento Europeu; Relatório A5-0270/2001 do Parlamento Europeu; Nova Legislação Internacional sobre Correio Electrónico, Secção 301, Parágrafo (a) (2) (c) Decreto S 1618, Título Terceiro aprovado pelo 105º Congresso Base das Normativas Internacionais sobre o SPAM]. Se pretender ACTUALIZAR o seu email para um novo endereço de email ou o pretender REMOVER da nossa mailing list clique aqui.


FONTE DE CONSULTA: http://www.dislexia-pt.com/

abril 16, 2010

Leal decide aprender a ler e escrever

Nunca foi fácil para ele assumir que mal sabe assinar seu nome.




Nunca foi fácil para Leal (Antônio Fagundes) assumir que mal sabe assinar seu nome. Além de passar por saias justas, o dono do Titã sempre sentiu vergonha em relação as suas filhas e netas. A desculpa de que não está com seus óculos por perto já foi usada inúmeras vezes para se livrar de situações como nos momentos em que uma das Marias pedia para o avô ler uma história na hora de dormir.


 
 
 
 
 
 
 
 Mas ao saber que pode sofrer de dislexia, o dono do Titã toma coragem e pede ajuda à Iolanda (Malu Galli), que se propõe a ajudá-lo. A babá, que tem formação em enfermagem e psicologia, pesquisa sobre o assunto e explica a Leal como suas dificuldades devem ser superadas. O todo poderoso da família Cordeiro acerta os detalhes com Iolanda e firma um acordo para que as aulas, particulares e secretas, aconteçam o quanto antes. Leal começará a respirar aliviado por deixar para trás um enorme peso que carregou sozinho durante anos.


FONTE DE PESQUISA: http://www.bemparana.com.br/index.php?n=140860&t=leal-decide-aprender-a-ler-e-escrever

Disléxicos têm chance no vestibular?


Entre as características dos disléxicos podemos citar a lentificação do processamento de informações, principalmente relacionadas à leitura, escrita e interpretação de textos.


Isto se dá devido ao processo de leitura utilizado pelo disléxico, que ativa áreas do cérebro não especializadas para esta função, fazendo a tarefa ser um processo de decodificação não automatizado, o que leva à lentificação da resposta e ao cansaço excessivo relatado por alunos com dificuldades de aprendizagem em tarefas de leitura e escrita, principalmente as mais demoradas como, por exemplo, as provas de vestibular.

Sendo assim como proceder em relação ao processo de seleção utilizado pelas faculdades e universidades?
Já existe um consenso entre as principais instituições de ensino do Brasil de que se deve dar ao disléxico condições diferenciadas por ocasião do vestibular.

E quais são estas condições?
A principal delas é um maior tempo para a realização da prova (cerca de uma hora e trinta minutos a mais).
Esta condição é fundamental se levarmos em conta a diferença apresentada pelos disléxicos em relação à velocidade de trabalho (na leitura e escrita).

Além desta condição é oferecido ao disléxico o direito de ter um ledor à sua disposição. Este ledor, de preferência uma pessoa que tenha bom conhecimento do distúrbio, realiza a leitura da prova para o aluno e este, com este recurso, processa a informação mais rapidamente e registra sua resposta. O ledor não interfere nesta escolha.

Este assistente de prova pode ainda revisar as anotações na folha de resposta, pois o aluno poderia marcar a resposta certa no caderno e transcrever de forma errada para a folha de respostas (que é a que realmente conta para a apuração). O assistente faria então a conferência da transcrição.

O ledor pode ainda ser auxiliar na redação (um dos maiores obstáculos para o disléxico numa prova de vestibular). Umas das formas de auxiliar neste momento é o aluno elaborar a redação e ditar para o ledor escrever. A nota ponderada também pode ter critério diferenciado.

Há universidades que disponibilizam ainda o uso de calculadoras. Vamos explicar...

Uma vez que os disléxicos encontram dificuldade em decorar, são mais lentos em realizar operações matemáticas, pois fazem o roteiro completo das tabuadas para cada conta que fazem (o que é claro leva muito mais tempo). E ainda existe a questão da interpretação do enunciado, que pode levar tempo (lembre-se que o texto precisa ser decodificado).

Estas condições diferenciadas não colocam os disléxicos em melhores condições do que os demais alunos ao acesso à universidade, mas os colocam em condições de igualdade, considerando suas (dos disléxicos) necessidades diferenciadas para expressarem os conhecimentos adquiridos.

Pode-se observar que estas condições e possibilidades têm feito muita diferença em relação à auto-estima das pessoas com dificuldades de aprendizagem, colocando-os em condições de galgarem posições que de outra forma talvez não pudessem alcançar.

O valor do profissional disléxico já tem despertado o interesse inclusive de grandes empresas que também estão oferecendo estas mesmas condições diferenciadas aos disléxicos que participarem de concurso público para ingresso nos quadros de funcionários.

A ABD - Associação Brasileira de Dislexia tem profissionais capacitados que têm exercido esta função de ledores ou assistentes nas provas de vestibular e concurso público ou orientado as instituições de ensino e empresas interessadas.

É importante citar que estas condições diferenciadas devem ser solicitadas pelos interessados por ocasião de inscrição para o vestibular ou concurso público, além de apresentarem laudo conclusivo constando o diagnóstico de dislexia realizado por equipe multidisciplinar especializada.

*Maria Inez Ocanã De Luca é Mestre em Psicologia da Saúde, especializada em Neuropsicologia e Membro do Centro de Avaliação e encaminhamento e Centro de Triagem de Atendimento Social da Associação Brasileira de Dislexia - ABD

FONTE DE PESQUISA: http://www.odebate.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=14277&Itemid=28

Então, como diagnosticar a dislexia?

Diagnóstico

Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes que seja feito um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, mas não confirmam a dislexia. Os mesmos sintomas podem indicar outras síndromes neurológicas ou comportamentais.
Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve-se procurar ajuda especializada.
Uma equipe multidisciplinar formada por: Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista, Otorrinolaringologista e outros, conforme o caso.A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. É o que chamamos de AVALIAÇÃO DIFERENCIAL MULTIDISCIPLINAR.

PORQUÊ.... SOMOS DIS !??

PORQUÊ.... SOMOS DIS !??

COMO É A VIDA DE UMA PESSOA COM DIS...

PORQUÊ, SOMOS DIS !!!

Saiba , que entendo muito bem , quando vc fala (mal sabem eles o que tenho de fazer para chegar ate onde cheguei.... ´´e horrivel para mim. Agora vou ter que enfrentar um exame da ordem. Nao sei se mostro que sou dislexica ou nao para fazer a prova. Tenho que decidir, gostaria que vcs me orientasse o que devo fazer) vou te dar varias razões, para você não esconder que é dislexica, e outras tantas mais para você se cuidar e se respeitar em quanto há tempo. Seja quem você realmente é !!! Não seja preconceituosa com você mesma , como eu fui, por pura falta de conhecimento , coisa que você já tem.
e o mais importante ...tem a conciência dos seus direitos como cidadã. O meu conselho é: exerçar seus direitos e cumpra seus deveres, como ser pensante e atuante na nossa sociedade.

como vc sabe , também sou dislexica, mas só tive conciência do que estava acontecendo comigo, depois que ...já tinha meu emocional todo comprometido.
E mesmo assim , tive que passsar por mentirosa, pois já havia passado em um concurso publico, atuava como professora alfabetizadora e estava fazendo uma graduação em pedagogia. E te digo ...só eu e deus, sabia o que eu escondia !!!
Vivi toda minha vida com medo, e com vergunha , quando alguèm percebia meus erros ortograficos ,minha total incapacidade de escrever ao mesmo tempo que outra pessoa falava, não consiguia anotar as informações.
Com tudo isto, fui desfaçando para conseguir viver neste mundo letrado!!!
Até que minha mente e meu corpo , não suportou o estress!!! E tudo ficou encontrolavel, entrei em um processo de depressão, ansiedade e hiperatividade , altissimo.
Foi quando , fui em busca de ajuda medica. Sem saber o que eu escondia...os profissionais de saúde, se desdobraram em busca de explicações para o meu estado de saúde. Cada um chegou a um diagnostico conclusivo.
O psiquiatra, depressão e asiedade, que deveria ser trabalhada com terapia e medicação. A psicologa, hiperatividade causada por meu comportamento obcessivo de perfeição, e fata de confiança, deveria tentar me concentrar melhor no presente. O reumatologista, para ele eu estava com fibromialgia e outras coisas, causadas pelo estress, elevado, seria necessario procurar auternativas de relaxamento, e medicação. Fiz , hidroterapia, acupuntura, rpg , caminhada, cessão de relaxamento mental, com os psicologos, participei de programas para levantar minha auto-estima. Mais nada adiantava...tive outros sintomas, como gagueira, que foi trabalhado com a fonaldiologa. Labirintite, refluxo, que foram tratados por medicos da aréa, especialistas.
Depois tive problemas na visão, ai foi que tudo se entrelaçou, o oftalmologista , pedio um exame para descartar , adivinha o que?
Esclerose multipla....ai na resomância deu possitivo!!! E tudo levava a crer, neste diagnostico, quando se juntava tudo o que estava acontecendo com o meu corpo!!!
Pensa que acabou por ai!!?? Não! Tudo só estava recomeçando...
Mas paralelo a tudo isto, que vinha se passando, eu não parei de estudar, herá ponto de hora!!Para mim!! Fiquei de licença do trabalho , para tratamento, e ainda tive que enfrentar a doença da minha mãe que estava com o diagnostico de câncer. E meus filhos confusos e em plena adolecência. Eu estava completamente perdida!!!! Sem estrutura emocional, e sem controle cognitivo, esquecia as coisas , chorava muito,comecei a escrever e ler com muito mais dificuldades , já estava saindo da realidade, que me parecia um pesadelo!!
Mas, como uma boa dislexica, até então sem saber, não deixei de lutar contra o mundo. E quando estava fazendo minhas pesquisas para o trabalho do tcc, para conclusão do curso de graduação em pedagogia, sobre o tema que mais mim encomodava, os erros ortograficos em sala de aula e a visão do professor, quanto os problemas de aprendizagem. Por acaso, entrei no site da associação brasileira de dislexia, e quando estava lendo um depoimento de um dislexico adulto!!! O chão se abriu e o céu também...e as coisas foram tendo sentido, minha vida tava fazendo sentido. Eu estava diante , de uma explicação para a minha total "burrice"!!! Diante dos meus maiores medos, das minhas grandes vergunhas, das minhas piores dificuldades, e de tudo o que eu fazia questão de esconder, que erá a minha incompetência, diante do desafio de ler e escrever!!!
Mas o que eu julgava ter diante de me, toda solução para explicar todos as minhas angustias, sem fundamento , porquê , agora haveria uma razão. Senti meu esprírito leve, despreoculpado, pensei, agora não vou mais ter que mentir , tenho que revelar o meu maior segredo, e só atravez desta revelação serei liberta do medo, da vergunha, desta vida prisioneira da culpa de ser o que eu herá!!!
Bem , caros colegas, as coisas não foram, e não são tão faceis deste jeito que pensei...todos os profissionais de saúde que estavam , cuidando do meu equilibrio, duvidaram da minha verdade. Passaram a olhar , para me, como se eu estevesse, louca...e se perguntavam!!???
E questionavam, como eu tinha dislexia e tinha chegado onde cheguei sem ajuda!!??? Como eu saberia ler e escrever !!??? Porquê, e como poderia ter escondido isto!!!?? Bem , as respostas para estas perguntas, só eu e deus sabe o que tive que fazer,e tive que reunir forças,buscar conhecimento para meus argumentos e levanta uma quantia em dinheiro, para ir até são paulo, o unico lugar , onde teria profissionais seguramente competêntes para fazer o diagnostico, porquê todos os outros se mostravam completamente impossibilitados para assinar um laudo fechado de um diagnostico sobre dislexia.
E neste exato momento , luto contra todos os mesmos, sentimentos e há todos os mesmos pré-conceitos. E tenho que usar os mesmos meios para continuar sobrevivendo. Mas com uma diferênça fundamental,hoje já não tenho tanta vergonha de escrever errado, entendi que isto não mim tira o direito de ser respeitada e que sou competente e capaz .
Imagina ser ...professora alfabetizadora, pedagoga e atualmente estou fazendo pós- de psicopedagogia. Se tenho dificuldades...claro!! Se vejo discriminação nos olhos de muitos ...simmm!!! Fui aposentada pelo governo do distrito federal, por razões óbvias, que já não tenho forças para questionar.

Mas o que mais importa é que dessidi ir á luta, por mim e por nós!!

Quero que todo disléxico assuma sua condição, não somos doentes para procurar há cura...devemos ir a procura do entendimento do nosso ser pensante e atuante , diante desta sociedade letrada e preconceituosa.

Abjncrção!
Elizabete aguiar.
Perfil profissional:
Profª Elizabete M. Rodrigues R. da R. Aguiar.
Graduada em Pedagogia – UNB.
Especialização em Psicopedagogia Reeducativas Clínica e Institucional –UniEvangelica
Especialista e Neuropedagogia e Psicanálise – FTB.
Dir. Adm. Adjunta da Associação de Psicopedagogia – ABPp- Seção BRASÍLIA.
Profª da Secretaria de Educação do Governo do Distrito Federal – GDF.
Consultoria e Assessoria em Psicoeducação.