
Diagnóstico de dislexia diminui abandono de escola
Se seu filho apresenta problemas com a fala, leitura lenta e silabada, dificuldades para compreender textos e falhas de memória, talvez ele não tenha um problema de má alfabetização, mas sim de dislexia.
A dislexia é um transtorno de leitura, muito comum nas escolas, e tem sua causa em um funcionamento peculiar do cérebro na área de processamento da linguagem, sendo encontrada em diversos níveis.
Outros sintomas da dislexia são a dificuldade de identificar palavras familiares e freqüentes, trocas ou acréscimos de letras na formação de palavras, dificuldade para se concentrar na leitura, nível de escolaridade abaixo do esperado e problemas ortográficos.
De acordo com a neuropediatra do Hospital Universitário Pedro Ernesto, Heloisa Viscaíno Pereira, o transtorno é genético e hereditário, e pode ser classificado como uma doença.
Quanto mais cedo for diagnosticado o distúrbio de leitura, melhor para a criança. Há um grande número de alunos que abandonam a escola por não ter o distúrbio diagnosticado. Os pais devem encaminhar os filhos com possibilidade de dislexia a uma equipe formada por fonoaudiólogos, psicopedagogos e psicólogos, que vai confirmar ou não a doença e indicar em qual nível ela se encontra. Com a confirmação da dislexia, um tratamento para melhorar a capacidade de expressão e leitura será iniciado.
"Os disléxicos não precisam de suporte ou acompanhamento profissional por toda a sua vida. Eles são treinados para contornar suas dificuldades e manter a auto-estima", completou Heloísa Pereira, médica e professa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, em entrevista ao Portal do Governo do Rio de Janeiro.
FONTE DE PESQUISA:
http://www.sidneyrezende.com/noticia/14133
Redação SRZD | Saúde | 2008-06-26 15:00:00
impressão | Envie por e-mail | RSS
junho 29, 2008
Diagnóstico de dislexia diminui abandono de escola.
junho 28, 2008
junho 26, 2008
Neurociência, cognição e dislexia

Vicente Martins - Publicado em 16.06.2008
FONTE DE PESQUISA:
http://www.duplipensar.net/artigos/2008-texto/neurociencia-cognicao-dislexia.html
Neurociência, cognição e dislexia
Aportes teóricos e pesquisas experimentais no campo da Neurociência, Psicologia Cognitiva e Lingüística Clínica trazem, nos últimos cinco anos, achados importantes para os que atuam, no campo escolar, com crianças disléxicas, disgráficas e disortográficas.
Em seu Dislexias: descrição, avaliação, explicação, tratamento (Artes Médicas, 2001), Anne Van Hout e Françoise Estienne afirmam que, graças aos progressos das neurociências, os investigadores dos modelos de leitura e da sua aquisição, desenvolvimento e dificuldades recomendam o uso do termo dislexia no plural, ou seja dislexias, uma vez que os dados recentes exploratórios da dislexia e disfunções correlatas(disgrafia, disortografia) indicam muitas causas e manifestações bem como no agrupamento dos sintomas dislexiológicos.
São três os princípios psicolingüísticos para os profissionais que atuam com as crianças com dificuldades específicas na linguagem escrita.
1º princípio - Desenvolvimento da Consciência fonológica
O desenvolvimento da consciência fonológica explica a maior parte dos casos de dislexia, disgrafia e disortografia. Os profissionais que atuam com disléxicos, disgráficos e disortográficos precisam ter claramente, nos planos de avaliação e intervenção de fonologia e fonêmica. A fonologia deve ser entendida pelos profissionais como estudo dos sons da linguagem humana. É a fonologia parte da lingüística que estuda os fonemas do ponto de vista de sua função na língua.
Falamos em consciência fonológica, segundo Theodore L. Harris e Richard E. Hodges, em seu Dicionário de Alfabetização: vocabulário de leitura e escrita (Artes Médicas, 1999), quando há conscientização dos sons constituintes das apalavras durante o aprendizado de leitura e da soletração/grafia. Os componentes das palavras podem ser diferenciados de três maneiras, segundo os autores:
(1) por sílabas, como /leis/, em que a palavra tem, como observamos, apenas uma sílaba. A definição de sílaba é fonética: uma vogal ou um grupo de fonemas que se pronunciam numa só emissão de voz, e que, sozinhos ou reunidos a outros, formam as palavras. Unidade fonética fundamental, acima do som.
(2) Dentro da sílaba, por onsets e rimas, como /l/ e /leis/. Na língua portuguesa, a palavra onset pode ser traduzida por ataque. O ataque é foneticamente definido como movimento das cordas vocais ao se posicionarem para realizar as articulações vocálicas. O ataque pode ser duro (glotalizado), com as cordas vocais cerradas e abertura repentina para a passagem do ar (como no alemão), ou suave e gradual, em que as cordas vocais se põem imediatamente em posição de vibração (como nas línguas românicas). Em outras palavras, diríamos que o ataque da sílaba é a parte inicial da sílaba constituída por uma ou mais consoantes, que antecedem o núcleo da sílaba. Nos casos em que não existe ataque, diz-se que a sílaba em questão possui um ataque vazio. Mais exemplos: Na palavra "pai", constituída por uma única sílaba, a oclusiva bilabial surda /p/ ocupa a posição de ataque.A rima da sílaba se define como . Rima da sílaba é considerado um constituinte silábico formado pelo núcleo (obrigatório) e pela coda (não obrigatória) de uma sílaba.Exemplos: Na palavra "mal", constituída por uma única sílaba, a rima da sílaba corresponde à seqüência de vogal e de consoante lateral: /al/.
(3) Por fonema, como /l/, /e/, /y/ e /s/. Fonema, estudado em todas as lições anteriores, categoria fonética fundamental para a compreensão da consciência fonológica, é unidade mínima das línguas naturais no nível fonêmico, com valor distintivo (distingue morfemas ou palavras com significados diferentes), porém ele próprio não possui significado (p.ex., em português as palavras faca e vaca distinguem-se apenas pelos primeiros fonemas/f/ e/v/). O fonema não se confunde inteiramente com as letras dos alfabetos, porque estas freqüentemente apresentam imperfeições e não são uma representação exata do inventário de fonemas de uma língua.
2º Princípio - Desenvolvimento da Consciência fonêmica
A noção de fonêmica se faz necessária no programa de intervenção psicopedagógica. Fonêmica é definida como ramo da análise lingüística que estuda a estrutura de uma língua no que se relaciona aos fonemas segmentais e sua distribuição na cadeia fônica. Segundo Theodore L. Harris e Richard E. Hodges, em seu Dicionário de Alfabetização: vocabulário de leitura e escrita (Artes Médicas, 1999), a consciência fonêmica é o dar-se conta dos sons(fonemas) que formam as palavras faladas. Esta conscientização não aparece quando as crianças pequenas aprendem a falar. Esta capacidade não é necessária para falar e entender a língua(gem) falada. Todavia, a consciência fonêmica é importante no aprendizado da lectoescrita (leitura, escrita e ortografia).
3º Princípio - Desenvolvimento da sensibilização às rimas
Os modelos de intervenção psicopedagógica devem levar em conta no programa de treinamento as dificuldades dos disléxicos, disgráficos e disortográficos no tocante à sensibilização às rimas. Por rima, podemos entender, a reiteração de sons (vocais, consonantais ou combinados) iguais ou similares, em uma ou mais sílabas, geralmente, acentuadas, que ocorrem em intervalos determinados e reconhecíveis. Quando o leitor diante de textos versificados, rima é entendida como apoio fonético recorrente, entre dois ou mais versos, que consiste na reiteração total ou parcial do segmento fonético final de um verso a partir da última tônica, com igual ocorrência no meio ou no fim de outro verso ou ainda a repetição de um som em mais de uma palavra de um mesmo verso (ex.: um canto santo de tão raro amor)
Importante salientar, aqui, que a aliteração e assonância favorecem a consciência fonológica e fonêmica durante a alfabetização em leitura para disléxicos, disgráficos e disortográficos.
No campo da literatura, entendemos aliteração como a repetição de fonemas idênticos ou parecidos no início de várias palavras na mesma frase ou verso, visando obter efeito estilístico na prosa poética e na poesia. Por exemplo, é exemplo de aliteração a frase: rápido, o raio risca o céu e ribomba. A aliteração ocorre, em geral, em 'rima inicial, repetição, no início de duas ou mais palavras vizinhas, das mesmas letras ou sílabas, geralmente, para fins expressivos, poéticos ou literários.
A assonância, por sua vez, desenvolve a consciência fonológica ou fonêmica à medida que favorece aos disléxicos, disgráficos e disortográficos a percepção da semelhança ou igualdade de sons em palavras próximas. Na estilística, fala-se em assonância quando do uso do mesmo timbre vocálico em palavras distintas, especialmente no final das frases que se sucedem ou na prosa ou na poesia, repetição ritmada da mesma vogal acentuada para obter certos efeitos de estilo. Por exemplo, temos exemplo de assonância na frase: ardem na alvorada as matas destroçadas.
Para a intervenção nos casos de dislexia, apontaríamos a ludologia como uma prática pedagógica que favorece o aprendizado da leitura dos disléxicos, disgráficos e disortográficos
Na pedagogia, falamos em ludologia lectoescritora como uma esfera de conhecimento que abrange tudo o que diz respeito a jogos e passatempos e brincadeiras infantis com fins de assegurar o aprendizado das habilidades cognitivas instrumentais como leitura, escrita e ortografia. O trava-língua e a parlenda são exemplos de ludologia lectoescritora.
Estudos que tratam sobre atividades indicadas para a intervenção psicolingüísticas em casos de dislexia, disgrafia e disortografia, assinam que o trava-língua promove a consciência fonológica das crianças com dificuldades em leitura, escrita e ortografia.
O trava-língua é uma espécie de jogo verbal que consiste em dizer, com clareza e rapidez, versos ou frases com grande concentração de sílabas difíceis de pronunciar, ou de sílabas formadas com os mesmos sons, mas em ordem diferente, como: no meio do trigo tinha três tigres.
Por fim, os achados na área da psicolingüística apontam que a parlenda melhora a memorização dos disléxicos, disgráficos e disortográficos.
A parlenda pode ser definida como declamação poética para crianças, acompanhada por música. Especificamente, ocorre parlenda quando os professores ou profissionais que intervêm em casos de dislexia, disgrafia ou disortografia através de rima infantil utilizada em brincadeiras e jogos desde a educação infantil.
Quando crianças na educação infantil, portanto, no processo de aquisição da linguagem, seja no trava-língua ou parlenda, ou qualquer outro jogo prosódico, já apontam indícios de dificuldades na fala, serão, no primeiro ciclo do ensino fundamental, fortes candidatos às dificuldades de ingresso no mundo da linguagem escrita, especialmente na leitura, habilidade cognitiva em que terão que transformar os sons da fala, os fonemas, em signos alfabéticos do sistema escrito da sua língua materna.
junho 23, 2008
Vestibular e educação na dislexia.

FONTE DE PESQUISA: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL330560-5604,00-
DISLEXICOS+PODEM+PEDIR+TEMPO+EXTRA+PARA+FAZER+PROVAS.html
/ vestibular e educação / dislexia04/03/2008 - 10h50 - Atualizado em 04/03/2008 - 15h35
Disléxicos podem pedir tempo extra para fazer provas
Em alguns casos, exames também podem ser feitos oralmente.
Para diagnosticar o distúrbio, é preciso ter um laudo da ABD.
Segundo Mônica Bianchini, psicóloga e membro da Associação Brasileira de Dislexia (ABD), a dislexia não é uma doença e sim um distúrbio hereditário de aprendizagem que afeta e leitura e a escrita. "A dislexia é um problema genético e as pessoas que têm são absolutamente normais, normalmente possuem inteligência acima da média", afirmou.Um dos primeiros sinais da dislexia é a demora na leitura, já que por causa do transtorno o disléxico não consegue organizar o processamento das informações recebidas pelo sistema visual. Desta forma, ele não relaciona som e representação visual
junho 17, 2008
O LIVRO: Compreender a Dislexia.
Compreender a Dislexia
Um Guia para Pais e Professores
de Kathleen Anne Hennigh
FONTE DE PESQUISA:
http://www.portoeditora.pt/ficha.asp?ID=34673
Editora: Porto Editora
Sinopse
Compreender a Dislexia é um livro de referência para educadores, professores, demais profissionais de educação e pais que pretendam inteirar-se da problemática em si e procurem encontrar métodos práticos de ensino no que diz respeito aos padrões de leitura da criança disléxica.
Assim, para além de analisar o conceito de dislexia, este livro apresenta a sua evolução histórica, bem como um conjunto de temas que se prendem com metodologias e técnicas de ensino, com a avaliação do desempenho e da evolução do aluno disléxico, com o papel do professor na sala de aula e com o envolvimento parental, tanto em casa como na escola.
As técnicas para ensinar....
«Uma das palavras que com
frequência vem à baila, quando
se fala em como ensinar
disléxicos, é a palavra
multissensorial: tentar
apresentar informações
utilizando mais do que um
canal. Se conseguirmos fazer
com que a criança seja
visualmente estimulada (para
que possa ver a informação), e
ao mesmo tempo receba
também estímulos auditivos e
quinestésicos, nomeadamente
tácteis... serão maiores as
probabilidades da informação
chegar ao cérebro».
(Vídeo: Dr. Steve Chinn)
"As técnicas para ensinar
crianças com dislexia devem
incluir:
– um ensino multissensorial
que recorra ao tacto, ao
movimento e à cor como
canais a explorar para além
da audição e da visão
– repetir e sublinhar tudo
quanto seja informação
nova, várias vezes antes de
avançar. Chama-se a isto
sobreaprendizagem
– ajudar as crianças a fazer
aquilo que conseguem fazer
bem, elogiando-as quando
são bem sucedidas; não
colocar as crianças em
situações nas quais se sabe
de antemão que estão
votadas ao fracasso
– utilizar computadores como
forma de ajudar crianças
disléxicas a superar a
habitual dificuldade em
produzir textos.
(Vídeo)"
FONTE DE PESQUISA:
Um Pacote de Formação Multimédia
para alunos, pais e professores
Guia – Vídeo BBC – Sítio Web
Aprende a conhecer o teu próprio estilo de aprender.

O que os Alunos Podem Fazer
Compilado por Rachel Davies, BA
Cada um de nós aprende à sua maneira
Aprende a conhecer o teu próprio estilo de aprender. Aprendes
mais facilmente como?
( Vendo,
( ouvindo, ou
( através da experiência directa?
Como gerir o próprio trabalho
( Faz cópias do teu horário escolar e afixa-as em diferentes
divisões da casa: na cozinha, no quarto ou no local onde
habitualmente estudas. Guarda cópias adicionais para utilizar
no caso de se perderem algumas.
( Escreve, sozinho ou recorrendo a ajuda se for mais fácil para ti,
as datas e as horas de tudo: lições a estudar ou trabalhos de
casa, actividades extracurriculares, exames, encontros, etc.
( Verifica se tens contigo os números de telefone de pelo menos
dois colegas que te poderão repetir os trabalhos marcados
para casa, e isto na eventualidade de não os teres anotado
convenientemente.
( À noite, antes de te deitares, prepara a pasta com tudo aquilo
de que vais precisar para o dia seguinte. Isto permite começar
o novo dia de uma forma mais calma.
( Aprende a conhecer o teu ritmo natural. Não tentes fazer os
trabalhos de casa quando estiveres cansado ou com fome, ou a
passar por um período mais difícil do dia.
( Tenta encontrar um local tranquilo em casa, com um mínimo de
distracções para poderes trabalhar em paz.
( Quando tiveres muitas lições para estudar e muitos trabalhos
de casa divide-os em unidades mais pequenas e faz intervalos
com frequência.
Na escola:
( Senta-te nas filas da frente e longe da janela, para evitares
distrair-te.
( Durante as aulas tira notas e inventa as tuas próprias
abreviaturas e técnicas de memorização para registares a
informação e dela te lembrares mais facilmente.
( Grava as aulas com um gravador de cassetes e ouve as
gravações quando estiveres descontraído e com maior
capacidade de assimilação.
( Aperfeiçoa os teus conhecimentos de informática: é bastante
mais rápido e mais fácil escrever recorrendo a um tratamento
de texto do que à mão. Depois de releres os teus textos, utiliza
um corrector ortográfico para detectar os erros.
( Trabalha com o teu tutor ou com o director de turma, para
desenvolveres as tuas técnicas de estudo, sobretudo em altura
de preparação de exames.
( Nunca hesites em dizer ao teu professor que não entendes
determinada coisa. Há sempre alguém que está na mesma
situação e que tem medo de o dizer.
( Lembra-te que é provavelmente por teres dislexia que o
trabalho escolar parece mais difícil, mas isso não é motivo para
não dares o teu melhor.
( Utiliza a Internet para descobrir novas ideias sobre as
competências de estudo para alunos com dislexia.
DO LIVRO : Um Pacote de Formação Multimédia
para alunos, pais e professores
Guia – Vídeo BBC – Sítio Web (PAG;54)
Saúde: a Criança Total.

Saúde: a Criança Total
Apresentado por Elizabeth Hocken, SRN, SCM, Higher Dip.HV
Um bom estado de saúde é fundamental para que as crianças
obtenham bons resultados escolares. Pode revelar-se necessário,
na criança com dificuldades de aprendizagem, ir para além dos
exames médicos habituais de forma a tentar encontrar a raíz do
seu problema; é sobretudo importante despistar eventuais défices
de atenção ou de audição ou ainda carências alimentares.
Uma criança com dificuldades de aprendizagem pode apresentar
muitos outros sintomas. A dislexia está frequentemente associada
a problemas de concentração, memória, coordenação, destreza,
controlo visual, audição e equilíbrio. É portanto preferível adoptar
uma abordagem global aquando da avaliação da criança.
Visão: a optometria
A optometria é o tratamento proposto pelo especialista para
melhorar o processamento ocular. O optometrista identifica as
zonas problemáticas através de um conjunto de testes e
elaborando uma história detalhada dos antecedentes clínicos. As
dificuldades incluem:
( dificuldade em manter uma imagem fixa, ocorrendo por isso
visão dupla, sobreposição e falta de nitidez das imagens
( dificuldade em seguir com o olhar um objecto em movimento,
de que resulta uma aptidão reduzida para jogos de bola
( dificuldades com as sacadas (alternância de fixações oculares
e saltos de um ponto de fixação para outro), indispensáveis
para a leitura
( incapacidade em alterar rapidamente a distância focal, da
visão ao perto para a visão ao longe, que está na origem da
dificuldade em copiar
( aberrações na percepção de profundidade e na organização
espacial, donde dificuldades em copiar, má apresentação
gráfica, desenho fraco, e dificuldades de controlo motor
( aberrações da visão periférica, ou porque é muito apurada (o
que leva à distracção fácil e a dificuldades na fixação central)
ou porque está diminuída, o que é sinónimo de redução do
campo visual.
O tratamento consiste numa série de exercícios, praticados
durante um período de algumas semanas, com o objectivo de
estimular os nervos motores do olho (os nervos exteriores ao olho,
que controlam a posição e o movimento ocular, e não os nervos
das vias visuais que transmitem os estímulos ao cérebro).
Alguns optometristas também podem testar a sensibilidade à cor
e receitar lentes coloridas para reduzir esta sensibilidade. As
lentes apenas podem ser receitadas por especialistas em óptica
ou oftalmologia. Na maior parte dos países europeus há institutos
de optometria que dispõem de listas actualizadas de profissionais
FONTE DE PESQUISA:
Um Pacote de Formação Multimédia
para alunos, pais e professores
Guia – Vídeo BBC – Sítio Web.(PAG;41)
Os termos do problema !!!

"Os termos do problema
deveriam ser invertidos: não se
deve partir do princípio de que
as crianças com dificuldades
específicas de aprendizagem
são incapazes de responder às
exigências da escola; a questão
é se a escola é capaz de
responder às necessidades
destas crianças, facultando-
lhes um ensino adaptado."
FONTE DE PESQUISA:
Um Pacote de Formação Multimédia
para alunos, pais e professores
Guia – Vídeo BBC – Sítio Web
A criança disléxica .
Então, como diagnosticar a dislexia?
Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes que seja feito um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, mas não confirmam a dislexia. Os mesmos sintomas podem indicar outras síndromes neurológicas ou comportamentais.
Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve-se procurar ajuda especializada.
Uma equipe multidisciplinar formada por: Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista, Otorrinolaringologista e outros, conforme o caso.A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. É o que chamamos de AVALIAÇÃO DIFERENCIAL MULTIDISCIPLINAR.
COMO É A VIDA DE UMA PESSOA COM DIS...
Saiba , que entendo muito bem , quando vc fala (mal sabem eles o que tenho de fazer para chegar ate onde cheguei.... ´´e horrivel para mim. Agora vou ter que enfrentar um exame da ordem. Nao sei se mostro que sou dislexica ou nao para fazer a prova. Tenho que decidir, gostaria que vcs me orientasse o que devo fazer) vou te dar varias razões, para você não esconder que é dislexica, e outras tantas mais para você se cuidar e se respeitar em quanto há tempo. Seja quem você realmente é !!! Não seja preconceituosa com você mesma , como eu fui, por pura falta de conhecimento , coisa que você já tem.
e o mais importante ...tem a conciência dos seus direitos como cidadã. O meu conselho é: exerçar seus direitos e cumpra seus deveres, como ser pensante e atuante na nossa sociedade.
como vc sabe , também sou dislexica, mas só tive conciência do que estava acontecendo comigo, depois que ...já tinha meu emocional todo comprometido.
E mesmo assim , tive que passsar por mentirosa, pois já havia passado em um concurso publico, atuava como professora alfabetizadora e estava fazendo uma graduação em pedagogia. E te digo ...só eu e deus, sabia o que eu escondia !!!
Vivi toda minha vida com medo, e com vergunha , quando alguèm percebia meus erros ortograficos ,minha total incapacidade de escrever ao mesmo tempo que outra pessoa falava, não consiguia anotar as informações.
Com tudo isto, fui desfaçando para conseguir viver neste mundo letrado!!!
Até que minha mente e meu corpo , não suportou o estress!!! E tudo ficou encontrolavel, entrei em um processo de depressão, ansiedade e hiperatividade , altissimo.
Foi quando , fui em busca de ajuda medica. Sem saber o que eu escondia...os profissionais de saúde, se desdobraram em busca de explicações para o meu estado de saúde. Cada um chegou a um diagnostico conclusivo.
O psiquiatra, depressão e asiedade, que deveria ser trabalhada com terapia e medicação. A psicologa, hiperatividade causada por meu comportamento obcessivo de perfeição, e fata de confiança, deveria tentar me concentrar melhor no presente. O reumatologista, para ele eu estava com fibromialgia e outras coisas, causadas pelo estress, elevado, seria necessario procurar auternativas de relaxamento, e medicação. Fiz , hidroterapia, acupuntura, rpg , caminhada, cessão de relaxamento mental, com os psicologos, participei de programas para levantar minha auto-estima. Mais nada adiantava...tive outros sintomas, como gagueira, que foi trabalhado com a fonaldiologa. Labirintite, refluxo, que foram tratados por medicos da aréa, especialistas.
Depois tive problemas na visão, ai foi que tudo se entrelaçou, o oftalmologista , pedio um exame para descartar , adivinha o que?
Esclerose multipla....ai na resomância deu possitivo!!! E tudo levava a crer, neste diagnostico, quando se juntava tudo o que estava acontecendo com o meu corpo!!!
Pensa que acabou por ai!!?? Não! Tudo só estava recomeçando...
Mas paralelo a tudo isto, que vinha se passando, eu não parei de estudar, herá ponto de hora!!Para mim!! Fiquei de licença do trabalho , para tratamento, e ainda tive que enfrentar a doença da minha mãe que estava com o diagnostico de câncer. E meus filhos confusos e em plena adolecência. Eu estava completamente perdida!!!! Sem estrutura emocional, e sem controle cognitivo, esquecia as coisas , chorava muito,comecei a escrever e ler com muito mais dificuldades , já estava saindo da realidade, que me parecia um pesadelo!!
Mas, como uma boa dislexica, até então sem saber, não deixei de lutar contra o mundo. E quando estava fazendo minhas pesquisas para o trabalho do tcc, para conclusão do curso de graduação em pedagogia, sobre o tema que mais mim encomodava, os erros ortograficos em sala de aula e a visão do professor, quanto os problemas de aprendizagem. Por acaso, entrei no site da associação brasileira de dislexia, e quando estava lendo um depoimento de um dislexico adulto!!! O chão se abriu e o céu também...e as coisas foram tendo sentido, minha vida tava fazendo sentido. Eu estava diante , de uma explicação para a minha total "burrice"!!! Diante dos meus maiores medos, das minhas grandes vergunhas, das minhas piores dificuldades, e de tudo o que eu fazia questão de esconder, que erá a minha incompetência, diante do desafio de ler e escrever!!!
Mas o que eu julgava ter diante de me, toda solução para explicar todos as minhas angustias, sem fundamento , porquê , agora haveria uma razão. Senti meu esprírito leve, despreoculpado, pensei, agora não vou mais ter que mentir , tenho que revelar o meu maior segredo, e só atravez desta revelação serei liberta do medo, da vergunha, desta vida prisioneira da culpa de ser o que eu herá!!!
Bem , caros colegas, as coisas não foram, e não são tão faceis deste jeito que pensei...todos os profissionais de saúde que estavam , cuidando do meu equilibrio, duvidaram da minha verdade. Passaram a olhar , para me, como se eu estevesse, louca...e se perguntavam!!???
E questionavam, como eu tinha dislexia e tinha chegado onde cheguei sem ajuda!!??? Como eu saberia ler e escrever !!??? Porquê, e como poderia ter escondido isto!!!?? Bem , as respostas para estas perguntas, só eu e deus sabe o que tive que fazer,e tive que reunir forças,buscar conhecimento para meus argumentos e levanta uma quantia em dinheiro, para ir até são paulo, o unico lugar , onde teria profissionais seguramente competêntes para fazer o diagnostico, porquê todos os outros se mostravam completamente impossibilitados para assinar um laudo fechado de um diagnostico sobre dislexia.
E neste exato momento , luto contra todos os mesmos, sentimentos e há todos os mesmos pré-conceitos. E tenho que usar os mesmos meios para continuar sobrevivendo. Mas com uma diferênça fundamental,hoje já não tenho tanta vergonha de escrever errado, entendi que isto não mim tira o direito de ser respeitada e que sou competente e capaz .
Imagina ser ...professora alfabetizadora, pedagoga e atualmente estou fazendo pós- de psicopedagogia. Se tenho dificuldades...claro!! Se vejo discriminação nos olhos de muitos ...simmm!!! Fui aposentada pelo governo do distrito federal, por razões óbvias, que já não tenho forças para questionar.
Mas o que mais importa é que dessidi ir á luta, por mim e por nós!!
Quero que todo disléxico assuma sua condição, não somos doentes para procurar há cura...devemos ir a procura do entendimento do nosso ser pensante e atuante , diante desta sociedade letrada e preconceituosa.
Abjncrção!
Elizabete aguiar.
Perfil profissional:
Profª Elizabete M. Rodrigues R. da R. Aguiar.
Graduada em Pedagogia – UNB.
Especialização em Psicopedagogia Reeducativas Clínica e Institucional –UniEvangelica
Especialista e Neuropedagogia e Psicanálise – FTB.
Dir. Adm. Adjunta da Associação de Psicopedagogia – ABPp- Seção BRASÍLIA.
Profª da Secretaria de Educação do Governo do Distrito Federal – GDF.
Consultoria e Assessoria em Psicoeducação.



