junho 14, 2008

ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO PARA DISLEXIA.


Tratamento Psicopedagógico

De acordo com Gonçalves (2005), grande parte da intervenção psicopedagógica estará em buscar os talentos do disléxico, afinal os fracassos, sem dúvida, ele já os conhece bem. Outra tarefa da clínica psicopedagógica é ajudar essa pessoa a descobrir modos compensatórios de aprender. Jogos, leituras compartilhadas, atividades específicas para desenvolver a escrita e habilidades de memória e atenção fazem parte do processo de intervenção. À medida que o disléxico se percebe capaz de produzir poderá avançar no seu processo de aprendizagem e iniciar o resgate de sua auto-estima.

Além disso, cabe destacar a importância dos professores compreenderem o problema da criança disléxica para que não seja taxada de “preguiçosa” ou “estúpidas”, e da participação dos pais como defensores, facilitadores de intervenções apropriadas e fonte de apoio emocional. É importante que os pais forneçam experiências de êxito a seus filhos e monitorem os problemas psicológicos secundários (Pennington, 1997)

FONTE DE PESQUISA:
http://www.profala.com/artdislexia13.htm

junho 13, 2008

APRENDER E ENSINAR, QUAL O MELHOR JEITO??


Se o disléxico não pode aprender do jeito que ensinamos, temos que ensinar do jeito que ele aprende.
AVALIAÇÃO:
As crianças com dificuldade de linguagem têm problemas com testes e provas:

Em geral, não conseguem ler todas as palavras das questões do teste e não estão certas sobre o que está sendo solicitado.

- Elas têm dificuldade de escrever as respostas;
- Sua escrita é lenta, e não conseguem terminar dentro do tempo estipulado
Recomendamos que, ao elaborar, aplicar e corrigir as avaliações do aluno disléxico, especialmente as realizadas em sala de aula, adote os seguintes procedimentos:

- Leia as questões/problemas junto com o aluno, de maneira que ele entenda o que está sendo perguntado;
- Explicite sua disponibilidade para esclarecer-lhe eventuais dúvidas sobre o que está sendo perguntado;
- Dê-lhe tempo necessário para fazer a prova com calma;
- Ao recolhê-la, verifique as respostas e, caso seja necessário, confirme com o aluno o que ele quis dizer com o que escreveu, anotando sua(s) resposta(s)
- Ao corrigi-la, valorize ao máximo a produção do aluno, pois frases aparentemente sem sentido e palavras incompletas ou gramaticalmente erradas não representam conceitos ou informações erradas;
- Você pode e deve realizar avaliações orais também.

FONTE DE PESQUISA:
http://www.andislexia.org.br/sugestoes_para_professores.html

junho 09, 2008

Dificuldade com os números é mais comum que dislexia.




Londres, 8 jun (EFE).- A discalculia, dificuldade para aprender termos matemáticos, é mais comum que a sua versão com letras, a dislexia, revela um estudo elaborado em Cuba e divulgado hoje em um congresso científico no Reino Unido.

O estudo dirigido por Brian Butterworth, do Instituto de Neurociência Cognitiva do University College London, junto com o Centro cubano de Neurociência, descobriu que de 1.500 crianças examinadas entre 3% e 6% mostravam sinais de discalculia, enquanto entre 2,5% e 4,3% de dislexia.

Da mesma forma que a dislexia, a discalculia, que consiste na dificuldade de aprendizagem de operações matemáticas ou aritméticas, pode ser causada por um déficit de percepção visual ou problemas quanto à orientação seqüencial.

Considera-se que a dislexia é mais freqüente em países que, como os anglo-saxões, têm um idioma com uma ortografia difícil.

Ao apresentar seu trabalho, no Festival de Ciência de Cheltenham, Butterworth fez um pedido às autoridades e educadores britânicos para que estejam atentos aos sintomas da discalculia de forma que possam oferecer ajuda para aqueles que a possuem.

"Muitas pessoas talvez ignorem que sofram desta condição e inclusive, caso descubram esta dificuldade, não existem organizações que possam lhes ajudar como existem para a dislexia", lamentou o professor.

A dificuldade com os números tem um impacto "nas oportunidades de trabalho e na saúde", e os estudantes que sofrem dela "são infelizes", enquanto seus professores se sentem impotentes ao não poderem ajudar, prosseguiu o especialista.

Butterworth preparou um teste simples para identificar possíveis afetados, que, em sua opinião, deveriam receber ajuda para aprender desde pequenos. EFE jm/bm/fal
FONTE DE PESQUISA:
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/06/08/dificuldade_com_os_numeros_e_mais_comum_que_dislexia_diz_estudo_1346761.html

junho 07, 2008

PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NOS DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM.


Estudo sugere práticas pedagógicas no combate a distúrbios de aprendizagem.
(25/04/2008)
Começa com queixas de professores e de coordenadores escolares e, depois de o problema chegar à família, vem o diagnóstico médico: dislexia, hiperatividade ou outro problema relacionado. A educadora Ynayah Souza de Araújo Teixeira sentiu na pele o problema: teve quatro filhos com distúrbios de aprendizagem na fase escolar.

"Foi um processo longo e traumático, com encaminhamentos a neurologistas, fonoaudiólogos, pedagogas, psicólogos e foniatras. Todos indicavam a necessidade de terapias, exames e medicamentos para tentar contornar a situação. Eu indagava se os problemas eram dos meus filhos ou se era a escola que os criava", conta.

Ynayah decidiu então buscar no curso de Pedagogia elementos que esclarecessem o dilema. Ela não só conseguiu mudar a própria história - todos os filhos cursaram universidade pública - como também relatou, em sua dissertação de mestrado apresentada na Faculdade de Ciências Médicas (FCM), junto ao Programa de Saúde da Criança e do Adolescente, histórias de crianças que sofreram e sofrem esse processo.

A pesquisa aborda as possibilidades de essas crianças superarem histórias de fracasso escolar por meio da adoção de práticas pedagógicas adequadas por parte da escola. Atualmente, Ynayah é professora de uma instituição particular de ensino, transformando em pesquisa o que vivenciou na sua experiência como mãe e professora.

"Acredito no enfrentamento da medicalização pelo trabalho pedagógico. Sei que os relatos podem ajudar muitas pessoas que estão passando pela mesma situação", observa. Orientada pela professora Maria Aparecida Affonso Moyses, ela entrevistou professores, pais e alunos do sexto ao nono ano do ensino fundamental do colégio em que leciona. Todas as crianças entrevistadas sofriam um processo de medicalização, ou seja, tratava-se de alunos diagnosticados e rotulados como portadores de algum distúrbio ou doença que impediam a aprendizagem e que foram encaminhadas para profissionais da área da saúde.

Segundo Ynayah, há uma transferência de responsabilidades, pois o problema passa a ser da criança e, conseqüentemente, da família. "A escola transfere sua responsabilidade e à criança não resta alternativa a não ser incorporar a doença. A criança é estigmatizada, o que acarreta muitos outros problemas, inclusive de auto-estima, pois acredita que suas dificuldades de aprendizagem são conseqüência de suas limitações pessoais", alerta.

Os diagnósticos e rótulos na escola, explica a professora, muitas vezes estão ligados ao fato de o aluno possuir letra ilegível, erros de português, não parar quieto ou ser indisciplinado. A pesquisadora não ignora o fato de que existam crianças que precisem de acompanhamento, mas questiona os modismos criados em torno da situação. "Qualquer problema detectado na escola é encarado como distúrbio, como doença da criança. Já se cristalizaram algumas "verdades" que precisam ser revistas. É preciso abrir novos caminhos para as soluções", acredita.

Um exemplo é que nas entrevistas com professores, ela identificou olhares diferentes em relação ao mesmo problema. Muitos enxergavam as possibilidades do aluno e não, apenas, seus impedimentos. "A postura desses professores foi determinante para a resposta da criança", destaca. Nos três casos analisados pela pedagoga, ela acredita que esta postura foi importante para as crianças vivenciarem histórias de sucesso, inclusive passar em processo seletivo para o ensino médio, o chamado vestibulinho.

Texto: Raquel do Carmo Santos


Fonte: Jornal da Unicamp/http://www.saudeemmovimento.com.br
FONTE DE PESQUISA: http://www.swbrasil.org.br/site/default.php?cod=noticias&id=163

junho 04, 2008

Livros em formato digital, para Dislexicos.




Deficientes, culturalmente excluídos

Luiz Leitão é articulista político - luizleitao@ebb.com.br

Nas duas últimas décadas, algumas medidas para melhorar as condições de acesso dos deficientes a locais públicos, embora muito tímidas, foram tomadas. A falta de acessibilidade é algo pouco notado por quem não tem necessidades especiais. Embora a inclusão no mercado de trabalho tenha sido incentivada pela legislação, os meios para o desenvolvimento destas atividades foram, em boa parte, esquecidos.
Livros em formato digital podem ser lidos não apenas por cegos, mas por portadores de outras necessidades, pessoas com dislexia, mal de Parkinson, amputadas, com paralisia de membros superiores, catarata. Para todos estes, há programas que convertem os textos em áudio, tanto para quem tem visão prejudicada quanto para os que não podem virar as páginas de um livro convencional. Tudo muito mais prático e barato do que edições em Braille que, evidentemente, não podem ser tão numerosas quanto as impressas.
Mesmo alguns aplicativos para computador são pouco acessíveis para os deficientes visuais, e não é algo tão difícil adaptá-los às suas necessidades.
Não se pode alegar a questão da pirataria e dos direitos autorais para perpetuar esta injusta exclusão; o risco de pirataria, da cópia de textos, CDs ou DVDs é o mesmo, veja-se, a propósito, a facilidade com que se encontram cópias piratas de programas, filmes ou músicas para não-deficientes. Além disso, se é prática corriqueira a compra de músicas on-line, o mesmo pode ser feito com livros, mantendo-se a proibição legal de venda não autorizada. Eventualmente, o leitor cederá uma cópia a um conhecido, da mesma forma que é hábito o empréstimo de livros.
Tudo conspira a favor da adoção desta facilidade, desde o fato de os originais das publicações atualmente já serem escritos em editores de texto até o baixíssimo custo da distribuição e venda pela internet, sem emprego de papel, transporte, etc.
É tempo de os legisladores cuidarem do problema, não se justifica a exclusão cultural dos deficientes. Seria ideal a propositura, ouvindo-se os representantes desta parcela da população, de um projeto de lei que torne obrigatória a publicação de livros e apostilas também em formato digital, que possibilita a conversão em áudio de qualquer texto.
Para que se veja a capacidade de adaptação humana, especialmente com o emprego da tecnologia, citamos aqui o caso do piloto cego que viajou cerca de 20 mil quilômetros no comando de um ultraleve: Charles Milton-Barber, cego aos 30 anos por uma doença degenerativa, após atravessar 21 países da Europa, pousou em Sydney, Austrália, em 1º de março de 2007, ao final de um vôo iniciado em 7 de março, em Londres. Através de suas aventuras, Charles arrecada fundos para um projeto que busca devolver a visão a crianças cegas.
O que os deficientes pedem é pouco diante do que podem retribuir, basta que se lhes dêem os meios para tanto.

FONTE DEPESQUISA:
http://www.jhoje.com.br/04062007/opinioes.php

Celular “lê” textos para quem tem dislexia.





FONTE DE PESQUISA:
http://www.adjorisc.com.br/jornais/obarrigaverde/noticias/index.phtml?id_conteudo=125157

Celular lê textos para cegos
http://www.knfbreader.com/

30 de Janeiro de 2008

Divulgação

Software é instalado no Nokia N82
Software para celular “lê” textos para quem tem deficiência visual e dislexia.


O programa foi desenvolvido pela knfb Reading Technology, joint venture da Federação Nacional dos Cegos dos Estados Unidos (NFB) e Kurzweil Technology, comandada pelo cientista Ray Kurzweil.


O software é compatível com o celular N82, da Nokia, com sistema operacional Symbian. Equipado com uma câmera digital de 5 megapixels, o aparelho deve ser usado para fotografar textos, que serão “lidos” por um programa de reconhecimento de caracteres.


“O knfb Reader Mobile permite acesso imediato a uma informação impressa, seja um menu ou carta”, disse James Gashel, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da K-NFB Reading Tecnologies, que é cego e usuário do produto. Segundo a empresa, o software também reconhece, com facilidade, rótulos de produtos e notas de dinheiro (dólares).


O software será vendido pela knfb Reading Technology por US$ 1.595 e o celular por US$ 500.


Mais informações no endereço www.knfbreader.com


Kátia Arima

junho 03, 2008

Associações Internacionais DE DISLEXIA no mundo.


Associações Internacionais DE DISLEXIA.

NO MUNDO, TEMOS EM:

Alemanha
Finlândia
Itália
Áustria
França
Luxemburgo
Bélgica
Grécia
Portugal
Dinamarca
Holanda
Reino Unido
Espanha
Irlanda
Suécia
Canadá
IDA - Associação Internacional de Dislexia
EDA - Associação Européia de Dislexia

FONTE DE PESQUISA:
http://www.dislexia.org.br/

Associação Internacional de Dislexia - IDA


Associação Internacional de Dislexia - IDA

é uma organização sem fins lucrativos, dedicada a ajudar indivíduos com dislexia, suas famílias e as comunidades que lhes dão ajuda. É a mais antiga organização para dificuldades de aprendizagem da nação (EUA), fundada em 1949 em homenagem a Samuel T. Orton um destacado neurologista. Através de sua história, a IDA tem como objetivo promover o mais amplo fórum de debates para pais, educadores e pesquisadores que compartilham suas idéias, experiências e conhecimento.

Sobre a IDA
A IDA (International Dyslexia Association) é uma organização científica, sem fins lucrativos, dedicada ao estudo e tratamento das dificuldades de aprendizado e dislexia.
Tem 13.000 sócios, 60% dos quais, educadores e 20% disléxicos e pais de disléxicos. Mais de 40 regionais nos Estados Unidos e Canadá e também, “Parceiros Globais” como: Brasil, República Checa, Israel e Filipinas.
O orçamento anual de 2,1 milhões de dólares tem origem em doações, mensalidades de sócios, bolsas para pesquisa,vendas de publicações, conferências, etc. A IDA não recebe doações do governo, e seu Conselho Diretor é formado integralmente por voluntários.

O que fazem
A IDA está focada em quatro grandes áreas de atuação:
Informação e indicação;
Pesquisa;
Leis e legislação;
Serviços diretos aos profissionais que atuam na área de dislexia.

Fornece informação para
Aproximadamente 30.000 pessoas que anualmente entram, em contato com seu Escritório Internacional e regionais por telefone, correio e “e-mail”;
250.000 pessoas por ano que contatam a da página da Internet;
40 regionais que promovem conferências locais, encontros, seminários e grupos de ajuda;
Conferência Anual Internacional que atrai mais de 200 pesquisadores, especialistas e aproximadamente 3000 interessados que lidam com dislexia e outros distúrbios de aprendizagem;
Afiliados Internacionais para divulgação em seus respectivos países;

Através de publicações:
Anais de dislexia, enviada anualmente para os sócios
Informativo “Perspectives” destinado aos sócios 3 vezes ao ano
Outros itens relacionados à dislexia disponíveis a compra do público em geral
Na página na Internet no “link Fact Sheets”, itens relacionados à educação.

Outras Ações:
Patrocina também pesquisas neurológicas, educacionais e de desenvolvimento.
Advoga baseada em leis Federais, Estaduais e Municipais

Por que existe?
A IDA foi fundada para dar continuidade e homenagear o Dr Samuel T. Orton, neurologista, que foi um dos pioneiros a identificar a dislexia como uma diferença neuronal e juntamente com Anna Gillingham, desenvolveram técnicas apropriadas de ensino.
Por mais de 50 anos temos lutado pelos direitos de pessoas disléxicas e combatendo os críticos que não acreditam na sua existência, afirmando que as crianças que apresentam os sinais da dislexia e outros distúrbios de aprendizagem, são preguiçosas, bobas ou, pior ainda mentalmente incapazes.
Em nenhum outro lugar, o interessado neste ramo de estudo, pode achar informação, prática, ensino e pesquisa, tão atuais e científicos, como através da IDA

FONTE DE PESQUISA:
http://www.interdys.org/
www.interdys.org A IDA -

European Dyslexia Association - EDA


Associações Internacionais

European Dyslexia Association - EDA

A EDA é uma organização de utilidade pública internacional, que consagra a sua atividade às pessoas com dificuldades específicas de aprendizagem. Fundada em 1987 como organização não governamental, a EDA tem um estatuto consultivo junto da Comunidade Européia, do Conselho da Europa e da “International Federation of Library Association and Institutions” (IFLA). É membro da European Disability Fórum.

Objetivos e atividades:
assistir e apoiar os disléxicos na sua integração educacional, social e cultural
promover cooperação entre pais, professores e outros profissionais
publicar suas atividades e encorajar a investigação sobre as causas, o diagnóstico, a intervenção e a prevenção da dislexia
realizar estudos comparativos e cooperar a nível mundial com outras organizações que prosseguem objetivos semelhantes
sensibilizar o público
organizar conferências e campanhas

Publicações
A Associação publica livros, relatórios e boletins informativos.

Apoio local
Informação relacionada com a dislexia pode ser obtida nas mais de 40 associações afiliadas a EDA existentes em toda Europa.Para além das associações nacionais dos Estados-Membros da união Européia, a EDA integra ainda associações do Brasil, Croácia, Chipre, República Checa, Hungria, Israel, Malta, Polônia, Eslovênia, Kebec e Suíça. Estas associações fornecem vários serviços como linhas telefônicas de ajuda, sessões de formação, reuniões periódicas e redes de apoio para pessoas disléxicas e pais de crianças disléxicas.Muitas destas associações trabalham estreitamente com fonoaudiólogos, psicólogos e psicopedagogos.

Adesão
A adesão a EDA está aberta às organizações diretamente interessadas na dislexia, sem fins lucrativos e aprovadas pelo Conselho de Direção. Este órgão é composto por um número mínimo de cinco pessoas, uma das quais representa a Bélgica e as outras quatro países diferentes, o que confere à EDA um perfil verdadeiramente internacional. Existem duas categorias de membros:
Membros efetivos com direito a voto;
Membros aderentes que podem intervir nas reuniões mas que não possuem direito de voto.

www.bedford.ac.uk/eda

junho 02, 2008

Ensinar disléxicos a ler e processar informações é processo longo.


NOTICIAS:
Ensinar disléxicos a ler e processar informações é processo longo

FLÁVIA PEGORIN
Colaboração para a Folha de S.Paulo

Ensinar disléxicos a ler e a processar informações com mais eficiência é um processo de longo prazo e que exige paciência.

Diferente da fala, que a criança acaba adquirindo pela convivência com outros, a leitura precisa ser ensinada --e aí aparece o problema. Utilizando métodos adequados de tratamento, muita atenção e carinho (pois crianças tendem a se sentir menosprezadas por portar o transtorno), a dislexia pode ser vencida.

Crianças disléxicas que receberam tratamento desde cedo superam o distúrbio e passam a se assemelhar àquelas que nunca tiveram problemas de aprendizado. Além disso, apresentam menor dificuldade ao aprender a ler, o que evita atrasos na escola, repetição de séries e até mesmo o desgosto pelo conhecimento.

Giovana Alvarez Morales, 13, só foi diagnosticada disléxica aos 11 anos. Até lá, sofria por ter notas baixas e pelos rótulos de ter um aprendizado "lerdo". A mãe, Maria de Lurdes, foi quem juntou todos os fatos e reconheceu os sintomas da garota.

"A escola não detectou a dislexia. Hoje, a Giovana vai à psicóloga para aceitar que tem o transtorno e conviver com isso e também à fonoaudióloga, para criar seus próprios dispositivos de reter a 'memória curta'", diz Maria de Lurdes.

A memória recente é mesmo um problema para os disléxicos. Giovana, por exemplo, se esquecia de avisos comuns da sexta série, como uma prova oral para o dia seguinte. Assim, deixava de estudar e tirava notas ruins.

"Conheci pais que se mortificavam por terem chegado a bater nos filhos achando que eles tinham falta de aplicação, sendo que se tratava de dislexia", conta Maria Ângela Nogueira Nico. Ela acredita que os testes para detectar dislexia deveriam ser obrigatórios nas escolas, já que a taxa de pessoas afetadas pelo distúrbio é grande.

Tratamentos

A maioria dos tratamentos para dislexia enfatiza a assimilação de fonemas, o desenvolvimento do vocabulário, a melhoria da compreensão e a fluência na leitura. Esses métodos ajudam o disléxico a reconhecer sons, sílabas, palavras e frases --pois, para eles, cada termo lido acaba se parecendo com uma "nova palavra".

É aconselhável que a criança disléxica leia bastante em voz alta para que possa ser corrigida no ato. Alguns estudos sugerem que um tratamento adequado e ministrado bem cedo pode corrigir as falhas nas conexões cerebrais a ponto de elas se tornarem mínimas --isso no caso de dislexia leve, mas, mesmo para portadores de grau médio ou severo, um tratamento direcionado pode diminuir os sintomas. Como os disléxicos costumam ser muito inteligentes, tendem a ativar outras áreas do cérebro para compensar suas perdas de memória e concentração.

Muitos especialistas sugerem, inclusive, que pessoas disléxicas, por serem forçadas a pensar e aprender de forma diferente, se tornam mais criativas e têm idéias inovadoras que superam as de não-disléxicos. Pode não ser determinante, mas vale lembrar que algumas personalidades que se tornaram célebres também eram portadoras desse distúrbio, entre elas o desenhista Walt Disney, a escritora Agatha Christie, o inventor Thomas Edison e o ator Tom Cruise (que diz ter sofrido muito no início da carreira para memorizar seus roteiros).

Mesmo que a dislexia não seja curada, conviver com ela é necessário. Os portadores têm, inclusive, direitos assegurados por lei. Crianças com dislexia podem, por exemplo, pedir para refazer provas orais, ter uma hora a mais nas provas escritas e usar livremente uma calculadora.

Giovana, muito discreta, prefere usar um lápis com a tabuada impressa. Ela teme ser tachada pejorativamente, como se tivesse uma doença contagiosa. Apenas quando conhece melhor a pessoa ela vence o cuidado de disfarçar a dislexia, o transtorno tão comum e tão desconhecido.

Leia mais na FONTE DE PESQUISA: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u4475.shtml

Dislexia ainda é desconhecida para muitos pais e professores
Confira algumas dicas para detectar a dislexia

Então, como diagnosticar a dislexia?

Diagnóstico

Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes que seja feito um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, mas não confirmam a dislexia. Os mesmos sintomas podem indicar outras síndromes neurológicas ou comportamentais.
Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve-se procurar ajuda especializada.
Uma equipe multidisciplinar formada por: Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista, Otorrinolaringologista e outros, conforme o caso.A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. É o que chamamos de AVALIAÇÃO DIFERENCIAL MULTIDISCIPLINAR.

PORQUÊ.... SOMOS DIS !??

PORQUÊ.... SOMOS DIS !??

COMO É A VIDA DE UMA PESSOA COM DIS...

PORQUÊ, SOMOS DIS !!!

Saiba , que entendo muito bem , quando vc fala (mal sabem eles o que tenho de fazer para chegar ate onde cheguei.... ´´e horrivel para mim. Agora vou ter que enfrentar um exame da ordem. Nao sei se mostro que sou dislexica ou nao para fazer a prova. Tenho que decidir, gostaria que vcs me orientasse o que devo fazer) vou te dar varias razões, para você não esconder que é dislexica, e outras tantas mais para você se cuidar e se respeitar em quanto há tempo. Seja quem você realmente é !!! Não seja preconceituosa com você mesma , como eu fui, por pura falta de conhecimento , coisa que você já tem.
e o mais importante ...tem a conciência dos seus direitos como cidadã. O meu conselho é: exerçar seus direitos e cumpra seus deveres, como ser pensante e atuante na nossa sociedade.

como vc sabe , também sou dislexica, mas só tive conciência do que estava acontecendo comigo, depois que ...já tinha meu emocional todo comprometido.
E mesmo assim , tive que passsar por mentirosa, pois já havia passado em um concurso publico, atuava como professora alfabetizadora e estava fazendo uma graduação em pedagogia. E te digo ...só eu e deus, sabia o que eu escondia !!!
Vivi toda minha vida com medo, e com vergunha , quando alguèm percebia meus erros ortograficos ,minha total incapacidade de escrever ao mesmo tempo que outra pessoa falava, não consiguia anotar as informações.
Com tudo isto, fui desfaçando para conseguir viver neste mundo letrado!!!
Até que minha mente e meu corpo , não suportou o estress!!! E tudo ficou encontrolavel, entrei em um processo de depressão, ansiedade e hiperatividade , altissimo.
Foi quando , fui em busca de ajuda medica. Sem saber o que eu escondia...os profissionais de saúde, se desdobraram em busca de explicações para o meu estado de saúde. Cada um chegou a um diagnostico conclusivo.
O psiquiatra, depressão e asiedade, que deveria ser trabalhada com terapia e medicação. A psicologa, hiperatividade causada por meu comportamento obcessivo de perfeição, e fata de confiança, deveria tentar me concentrar melhor no presente. O reumatologista, para ele eu estava com fibromialgia e outras coisas, causadas pelo estress, elevado, seria necessario procurar auternativas de relaxamento, e medicação. Fiz , hidroterapia, acupuntura, rpg , caminhada, cessão de relaxamento mental, com os psicologos, participei de programas para levantar minha auto-estima. Mais nada adiantava...tive outros sintomas, como gagueira, que foi trabalhado com a fonaldiologa. Labirintite, refluxo, que foram tratados por medicos da aréa, especialistas.
Depois tive problemas na visão, ai foi que tudo se entrelaçou, o oftalmologista , pedio um exame para descartar , adivinha o que?
Esclerose multipla....ai na resomância deu possitivo!!! E tudo levava a crer, neste diagnostico, quando se juntava tudo o que estava acontecendo com o meu corpo!!!
Pensa que acabou por ai!!?? Não! Tudo só estava recomeçando...
Mas paralelo a tudo isto, que vinha se passando, eu não parei de estudar, herá ponto de hora!!Para mim!! Fiquei de licença do trabalho , para tratamento, e ainda tive que enfrentar a doença da minha mãe que estava com o diagnostico de câncer. E meus filhos confusos e em plena adolecência. Eu estava completamente perdida!!!! Sem estrutura emocional, e sem controle cognitivo, esquecia as coisas , chorava muito,comecei a escrever e ler com muito mais dificuldades , já estava saindo da realidade, que me parecia um pesadelo!!
Mas, como uma boa dislexica, até então sem saber, não deixei de lutar contra o mundo. E quando estava fazendo minhas pesquisas para o trabalho do tcc, para conclusão do curso de graduação em pedagogia, sobre o tema que mais mim encomodava, os erros ortograficos em sala de aula e a visão do professor, quanto os problemas de aprendizagem. Por acaso, entrei no site da associação brasileira de dislexia, e quando estava lendo um depoimento de um dislexico adulto!!! O chão se abriu e o céu também...e as coisas foram tendo sentido, minha vida tava fazendo sentido. Eu estava diante , de uma explicação para a minha total "burrice"!!! Diante dos meus maiores medos, das minhas grandes vergunhas, das minhas piores dificuldades, e de tudo o que eu fazia questão de esconder, que erá a minha incompetência, diante do desafio de ler e escrever!!!
Mas o que eu julgava ter diante de me, toda solução para explicar todos as minhas angustias, sem fundamento , porquê , agora haveria uma razão. Senti meu esprírito leve, despreoculpado, pensei, agora não vou mais ter que mentir , tenho que revelar o meu maior segredo, e só atravez desta revelação serei liberta do medo, da vergunha, desta vida prisioneira da culpa de ser o que eu herá!!!
Bem , caros colegas, as coisas não foram, e não são tão faceis deste jeito que pensei...todos os profissionais de saúde que estavam , cuidando do meu equilibrio, duvidaram da minha verdade. Passaram a olhar , para me, como se eu estevesse, louca...e se perguntavam!!???
E questionavam, como eu tinha dislexia e tinha chegado onde cheguei sem ajuda!!??? Como eu saberia ler e escrever !!??? Porquê, e como poderia ter escondido isto!!!?? Bem , as respostas para estas perguntas, só eu e deus sabe o que tive que fazer,e tive que reunir forças,buscar conhecimento para meus argumentos e levanta uma quantia em dinheiro, para ir até são paulo, o unico lugar , onde teria profissionais seguramente competêntes para fazer o diagnostico, porquê todos os outros se mostravam completamente impossibilitados para assinar um laudo fechado de um diagnostico sobre dislexia.
E neste exato momento , luto contra todos os mesmos, sentimentos e há todos os mesmos pré-conceitos. E tenho que usar os mesmos meios para continuar sobrevivendo. Mas com uma diferênça fundamental,hoje já não tenho tanta vergonha de escrever errado, entendi que isto não mim tira o direito de ser respeitada e que sou competente e capaz .
Imagina ser ...professora alfabetizadora, pedagoga e atualmente estou fazendo pós- de psicopedagogia. Se tenho dificuldades...claro!! Se vejo discriminação nos olhos de muitos ...simmm!!! Fui aposentada pelo governo do distrito federal, por razões óbvias, que já não tenho forças para questionar.

Mas o que mais importa é que dessidi ir á luta, por mim e por nós!!

Quero que todo disléxico assuma sua condição, não somos doentes para procurar há cura...devemos ir a procura do entendimento do nosso ser pensante e atuante , diante desta sociedade letrada e preconceituosa.

Abjncrção!
Elizabete aguiar.
Perfil profissional:
Profª Elizabete M. Rodrigues R. da R. Aguiar.
Graduada em Pedagogia – UNB.
Especialização em Psicopedagogia Reeducativas Clínica e Institucional –UniEvangelica
Especialista e Neuropedagogia e Psicanálise – FTB.
Dir. Adm. Adjunta da Associação de Psicopedagogia – ABPp- Seção BRASÍLIA.
Profª da Secretaria de Educação do Governo do Distrito Federal – GDF.
Consultoria e Assessoria em Psicoeducação.