agosto 13, 2008

8º Simpósio Internacional de Dislexia - 2008 - Programa



8º Simpósio Internacional de Dislexia - 2008 - Programa

Presidencia
Rosemari Marquetti de Mello
Comissão Científica
Abram Topczewski * Alessandra Capovilla* José Augusto Rossetto Júnior
* Julieta Al Makul Durce * Liliane Pereira Desgualdo* Maria Ângela Nogueira Nico* Maria Ângela Colombo Rossetto * Marcia Maria Barreira* Rosemari Marquetti de Mello* Silvia Amaral de Mello Pinto* Sylvia Ciasca* Tânia Maria de Campos Freitas
Comissão Organizadora
Valdir Franzisko* Roselaine Marquetti* Tatiana Rodrigues Stuginski

Dislexia, Cognição e Aprendizagem
Destinado a educadores, profissionais das áreas de Psicologia, Fonoaudiologia, Psicopedagogia, Neurologia, Pediatria, Pedagogia, Oftalmologia e demais interessados.



11, 12 e 13 de setembro de 2008 no Auditório da FMU
Av. Santo Amaro,1239 - Vila Nova Conceição - São Paulo - SP

Ministrado em 03 dias (Quinta-feira, Sexta-feira e Sábado), o simpósio terá a presença de convidados internacionais, profissionais da Equipe Científica da ABD, especialistas em diagnóstico diferencial multidisciplinar além de palestrantes convidados, para discutir temas relativos à Dislexia.


Horário 11 de Setembro 2008 - Quinta-feira
19:00 Credenciamento

20:00 Abertura Oficial
ABD, uma história em 25 anos: Histórico e Atuações
Sra. Rosemari Marquetti de Mello, Presidente Voluntária da ABD
Dr. Abram Topczewski, Vice-Presidente Voluntário da ABD
Dra. Maria Ângela Nogueira Nico, Coordenadora Técnica e Científica da ABD
Prof. José Augusto Rosseto Jr. - Coordenador do Curso de Psicologia da FMU
Mestre de Cerimônia: Valdir Franzisko


20:30 Palestra Magna
DDA e Dislexia: Sintomas Clínicos e Neuroimagens
Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva, médica psiquiatra e escritora
Coordenação: Rosemari Marquetti de Mello
22:00 Coquetel de Confraternização

23:00 Encerramento


Horário 12 de Setembro 2008 - Sexta-feira
09:00 Mesa Redonda: Políticas Públicas
Prof. Newton de Oliveira Rezende - da Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo
Sr. Alexandre Alves Schneider - Secretário Municipal de Educação da Cidade de São Paulo
Coordenação: Abram Topczweski


10:00 Conferência Internacional - O ABC da Dislexia, Déficit de Atenção e Hiperatividade I
Dr. Eric Tridas, pediatra, Diretor do Tridas Center for Child Development
Coordenação: Maria Angela Nogueira Nico
11:00 Intervalo

12:00 Mesa Redonda: Experiências entre Profissionais
ABD - Associação Brasileira de Dislexia - Maria Angela Nogueira Nico - Coordenadora Científica
IDA - International Dyslexia Association - Nancy Hennessy - Ex-Presidente da IDA (EUA)
AND - Associação Nacional de Dislexia - Maria Ester Borlido - Presidente (Rio de Janeiro)
APDIS - Associação Portuguesa de Dislexia - Profª Drª Helena Serra - (Portugal) (a confirmar)
APD - Associação Paulista de Dislexia - Simone Aparecida Capellini - (Botucatu -SP)
Coordenação: Tania Maria de Campos Freitas


13:00 Intervalo de Almoço

14:00 Conferência Internacional - Estudos sobre Leitura I
De que maneira a pesquisa facilita a mudança para a instrução de Leitura I
Sra. Nancy Hennessy, psicóloga e educadora
Coordenação: Silvia Amaral de Mello Pinto

15:00 Mesa Redonda: Outras Abordagens Terapêuticas
Panlexia - Mônica Luczynski, psicóloga
PEI - Programa de Enriquecimento Instrumental - Edith Rubinstein, psicopedagoga
Método Kumon - Adriana Pinheiro Tomaz - engenheira civil, pós-graduada em Matemática
Coordenação: Marcia Maria Barreira
16:30 Intervalo

17:00 Identificação de diferentes perfis de maus leitores
José Montiel, psicólogo
Coordenação: Tania Maria de Campos Freitas
18:00 Encerramento

Horário 13 de Setembro 2008 - Sábado
09:00 Mesa Redonda: Aspectos Visuais relacionados à Dislexia
Processamento Visual - Dra. Mônica Helena Teixeira, médica oftalmologista.
Movimentos Oculares na Leitura - Dr. Elizeu Coutinho, psicólogo e neuropsicólogo
Método Irlen - Dra. Márcia Guimarães, médica oftalmologista - Hospital de Olhos de Minas Gerais
Coordenação: Tania Maria de Campos Freitas
10:30 Intervalo
11:00 Tratamento psicopedagógico: Apresentação de um caso
Maria Cecília Gomara de Oliveira, psicopedagoga
Coordenação: Marcia Maria Barreira
12:00 Avaliação do Processamento Auditivo no Diagnóstico e Reabilitação da Dislexia
Elena Zaidan, fonoaudióloga
Coordenação: Liliane Pereira Desgualdo
13:00 Intervalo para Almoço
14:00 Conferência Internacional - Estudos sobre Leitura II
De que maneira a pesquisa facilita a mudança para a instrução da leitura II
Sra. Nancy Hennessy, psicóloga e educadora
Coordenação: Maria Angela Nogueira Nico
15:00 Conferência Internacional - O ABC da Dislexia, Deficit de Atenção e Hiperatividade II
Dr. Eric Tridas, pediatra, diretor do Tridas Center for Child Development
Coordenação: Abram Topczweski

16:00 Intervalo
16:30 A Neuroimagem na Dislexia
Sylvia Maria Ciasca, psicóloga
Coordenação: Márcia Maria Barreira
17:30 Encerramento

Ficha de Inscrição Preços e formas de pagamento Hotéis


Apoio

agosto 07, 2008

Programa intensivo de ensino consegue modificar cérebro de alunos disléxicos.


06/08/2008 - 10h36

Programa intensivo de ensino consegue modificar cérebro de alunos disléxicos
Áreas desativadas nas crianças foram ligadas com exercícios.
Estudo mostra que cérebro humano pode ser 'reprogramado'.

Luís Fernando Correia
Cientistas da Universidade Carnegie Melon, de Pittsburgh demonstraram com que em alunos com problemas graves de leitura e compreensão, áreas do cerebro que estavam inativas podem ser ligadas com treinamento.


julho 29, 2008

DISLEXICOS!! ESTAMOS A CAMINHO DA VITÓRIA!!!



Vestibular para potadores de necessidades especiaisPublicada em 28/07/2008 às 18h38m

Rodrigo Gomes especial para O Globo Online

RIO - A estudante Marina Bignardi Vaz Fernandes David, 25 anos, tem dislexia. Para fazer a prova de vestibular da Universidade de Campinas (Unicamp) ano passado, ela e mais 50 vestibulandos fizeram valer o decreto 3.298 de 20 de dezembro de 1999, que determina no artigo 27 às instituições de todo o país a obrigatoriedade de oferecer adaptações de provas e tempo adicional, conforme as características da deficiência.
Para Marina, que já tentava a classificação pela segunda vez, o tempo extra e o auxílio de um professor que lia e escrevia as respostas que ela ditava foram essenciais para sua aprovação.
- A Unicamp me deu todo o suporte necessário para fazer o exame. Fiquei numa sala isolada e com um professor especialmente treinado para aplicar a prova a portadores de necessidades especiais - conta Marina, que está no 1º ano do curso de medicina.
Segundo a Unicamp, as provas adaptadas são realizadas no Centro de Estudos e Pesquisas em Reabilitação, no campus de Campinas. Para que os candidatos tenham todas as necessidades supridas, o grupo recebe atendimento especializado de uma equipe diferenciada de fiscais. Profissionais da área médica, como psicólogos e fisioterapeutas, ou interpretes da linguagem de sinais prestam assistência aos vestibulandos. Para alguns casos a universidade providencia mobiliário especial e outros equipamentos como computadores e lupas.
O decreto 3.298 também pode ser usado para casos especiais como do vestibulando Gustavo Dussrayer, 19 anos, que já tinha feito sua inscrição no vestibular quando descobriu, poucos meses antes da prova, que precisava ser internado para uma cirurgia cardíaca.
- Estava preparado para a prova da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) quando tudo aconteceu. Após a cirurgia me sentia bem e resolvi fazer o exame. Como não podia sair do hospital, minha família, de posse de um laudo médico, entrou com um pedido na universidade para a prova ser aplicada na enfermaria - diz Gustavo, que não se classificou para a segunda fase por apenas um ponto.
Segundo Maria Inês Melo, coordenadora do processo seletivo da Uerj, a 'atenção especial' durante a prova deve ser solicitada no ato da matrícula do vestibular, mediante comprovação médica. -
Os vestibulandos que se acidentaram depois de ter feito sua inscrição devem enviar um requerimento juntamente com um laudo médico para a universidade requerendo prova adaptada. Dependendo da gravidade a prova pode ser aplicada no hospital. - explica Maria Inês.
A coordenadora alerta para a importância de descrever o nível da deficiência para a elaboração de uma prova mais adequada ao candidato. -
Os portadores de deficiência visual são classificados de acordo com o nível de visão. Os que não enxergam nada fazem a prova no Instituto Benjamin Constant, na Urca, onde são aplicadas as provas das universidades públicas do Rio. Dependendo do grau de deficiência visual o candidato faz o exame na própria universidade com o auxilio de uma lupa ou é feita uma ampliação da prova - diz Maria Inês Melo, explicando que a impressão da prova passa a ter o tamanho de um jornal, com letras garrafais.
De acordo com dados de um censo realizado pelo Instituto Nacional de Estudo e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de portadores de deficiência nas universidades cresceu 179% em 5 anos. Nesse período as matrículas teriam passado de 2.155 para 6.022. O maior crescimento foi registrado nas instituições de ensino superior privadas. Se considerados os alunos superdotados, os matriculados subiram de 2.173 para 6.328 e o aumento percentual foi de 191%.

MPF pede que MEC só autorize cursos adaptados para deficientes

O Ministério Público Federal (MPF) de São Paulo recomendou que o Ministério da Educação (MEC) a partir desse ano, só autorize e reconheça cursos superiores que tenham instalações adaptadas para deficientes obedecendo à lei brasileira que determina a eliminação de barreiras físicas. No Rio, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi notificada pelo MPF para adequar suas instalações com o objetivo de garantir a acessibilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
Uma inspeção do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA/ RJ) revelou, porém, que os prédios da UFRJ não estão acessíveis e não satisfazem as condições técnicas estabelecidas na NBR 9050 da ABNT, exigidas no decreto.
O MPF quer que a universidade entregue, no prazo de 60 dias, um relatório conclusivo de adequação às exigências da norma da ABNT para cada prédio, unidade, hospital e dependência. A procuradora da República pede ainda que a UFRJ apresente respostas ao formulário do CREA/RJ sobre a acessibilidade dos seus ambientes e relatório sobre as condições de acesso das pessoas com deficiência aos pontos de ônibus e veículos que circulam no campus do Fundão.

Após a entrega desses relatórios, o MPF quer que a UFRJ mostre, em 30 dias, projetos para implementar a acessibilidade com os respectivos cronogramas das obras. A instituição deve garantir também o acesso de profissionais do CREA/RJ para acompanhar o andamento das obras. A recomendação é um instrumento usado por procuradores da República para defender o interesse público sem recorrer a um processo judicial.

Serviço:
Os portadores de necessidades especiais devem requerer a adaptação de suas provas no ato da inscrição do vestibular.
A deficiência deve ser comprovada através de laudo médico. Os vestibulandos que se acidentaram depois de ter feito sua inscrição devem enviar um requerimento juntamente com um laudo médico para a universidade requerendo prova adaptada. Dependendo da gravidade a prova pode ser aplicada no hospital.
Deficiência visual: No Rio os portadores de deficiência visual fazem as provas no Instituto Benjamin Constant, na Urca. Dependendo do grau de deficiência visual o candidato faz o exame na própria universidade com o auxilio de uma lupa ou é feita uma ampliação da prova.
Deficiência auditiva: O exame para surdos e mudos são aplicados normalmente, junto com os outros estudantes.
Dificuldade de locomoção:Os candidatos cadeirantes fazem as provas em locais próximos a sua residência em salas no térreo.
Dislexia: Fazem a prova numa sala isolada com tempo extra, além de receber ajuda de um professor que lê as questões.
Paralisia cerebral ou dificuldade motora: Esses estudantes fazem o exame numa sala separada com um profissional qualificado para atendê-los. Para eles também é disponibilizado tempo extra.



FONTE DE PESQUISA:
http://oglobo.globo.com/educacao/vestibular/mat/2008/07/28/
vestibular_para_potadores_de_necessidades_especiais-547448815.asp

julho 04, 2008

O fantasma que assombra os educadores.


Existe uma espécie de fantasma que assombra as salas de aula brasileiras. Ele atende pelo nome de dislexia e é coresponsável pelas dificuldades de milhões de crianças, sobretudo nas séries iniciais. Mas será que ela é a causa de tantos problemas de aprendizagem? É quase consenso que esse distúrbio é um grande obstáculo que impede o pleno desenvolvimento da leitura e da escrita.

4 mitos da dislexia



Criança que não aprende é doente, dizem muitos. Mas a solução para as dificuldades de aprender a ler e escrever, entre outros problemas, passa primeiro pela sala de aula

1º mito: A dislexia atrapalha a alfabetização


Criança que troca letras é disléxica, certo? Não. Focar a expressão escrita na oralidade (escrever como se fala), trocar tipos parecidos foneticamente (como F e V), juntar palavras e unir letras de forma aparentemente aleatória são ações absolutamente normais do processo de alfabetização. Quem sabe como o aluno constrói esse novo conhecimento considera esses fatos como um avanço em relação a uma etapa anterior, não um erro.

As pesquisadoras argentinas Emilia Ferreiro e Ana Teberosky descobriram (há quase 30 anos!) que os estudantes elaboram diferentes hipóteses sobre o funcionamento do sistema de escrita, como se fossem degraus numa escada rumo à aprendizagem. Investigações na área de didática são unânimes em demonstrar que se alfabetizar está longe de ser uma tarefa simples, num processo complexo em que as idéias dos pequenos nem sempre coincidem com as dos adultos. “Observar a relação do aluno com a própria escrita é mais importante do que apontar erros e muito mais efetivo do que rotulálo como portador de um distúrbio”, afirma Giselle Massi, especialista em fonoaudiologia e linguagem, em Curitiba. Em vez de encaminhar para um tratamento de saúde, o importante é compreender que o percurso é tão importante e desafiador quanto sua conclusão.

Vale lembrar que saber escrever vai além da aquisição da ortografia correta. Aspectos textuais, como coerência, utilização e manipulação de referências e construção lógica de idéias, evidenciam a capacidade de uso da escrita. Apesar de serem centrais na avaliação do nível de compreensão que cada criança tem da linguagem, esses elementos muitas vezes são ignorados. Por exemplo: um aluno que troca letras pode apresentar outras qualidades em seus textos e, portanto, não deve ser tachado de doente, sem apelação.

2º mito: O disléxico não gosta de ler e escrever




Na verdade, o desinteresse pela leitura e pela escrita está muitas vezes associado às próprias dificuldades da alfabetização. A expectativa equivocada de pais e educadores quanto ao ritmo de aprendizagem e a simples comparação entre os colegas de classe podem criar estigmas. Essa mania de colocar rótulos nos estudantes (bons, esforçados, casos perdidos...) cria o que Giselle Massi chama de aquisição por sentido: “Ao ser carimbada pelo professor e pelos pais, a criança desenvolve uma equivocada noção de si e passa a se ver como incapaz de avançar”. Assim, é natural que perca o interesse pelas atividades ligadas ao que considera ser a sua fragilidade (leia mais na entrevista abaixo).

Além de distúrbios físicos (problemas de visão ou audição, por exemplo que podem interferir nessa dificuldade, pais que não valorizam a leitura ou têm pouco acesso a livros e jornais inf luenciam diretamente o desempenho percebido em sala de aula. Não se pode esquecer que no Brasil, segundo dados do Indicador do Alfabetismo Funcional de 2007, só 28% da população entre 15 e 64 anos é capaz de ler textos longos e fazer relações e inferências. É por isso que, aqui, acreditar que a dislexia seja responsável por esse problema é muito grave e não pode justificar os entraves do atual sistema de Educação.

“Quando a criança é observada com mais atenção, é possível verificar que a maior parte dos problemas não é de origem patológica, mas uma junção de fatores internos e externos à escola que dificultam a aprendizagem”, afirma Telma Weisz. “Não questiono a existência da dislexia, mas seus sinais pedem muita atenção num país como o nosso.”

3º mito: O disléxico é mais inteligente e criativo




Essa é outra afirmação, digamos, um tanto quanto estranha. Alguém acha que é possível medir a inteligência ou a criatividade de forma objetiva, como resultado de uma avaliação pragmática? Uma tese amplamente aceita é a de que, por utilizarem formas singulares de elaboração da linguagem escrita e de interação com o idioma, as crianças ditas disléxicas acabariam por desenvolver estratégias mais criativas de comunicação, interessando-se mais pelas artes e pelos esportes.

O fato é que cada ser humano é único, cheio de sutilezas e tem uma intrincada e singular forma de observar e interagir com o mundo. Em outras palavras, todos os estudantes apresentam afinidade com diferentes linguagens. Pesquisas do psicólogo norte-americano Howard Gardner comprovam essa diversidade. Tanto que ele cunhou a expressão “inteligências múltiplas” (ou seja, não há “uma” inteligência a ser medida). Testar essas habilidades implica considerar um universo de possibilidades do conhecimento humano e não apenas a expectativa da sociedade numa determinada época.

Para a psicopedagoga Marice Ribenboim, de São Paulo, o rótulo de gênio é tão nocivo quanto o de incapaz de aprender. “Marcar uma criança como portadora de um distúrbio é, em qualquer situação, uma forma de limitação. A Educação não pode se pautar por esse tipo de evidência, como se fosse um veredicto final sobre as possibilidades de cada um.”

4º mito: As causas da dislexia são genéticas



Estudos recentes conduzidos por Sally Shaywitz, neurologista da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, apontam para uma descoberta neurofisiológica que seria capaz de justificar a falta de consciência fonológica do disléxico. Mas, embora as principais instituições de estudo da doença aceitem atualmente a teoria de uma origem genética, oficialmente a dislexia ainda é um distúrbio sem causa definida. Sim, oficialmente é isso.

Pesquisas realizadas no Brasil e na Inglaterra pelo neurologista Saul Cypel, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretor do Instituto de Neurodesenvolvimento Integral, colocam em xeque a maneira como são conduzidos esses tipos de teste de diagnóstico e revelam que, de cada 100 alunos encaminhados ao médico com suspeita de dislexia, apenas três efetivamente têm a doença. Elas demonstram que não há relação direta entre disfunções no exame eletroencefalográfico e dificuldades de aprendizagem.

Como os mecanismos de funcionamento da dislexia ainda são um mistério para a Medicina, só os sintomas é que conduzem a um diagnóstico – e eles podem apontar para caminhos equivocados.
Quando uma criança mostra dificuldades de aprendizagem associadas à dislexia, os exames às quais é submetida têm como intuito principal descobrir se existe outra causa perceptível para a doença. Se nenhum desvio físico ou psicológico é encontrado, toma-se a dislexia como uma patologia presente e mede-se, por meio dos sintomas, seu grau de severidade.

O tema, como se viu nestas quatro páginas, é bastante controverso e, obviamente, não se esgota aqui. Não há conclusões totalmente definitivas sobre a dislexia (suas causas, seus sintomas, sua ligação com a escola). O que sobra são dúvidas que precisam ser destacadas e exploradas num debate crítico. Como diz o filósofo francês Edgar Morin em seu livro Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro: “Será preciso ensinar princípios de estratégia que permitam enfrentar os imprevistos e as incertezas na complexidade do mundo contemporâneo. É preciso aprender a navegar em um oceano de incertezas em meio a arquipélagos de certeza”.

Então, como diagnosticar a dislexia?

Diagnóstico

Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes que seja feito um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, mas não confirmam a dislexia. Os mesmos sintomas podem indicar outras síndromes neurológicas ou comportamentais.
Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve-se procurar ajuda especializada.
Uma equipe multidisciplinar formada por: Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista, Otorrinolaringologista e outros, conforme o caso.A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. É o que chamamos de AVALIAÇÃO DIFERENCIAL MULTIDISCIPLINAR.

PORQUÊ.... SOMOS DIS !??

PORQUÊ.... SOMOS DIS !??

COMO É A VIDA DE UMA PESSOA COM DIS...

PORQUÊ, SOMOS DIS !!!

Saiba , que entendo muito bem , quando vc fala (mal sabem eles o que tenho de fazer para chegar ate onde cheguei.... ´´e horrivel para mim. Agora vou ter que enfrentar um exame da ordem. Nao sei se mostro que sou dislexica ou nao para fazer a prova. Tenho que decidir, gostaria que vcs me orientasse o que devo fazer) vou te dar varias razões, para você não esconder que é dislexica, e outras tantas mais para você se cuidar e se respeitar em quanto há tempo. Seja quem você realmente é !!! Não seja preconceituosa com você mesma , como eu fui, por pura falta de conhecimento , coisa que você já tem.
e o mais importante ...tem a conciência dos seus direitos como cidadã. O meu conselho é: exerçar seus direitos e cumpra seus deveres, como ser pensante e atuante na nossa sociedade.

como vc sabe , também sou dislexica, mas só tive conciência do que estava acontecendo comigo, depois que ...já tinha meu emocional todo comprometido.
E mesmo assim , tive que passsar por mentirosa, pois já havia passado em um concurso publico, atuava como professora alfabetizadora e estava fazendo uma graduação em pedagogia. E te digo ...só eu e deus, sabia o que eu escondia !!!
Vivi toda minha vida com medo, e com vergunha , quando alguèm percebia meus erros ortograficos ,minha total incapacidade de escrever ao mesmo tempo que outra pessoa falava, não consiguia anotar as informações.
Com tudo isto, fui desfaçando para conseguir viver neste mundo letrado!!!
Até que minha mente e meu corpo , não suportou o estress!!! E tudo ficou encontrolavel, entrei em um processo de depressão, ansiedade e hiperatividade , altissimo.
Foi quando , fui em busca de ajuda medica. Sem saber o que eu escondia...os profissionais de saúde, se desdobraram em busca de explicações para o meu estado de saúde. Cada um chegou a um diagnostico conclusivo.
O psiquiatra, depressão e asiedade, que deveria ser trabalhada com terapia e medicação. A psicologa, hiperatividade causada por meu comportamento obcessivo de perfeição, e fata de confiança, deveria tentar me concentrar melhor no presente. O reumatologista, para ele eu estava com fibromialgia e outras coisas, causadas pelo estress, elevado, seria necessario procurar auternativas de relaxamento, e medicação. Fiz , hidroterapia, acupuntura, rpg , caminhada, cessão de relaxamento mental, com os psicologos, participei de programas para levantar minha auto-estima. Mais nada adiantava...tive outros sintomas, como gagueira, que foi trabalhado com a fonaldiologa. Labirintite, refluxo, que foram tratados por medicos da aréa, especialistas.
Depois tive problemas na visão, ai foi que tudo se entrelaçou, o oftalmologista , pedio um exame para descartar , adivinha o que?
Esclerose multipla....ai na resomância deu possitivo!!! E tudo levava a crer, neste diagnostico, quando se juntava tudo o que estava acontecendo com o meu corpo!!!
Pensa que acabou por ai!!?? Não! Tudo só estava recomeçando...
Mas paralelo a tudo isto, que vinha se passando, eu não parei de estudar, herá ponto de hora!!Para mim!! Fiquei de licença do trabalho , para tratamento, e ainda tive que enfrentar a doença da minha mãe que estava com o diagnostico de câncer. E meus filhos confusos e em plena adolecência. Eu estava completamente perdida!!!! Sem estrutura emocional, e sem controle cognitivo, esquecia as coisas , chorava muito,comecei a escrever e ler com muito mais dificuldades , já estava saindo da realidade, que me parecia um pesadelo!!
Mas, como uma boa dislexica, até então sem saber, não deixei de lutar contra o mundo. E quando estava fazendo minhas pesquisas para o trabalho do tcc, para conclusão do curso de graduação em pedagogia, sobre o tema que mais mim encomodava, os erros ortograficos em sala de aula e a visão do professor, quanto os problemas de aprendizagem. Por acaso, entrei no site da associação brasileira de dislexia, e quando estava lendo um depoimento de um dislexico adulto!!! O chão se abriu e o céu também...e as coisas foram tendo sentido, minha vida tava fazendo sentido. Eu estava diante , de uma explicação para a minha total "burrice"!!! Diante dos meus maiores medos, das minhas grandes vergunhas, das minhas piores dificuldades, e de tudo o que eu fazia questão de esconder, que erá a minha incompetência, diante do desafio de ler e escrever!!!
Mas o que eu julgava ter diante de me, toda solução para explicar todos as minhas angustias, sem fundamento , porquê , agora haveria uma razão. Senti meu esprírito leve, despreoculpado, pensei, agora não vou mais ter que mentir , tenho que revelar o meu maior segredo, e só atravez desta revelação serei liberta do medo, da vergunha, desta vida prisioneira da culpa de ser o que eu herá!!!
Bem , caros colegas, as coisas não foram, e não são tão faceis deste jeito que pensei...todos os profissionais de saúde que estavam , cuidando do meu equilibrio, duvidaram da minha verdade. Passaram a olhar , para me, como se eu estevesse, louca...e se perguntavam!!???
E questionavam, como eu tinha dislexia e tinha chegado onde cheguei sem ajuda!!??? Como eu saberia ler e escrever !!??? Porquê, e como poderia ter escondido isto!!!?? Bem , as respostas para estas perguntas, só eu e deus sabe o que tive que fazer,e tive que reunir forças,buscar conhecimento para meus argumentos e levanta uma quantia em dinheiro, para ir até são paulo, o unico lugar , onde teria profissionais seguramente competêntes para fazer o diagnostico, porquê todos os outros se mostravam completamente impossibilitados para assinar um laudo fechado de um diagnostico sobre dislexia.
E neste exato momento , luto contra todos os mesmos, sentimentos e há todos os mesmos pré-conceitos. E tenho que usar os mesmos meios para continuar sobrevivendo. Mas com uma diferênça fundamental,hoje já não tenho tanta vergonha de escrever errado, entendi que isto não mim tira o direito de ser respeitada e que sou competente e capaz .
Imagina ser ...professora alfabetizadora, pedagoga e atualmente estou fazendo pós- de psicopedagogia. Se tenho dificuldades...claro!! Se vejo discriminação nos olhos de muitos ...simmm!!! Fui aposentada pelo governo do distrito federal, por razões óbvias, que já não tenho forças para questionar.

Mas o que mais importa é que dessidi ir á luta, por mim e por nós!!

Quero que todo disléxico assuma sua condição, não somos doentes para procurar há cura...devemos ir a procura do entendimento do nosso ser pensante e atuante , diante desta sociedade letrada e preconceituosa.

Abjncrção!
Elizabete aguiar.
Perfil profissional:
Profª Elizabete M. Rodrigues R. da R. Aguiar.
Graduada em Pedagogia – UNB.
Especialização em Psicopedagogia Reeducativas Clínica e Institucional –UniEvangelica
Especialista e Neuropedagogia e Psicanálise – FTB.
Dir. Adm. Adjunta da Associação de Psicopedagogia – ABPp- Seção BRASÍLIA.
Profª da Secretaria de Educação do Governo do Distrito Federal – GDF.
Consultoria e Assessoria em Psicoeducação.