fevereiro 16, 2009

Letras desafiando a aprendizagem


Dislexia e outros distúrbios da leitura-escrita - Letras desafiando a aprendizagem

Autor(es): Jaime Zorzi, Simone Capellini
Editora: Pulso

Área(s): Pedagogia / Psicoped., Medicina / Saúde

ISBN: 9788589892605

320 pág.

Preço: R$ 44,00

Disponibilidade: envio imediato


Descrição:

Dificuldades na leitura e escrita comprometem toda a escolaridade do aprendiz, pois ambas as habilidades representam as bases do processo educativo. Inúmeras são as causas para tais déficits e ainda há incontáveis maneiras de intervenção, de acordo com a raiz da dificuldade.

Sobre estas premissas, são escritos os capítulos de “Dislexia e outros distúrbio da Leitura – Escrita”, que trazem estratégias e dicas para avaliação e tratamento de desvios de aprendizagem, em uma abordagem cognitiva que contempla o educando dentro e fora das relações do espaço escola.

A obra discorre sobre o papel da Fonoaudiologia no saneamento de um panorama educacional brasileiro insuficiente, que gera, inclusive, exclusão social. Além das disfunções fonoaudiológicas, os autores esclarecem diferentes caminhos para o diagnóstico de ordem neurológica, descrevendo o comportamento dos alunos em cada dificuldade apresentada. A obra explica a anatomia cerebral e o funcionamento neural durante a manipulação e aquisição do conhecimento.

Dentre os distúrbios, a obra destaca a dislexia, esmiuçando sua classificação e complexidade através de autores nacionais e internacionais. Dedica, por fim, atenção especial à interferência da oralidade na ortografia, expondo programas de intervenção pertinentes.

“Dislexia e outros distúrbio da Leitura – Escrita” é um mergulho teórico, amparado pelo universo prático e experimental, que oferece uma renovação no ensino e propõe uma alfabetização adequada, eficiente e inclusiva.







SUMÁRIO




Capítulo 1
Questões e desafios atuais na área da aprendizagem e dos distúrbios de leitura e escrita

Simone Aparecida Capellini e Ana Luíza Gomes Pinto Navas



Capítulo 2
Distúrbios de atenção e da memória

Telma Pantano



Capítulo 3
Neurofisiologia da linguagem oral e escrita

Margarete Zanardo Gomes



Capítulo 4
Organização funcional do cérebro no processo de aprender

Vicente José Assencio-Ferreira



Capítulo 5
Avaliação e diagnóstico Psicopedagógico nos distúrbios da aprendizagem

Telma Pantano



Capítulo 6
Avaliação e diagnóstico Fonoaudiológico nos distúrbios de Aprendizagem e Dislexias

Simone Aparecida Capellini, Ana Paula de Castro Silva, Cláudia da Silva e Fábio Henrique Pinheiro



Capítulo 7
Avaliação, diagnóstico neurológico e achados em neuroimagem nos distúrbios de aprendizagem e dislexias

Rubens Wajnsztejn



Capítulo 8
Fonética e Fonologia aplicadas à aprendizagem

Zuleica Camargo e Ana Luiza Gomes Pinto Navas



Capítulo 9

Processamento auditivo e as dificuldades de escrita

Mari Ivone Lanfredi Misorelli e Silvia Ruschel



Capítulo 10

A alfabetização: uma proposta para ensinar crianças com dificuldades de aprendizagem

Jaime Luiz Zorzi



Capítulo 11
Problemas de aprendizagem e ortografia. Crianças Escrevendo Errado: O Que Fazer?

Jaime Luiz Zorzi



Capítulo 12

Programas de Intervenção nas alterações de leitura e escrita

Maria Inês Abranches de Oliveira Santos


FONTE DE PESQUISA:
http://www.livrariaresposta.com.br/v2/produto.php?id=5182




ELIZABETE RODRIGUES
PEDAGOGA / PSICOPEDAGOGA / NEUROPEDAGOGA.
Comunidade no ORKUT: DISLEXOS CONHEÇA SEU DIREITOS .
Perfil no ORKUT: DISLEXICOS QUEREMOS CONTATO
Contato: (61 8408-3400
dis.lexic@hotmail.com
psico.dis.lexic@hotmail.com

fevereiro 15, 2009

fevereiro 11, 2009

Projeto de lei reabre debate sobre dislexia


09/02/2009 - 20:40 Projeto de lei reabre debate sobre dislexiaFLÁVIA MANTOVANI
da Folha de S.Paulo

Um projeto de lei que tramita na Câmara Municipal de São Paulo reacendeu uma discussão que divide médicos, psicólogos e fonoaudiólogos. Proposto pelo vereador Juscelino Gadelha (PSDB), o texto cria um programa para diagnosticar crianças com dislexia na rede municipal de ensino.

Aprovado em primeira instância, o projeto foi feito em parceria com entidades como a ABD (Associação Brasileira de Dislexia). Como reação, especialistas de instituições como o CRP (Conselho Regional de Psicologia), a USP (Universidade de São Paulo) e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) criaram um manifesto contrário, que, até ontem, tinha 1.785 assinaturas.

Eles defendem que o conceito de dislexia é polêmico e que o que costuma ser diagnosticado como distúrbio neurológico genético, na verdade, não o é. “O que está confirmado é a perda do domínio da linguagem escrita após uma lesão. Mas a dislexia como um problema neurológico da criança com dificuldade para ler e escrever nunca foi comprovada”, diz a pediatra Maria Aparecida Affonso Moysés, professora da Unicamp.

Segundo ela, o problema tem a ver com fatores externos. “Pode ser uma educação inadequada, uma criança muito pressionada ou sem limites. E a escola brasileira tem muitos problemas, é cômodo pôr a culpa no aluno e estigmatizá-lo.”

Moysés cita ainda diferenças no ritmo do aprendizado de cada um. “Quem destoa do padrão é colocado como doente.”

Ela critica o fato de muitas crianças disléxicas tomarem remédios, não para dislexia –não existem–, mas para TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade), que muitas vezes acompanha o diagnóstico. Segundo Abram Topczewski, neuropediatra do hospital Albert Einstein e vice-presidente da ABD, 75% dos disléxicos têm déficit de atenção e 35%, hiperatividade.

Para quem defende o projeto, não há dúvidas da existência da dislexia. Foi criado outro manifesto, com 1.163 assinaturas até ontem, a favor do texto.

Pesquisas

Segundo Topczewski, estudos provam que se trata de um distúrbio neurológico, ligado a alterações anatômicas no cérebro. “Exames de ressonância magnética também encontram alterações localizadas, e estudos genéticos mostram cromossomos envolvidos.” Segundo a ABD, de 5% a 17% da população mundial é disléxica.

Topczewski diz que as pessoas com dislexia já nascem com o problema e que, quando um dos pais é disléxico, a probabilidade de o filho ter o problema é de 40%.

A explicação de Carla Angelucci, membro da diretoria do CRP, que assina o manifesto contra o projeto, é outra. “A dislexia é mais comum entre meninos pobres. Muitas vezes, os pais também tiveram pior escolarização e não conseguem ajudar os filhos nas dificuldades escolares”, diz ela, que considera o projeto parte da “medicalização” de questões sociais.

Rosemari Marchetti, presidente da ABD, afirma que o contexto escolar e social é levado em conta –para descartar a dislexia. Ela defende a necessidade de diagnosticar precocemente o distúrbio. “São crianças com inteligência normal, mas chamadas de burras. Muitas são derrotadas pela auto-estima”, diz ela, que descobriu ter dislexia já adulta, ao receber o diagnóstico do filho.

O diagnóstico de Celso Barbosa, 11, veio cedo: aos seis anos. “Ele não conseguia decorar o alfabeto, juntar as palavras, mas era esperto, eu sabia que não era déficit intelectual”, diz a mãe, Clarice Barbosa.

Após tratamento com fonoaudióloga e psicóloga, Clarice vê melhora. “Ele percebia que era diferente, ficava encolhido. Hoje, tira boas notas.”

Antes da segunda votação do projeto de lei, os dois grupos organizarão um seminário na Câmara para discutir o tema.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u476941.shtml

Enviado por: edinamarcorrea@ig.com.br - Categoria: Acessibilidade, Inclusão, NotíciasTags relacionadas: Acessibilidade, Dislexia, Educação Inclusiva, Projeto de Lei

Dislexia: Uma visão psicopedagógica


10/02/2009 - 14:01 Dislexia: Uma visão psicopedagógicaTânia Maria de Campos Freitas
Psicopedagoga Clínica.

A psicopedagogia entende por dislexia do desenvolvimento ou evolutiva, como um distúrbio do processo de aprendizagem, já que a deficiência ocorre na dificuldade do indivíduo durante a aquisição da leitura e da expressão escrita. O termo deve ser empregado para aqueles que apresentam uma ineficiência incomum e específica nas habilidades da leitura e escrita, ao longo de seu processo de educação formal, apesar de possuírem potencialidade igual ou superior à média, acuidade auditiva e visual normais, ausência de problemas afetivo-emocionais primários, e de terem sido favorecidos com instrução acadêmica adequada.

O quadro da dislexia, guarda “freqüente correlação biológica” e apresenta “deficiências cognitivas fundamentais de possível origem constitucional,” segundo definição da Word Federation of Neurology,. A base biológica se refere a distúrbios funcionais localizados no hemisfério cerebral esquerdo (área que na maioria dos destros é responsável pelos processos de linguagem, de leitura e escrita), mais especificamente no plano temporal, que apresenta falta da assimetria habitual de tamanho e opera com nítida lentificação.

Embora o corpo teórico nos remeta à afirmação da origem neurológica dos distúrbios cognitivos, em nossa prática clínica os critérios para o diagnóstico e elaboração de um plano de trabalho são mais abrangentes e respeitam além do quadro sintomático, os aspectos psicológicos, familiares e sociais de cada indivíduo. Sara Paín considera “o problema de aprendizagem como um sintoma e que este se configura num estado particular de um sistema que para equilibrar-se precisou adotar este tipo de comportamento.”

Quando utilizamos o material de orientação psicanalítica, fartamente encontrado nas obras de Freud, Melaine Klein, Winnicot e Bion, dentre outros, passamos a ter subsídios para desempenhar este olhar mais apurado e sensível deste ser e de suas dificuldades e para que possamos entender, o quanto os aspectos inconscientes influenciam na aprendizagem e o quanto a harmonia psíquica capacita ou prejudica esta atividade, além de que a própria dificuldade de leitura e escrita é um fenômeno pluridimensional, que não se situa apenas no portador, mas também na família, no professor, nos métodos educacionais, na escola e na sociedade, ou seja, nas múltiplas interações entre eles.

Todavia, o quadro sintomático está expressando claramente que algo não está bem com o sujeito e que precisa ser modificado. Assim, ao término do diagnóstico - sendo caracterizado um quadro de dislexia, o tratamento psicopedagógico vai ser direcionado aos sintomas do indivíduo, visando a superação dos mesmos, já que estes estão impedindo a evolução de seu processo geral de aprendizagem, além de produzirem problemas secundários mais severos que a própria dislexia.

Sabemos que toda criança inicia seu processo de escolaridade desejando aprender, desejando ir bem na escola, como seus demais colegas, irmãos e primos. Ela gostaria de que seus talentos fossem vistos e admirados; ninguém conscientemente, se regozija por vivenciar fracassos e frustrações ao longo de sua vida acadêmica, nenhum jovem fica feliz ao levar seu boletim com resultados insatisfatórios para seus pais.

A intervenção psicopedagógica tem para o disléxico, um caráter de urgência e pode capacitá-lo a ser “senhor de seu destino”, integrando-o dentro da sala de aula como alguém responsável e competente, assim como reintegrá-lo em suas relações familiares e sociais. A reabilitação da leitura dará ao disléxico, condições de adquirir a educação formal, já que em nossa sociedade representam - a leitura e escrita, habilidades básicas, a “chave-mestra” para o conhecimento de si mesmo e do mundo que o cerca.

Sabemos ainda, que o indivíduo quando passa a ter autonomia e independência, começa a obter realizações concretas e estará fortalecendo sua estrutura egóica e sua auto-estima, o que lhe afiança ir reabilitando os demais recursos cognitivos.

A atuação do psicopedagogo busca embasamento constante nos diversos teóricos, visando maior capacitação e compreensão do jovem disléxico que o procura. Busca, sobretudo, técnicas e estratégias de trabalho e de conduta que façam mais sentido para ele; objetiva em suas sessões conhecer, entender e esclarecer o mecanismo manifesto junto dele, seja através de jogos, de vivências e de discussões de temas pertinentes, buscando e permitindo o conhecimento.

Entendemos que pelo fato de serem vivenciadas novas relações interpessoais com o profissional e com o processo de aprendizagem, novos espaços serão criados, permitindo o surgimento de vínculos sadios, estruturados e prazerosos - diferentes dos vividos até então.

Tecnicamente a abordagem de trabalho associa o estímulo e desenvolvimento de suas inclinações naturais, com o resgate das deficiências instrumentais, através de métodos multisensoriais, que partem da linguagem oral à estruturação do pensamento, da leitura espontânea à discussão temática, da elaboração crítica e gerativa das idéias à expressão escrita. Desta forma um sentido efetivo do aprender e do processo de aprendizado começa a ser incorporado.

Mas, voltamos a insistir que o olhar psicopedagógico não deve refletir uma visão reducionista que rotularia o disléxico como um déficit em si mesmo, pois desta forma estaria alimentando sua condição de sujeito identificado de sua família ou mesmo de sua classe.

Desta forma, a atuação da psicopedagogia só encontra real eficiência quando atingir a família do disléxico, incorporando-a ao tratamento, já que esta se apresenta no mínimo contaminada pelos fracassos e sofrimentos de seus filhos, associado às projeções de seus próprios sofrimentos, além das tentativas fracassadas de auxílio. Para tanto, a compreensão do sistema funcional, da dinâmica desta família, se faz necessário para que se possa orientá-la eficientemente. A ação deve se estender à instituição escola, alertando e sensibilizando seus educadores de que o disléxico pode e merece aprender, tal qual outro aluno qualquer, que ele apenas precisa de técnicas e estratégias que o auxiliem nessa jornada. Que o educador possa valorizar não seus erros, mas seus acertos.

Assim, o olhar e escuta psicopedagógicos, entendem a dislexia: sob um viés integrativo, onde importam os aspectos orgânicos e psicodinâmicos do indivíduo, bem como a instituição família e sistema educacional, na figura da escola. A atuação psicopedagógica visa auxiliar a que o sujeito se beneficie com um processo de aprendizagem que lhe seja significativo e prazeroso, num nível compatível às suas reais potencialidades.

Tânia Maria de Campos Freitas
Psicopedagoga Clínica
Professora especialista em distúrbios de leitura, escrita e dislexia
Diretora do CPM – Centro Psicopedagógico Maranhão
Diretora de Eventos Científicos da ABD – Associação Brasileira de Dislexia

Fonte: http://www.dislexia.org.br/
Enviado por: edinamarcorrea@ig.com.br - Categoria: Acessibilidade, Inclusão, Notícias

fevereiro 08, 2009

Detecção precoce de distúrbios de linguagem


26 de maio de 2008


Detecção precoce de distúrbios de linguagem
Técnica avalia como informação auditiva é processada e de que forma diagnostica problemas


Entender como o cérebro infantil distingue sons está ajudando pesquisadores americanos a detectar e corrigir distúrbios de linguagem em crianças que ainda nem aprenderam a falar. O trabalho é coordenado pela neurocientista April Benasich, do Laboratório de Estudos da Infância da Universidade Rutgers, em Newark, Estados Unidos. “Nossos resultados mostram que não se trata de um atraso na maturação do sistema nervoso, mas de diferenças importantes no processamento da informação acústica”, diz a pesquisadora.

Benasich há anos se dedica ao mapeamento das ondas cerebrais para descobrir os detalhes de como o cérebro em desenvolvimento processa e distingue estímulos auditivos que chegam em rápida sucessão. A diferenciação de sons como “ba” e “da”, por exemplo, é muito importante na decodificação da linguagem e precisa acontecer em questão de milissegundos. Segundo a neurocientista, já com poucos meses de vida o cérebro trabalha para montar um mapa acústico de seu idioma nativo, mas, em algumas crianças, esse processo pode tomar rumos diferentes. Estima-se que entre 5% e 10% das crianças em idade escolar tenham algum déficit de linguagem que compromete a leitura ou a fala.

Usando um tipo de eletroencefalograma específico e mais potente que o convencional, a pesquisadora verificou que os bebês com dificuldades nos testes auditivos usam menos o hemisfério esquerdo, por exemplo, em relação ao grupo-controle. A proporção de ondas gama também se mostra alterada. “Nossa técnica pode prever, com 90% de precisão, o risco de um bebê de 3 a 6 meses vir a ter distúrbios de linguagem alguns anos depois, dentre os quais o mais comum é a dislexia”, explica Benasich.

Para tentar reverter esse problema, a pesquisadora começa a usar técnicas de imageamento cerebral, como a ressonância magnética funcional, para localizar com maior precisão as áreas envolvidas nos distúrbios. “Nosso objetivo é não só desenvolver técnicas de treinamento para corrigir problemas no processamento auditivo rápido, mas também identificar o período durante o desenvolvimento infantil em que o cérebro é mais plástico”, conclui.


FONTE DE PESQUISA:
http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/deteccao_precoce_de_disturbios_de_linguagem.html

Novo tratamento diminui sintomas do déficit de atenção e de hiperatividade


10 de outubro de 2008


Novo tratamento diminui sintomas do déficit de atenção e de hiperatividade
AGÊNCIA USP de NOTÍCIAS) Já são conhecidas e documentadas pelos profissionais de saúde as ligações entre os distúrbios respiratórios do sono (DRS) e os sintomas do transtorno do déficit de atenção/hiperatividade (TDAH). A hipótese mais aceita é a de que tais distúrbios limitem a taxa de oxigênio no sangue do paciente, afetando a área do córtex frontal do cérebro ligada à atenção.

Um estudo realizado na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) demonstrou que este mesmo problema pode ser causado ou intensificado pelo distúrbio da respiração oral, hábito de respirar pela boca na maior parte do dia. Segundo a pesquisa, tratamentos ortodônticos e fonoaudiológicos podem melhorar significativamente o quadro de hiperatividade ou de déficit de atenção, e até a eliminar a necessidade de medicação em alguns casos.

O TDAH é um distúrbio neurocomportamental que acomete crianças trazendo três sintomas principais: hiperatividade (a criança que não pára de se mexer), impulsividade e déficit de atenção (dificuldades para se concentrar em uma mesma atividade por um certo tempo). Tais sintomas são identificáveis principalmente a partir dos sete anos, e só caracterizam o transtorno quando atrapalham de alguma forma o rendimento da criança na escola e a convivência em casa.

Além da relação com os distúrbios do sono já comprovadas, odontólogos observaram que, em geral, as pessoas que respiram pela boca com freqüência também demonstram problemas de concentração, sendo caracterizados como aéreas. Apesar da constatação, nenhuma pesquisa havia verificado esta ligação entre os dois distúrbios. Foi o que procurou fazer a cirurgiã dentista Carolina Marins Ferreira da Costa, avaliando como o tratamento da respiração oral influenciava na evolução do TDAH.


Para isso, foram selecionados pacientes do Ambulatório de Distúrbios de Aprendizagem do Instituto da Criança, no Hospital das Clínicas da FMUSP, que faziam tratamento medicamentoso para o TDAH e apresentavam o transtorno da respiração oral. Para os fins desta pesquisa, foram excluídos casos que demandavam cirurgia e mantidos apenas os que poderiam ser tratados com aparelhos ortodônticos e acompanhamento fonoaudiológico. Carolina acompanhou a evolução do TDAH nos pacientes que aceitaram fazer estes tratamentos e também nos que o rejeitaram, ficando apenas com o tratamento medicamentoso, funcionando como grupo de controle.

“As pessoas que já estão há muito tempo respirando pela boca apresentam uma diminuição dos ossos maxiliares e nasais. O tratamento com aparelhos ortodônticos, que demoram 18 meses ou mais, promovem o crescimento destes ossos e o tratamento fonoaudiológico devolve a tonicidade do músculos da região, que se apresentam flácidos”, explica a dentista.
Resultados promissores
Quanto à influência destes tratamentos na TDAH, os resultados da pesquisa foram bastante promissores: os oito pacientes que trataram a respiração oral apresentaram melhora no quadro de TDAH, sendo que dois deles puderam parar com a medicação. No grupo de controle, no qual os nove pacientes não trataram a respiração oral, não houve melhora além da já esperada pelo uso do medicamento (metilfenidato).

FONTE DE PESQUISA:http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/novo_tratamento_diminui_sintomas_do_deficit_de_atencao_e_de_hiperatividade.html

janeiro 29, 2009

Então, como diagnosticar a dislexia?

Diagnóstico

Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes que seja feito um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, mas não confirmam a dislexia. Os mesmos sintomas podem indicar outras síndromes neurológicas ou comportamentais.
Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve-se procurar ajuda especializada.
Uma equipe multidisciplinar formada por: Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista, Otorrinolaringologista e outros, conforme o caso.A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. É o que chamamos de AVALIAÇÃO DIFERENCIAL MULTIDISCIPLINAR.

PORQUÊ.... SOMOS DIS !??

PORQUÊ.... SOMOS DIS !??

COMO É A VIDA DE UMA PESSOA COM DIS...

PORQUÊ, SOMOS DIS !!!

Saiba , que entendo muito bem , quando vc fala (mal sabem eles o que tenho de fazer para chegar ate onde cheguei.... ´´e horrivel para mim. Agora vou ter que enfrentar um exame da ordem. Nao sei se mostro que sou dislexica ou nao para fazer a prova. Tenho que decidir, gostaria que vcs me orientasse o que devo fazer) vou te dar varias razões, para você não esconder que é dislexica, e outras tantas mais para você se cuidar e se respeitar em quanto há tempo. Seja quem você realmente é !!! Não seja preconceituosa com você mesma , como eu fui, por pura falta de conhecimento , coisa que você já tem.
e o mais importante ...tem a conciência dos seus direitos como cidadã. O meu conselho é: exerçar seus direitos e cumpra seus deveres, como ser pensante e atuante na nossa sociedade.

como vc sabe , também sou dislexica, mas só tive conciência do que estava acontecendo comigo, depois que ...já tinha meu emocional todo comprometido.
E mesmo assim , tive que passsar por mentirosa, pois já havia passado em um concurso publico, atuava como professora alfabetizadora e estava fazendo uma graduação em pedagogia. E te digo ...só eu e deus, sabia o que eu escondia !!!
Vivi toda minha vida com medo, e com vergunha , quando alguèm percebia meus erros ortograficos ,minha total incapacidade de escrever ao mesmo tempo que outra pessoa falava, não consiguia anotar as informações.
Com tudo isto, fui desfaçando para conseguir viver neste mundo letrado!!!
Até que minha mente e meu corpo , não suportou o estress!!! E tudo ficou encontrolavel, entrei em um processo de depressão, ansiedade e hiperatividade , altissimo.
Foi quando , fui em busca de ajuda medica. Sem saber o que eu escondia...os profissionais de saúde, se desdobraram em busca de explicações para o meu estado de saúde. Cada um chegou a um diagnostico conclusivo.
O psiquiatra, depressão e asiedade, que deveria ser trabalhada com terapia e medicação. A psicologa, hiperatividade causada por meu comportamento obcessivo de perfeição, e fata de confiança, deveria tentar me concentrar melhor no presente. O reumatologista, para ele eu estava com fibromialgia e outras coisas, causadas pelo estress, elevado, seria necessario procurar auternativas de relaxamento, e medicação. Fiz , hidroterapia, acupuntura, rpg , caminhada, cessão de relaxamento mental, com os psicologos, participei de programas para levantar minha auto-estima. Mais nada adiantava...tive outros sintomas, como gagueira, que foi trabalhado com a fonaldiologa. Labirintite, refluxo, que foram tratados por medicos da aréa, especialistas.
Depois tive problemas na visão, ai foi que tudo se entrelaçou, o oftalmologista , pedio um exame para descartar , adivinha o que?
Esclerose multipla....ai na resomância deu possitivo!!! E tudo levava a crer, neste diagnostico, quando se juntava tudo o que estava acontecendo com o meu corpo!!!
Pensa que acabou por ai!!?? Não! Tudo só estava recomeçando...
Mas paralelo a tudo isto, que vinha se passando, eu não parei de estudar, herá ponto de hora!!Para mim!! Fiquei de licença do trabalho , para tratamento, e ainda tive que enfrentar a doença da minha mãe que estava com o diagnostico de câncer. E meus filhos confusos e em plena adolecência. Eu estava completamente perdida!!!! Sem estrutura emocional, e sem controle cognitivo, esquecia as coisas , chorava muito,comecei a escrever e ler com muito mais dificuldades , já estava saindo da realidade, que me parecia um pesadelo!!
Mas, como uma boa dislexica, até então sem saber, não deixei de lutar contra o mundo. E quando estava fazendo minhas pesquisas para o trabalho do tcc, para conclusão do curso de graduação em pedagogia, sobre o tema que mais mim encomodava, os erros ortograficos em sala de aula e a visão do professor, quanto os problemas de aprendizagem. Por acaso, entrei no site da associação brasileira de dislexia, e quando estava lendo um depoimento de um dislexico adulto!!! O chão se abriu e o céu também...e as coisas foram tendo sentido, minha vida tava fazendo sentido. Eu estava diante , de uma explicação para a minha total "burrice"!!! Diante dos meus maiores medos, das minhas grandes vergunhas, das minhas piores dificuldades, e de tudo o que eu fazia questão de esconder, que erá a minha incompetência, diante do desafio de ler e escrever!!!
Mas o que eu julgava ter diante de me, toda solução para explicar todos as minhas angustias, sem fundamento , porquê , agora haveria uma razão. Senti meu esprírito leve, despreoculpado, pensei, agora não vou mais ter que mentir , tenho que revelar o meu maior segredo, e só atravez desta revelação serei liberta do medo, da vergunha, desta vida prisioneira da culpa de ser o que eu herá!!!
Bem , caros colegas, as coisas não foram, e não são tão faceis deste jeito que pensei...todos os profissionais de saúde que estavam , cuidando do meu equilibrio, duvidaram da minha verdade. Passaram a olhar , para me, como se eu estevesse, louca...e se perguntavam!!???
E questionavam, como eu tinha dislexia e tinha chegado onde cheguei sem ajuda!!??? Como eu saberia ler e escrever !!??? Porquê, e como poderia ter escondido isto!!!?? Bem , as respostas para estas perguntas, só eu e deus sabe o que tive que fazer,e tive que reunir forças,buscar conhecimento para meus argumentos e levanta uma quantia em dinheiro, para ir até são paulo, o unico lugar , onde teria profissionais seguramente competêntes para fazer o diagnostico, porquê todos os outros se mostravam completamente impossibilitados para assinar um laudo fechado de um diagnostico sobre dislexia.
E neste exato momento , luto contra todos os mesmos, sentimentos e há todos os mesmos pré-conceitos. E tenho que usar os mesmos meios para continuar sobrevivendo. Mas com uma diferênça fundamental,hoje já não tenho tanta vergonha de escrever errado, entendi que isto não mim tira o direito de ser respeitada e que sou competente e capaz .
Imagina ser ...professora alfabetizadora, pedagoga e atualmente estou fazendo pós- de psicopedagogia. Se tenho dificuldades...claro!! Se vejo discriminação nos olhos de muitos ...simmm!!! Fui aposentada pelo governo do distrito federal, por razões óbvias, que já não tenho forças para questionar.

Mas o que mais importa é que dessidi ir á luta, por mim e por nós!!

Quero que todo disléxico assuma sua condição, não somos doentes para procurar há cura...devemos ir a procura do entendimento do nosso ser pensante e atuante , diante desta sociedade letrada e preconceituosa.

Abjncrção!
Elizabete aguiar.
Perfil profissional:
Profª Elizabete M. Rodrigues R. da R. Aguiar.
Graduada em Pedagogia – UNB.
Especialização em Psicopedagogia Reeducativas Clínica e Institucional –UniEvangelica
Especialista e Neuropedagogia e Psicanálise – FTB.
Dir. Adm. Adjunta da Associação de Psicopedagogia – ABPp- Seção BRASÍLIA.
Profª da Secretaria de Educação do Governo do Distrito Federal – GDF.
Consultoria e Assessoria em Psicoeducação.