
"É uma dificuldade acentuada que ocorre no processo da leitura e da escrita. É uma incapacidade de ler, como as outras crianças, apesar de possuir uma inteligência normal, boa saúde e órgãos sensoriais intactos". Maria Ângela Nogueira Nico – Coordenadora da Associação Brasileira de Dislexia – ABD
A autora acima recomenda que, aos comprovados disléxicos, seja dada maior ênfase à aplicação de provas orais, visto sua grande dificuldade na parte escrita. Os disléxicos trocam fonemas na escrita. Ex. veio – feio; vaca – faca; bato – pato , etc., fazem inversões, separações, junções inadequadas.
Já se sabe que a dislexia tem causas genéticas: é provocada por alterações nos cromossomos 6 e 15. O Neurologista norte-americano Albert M. Galaburda, uma das maiores autoridades internacionais no assunto, dissecou cérebros de disléxicos e detectou outras causas que provocam o distúrbio. São ectopias ( células fora do lugar ) e displasias ( células com funções diferentes ).
Fonte de pesquisa: marcelinas-rio.com.br/.../dislexia.htm
abril 19, 2008
Já se sabe que a dislexia tem causas genéticas.
abril 18, 2008
Como interagir com o aluno disléxico ????

Como interagir com o aluno disléxico:
Dividir a aula em espaços de exposição, seguido de uma “discussão” e síntese ou jogo pedagógico;
Dar “dicas” e orientar o aluno como organizar-se e realizar as atividade na carteira;
Elaborar enunciados curtos com linguagem objetiva para ajudá-lo a decodificar o texto;
Se necessário subdivida o texto em partes, assim como as questões;
Valorizar os acertos;
Estar atento na hora da execução de uma tarefa que seja realizada por escrito, pois, seu ritmo pode ser mais lento, por apresentar dificuldade quanto a orientação e mapeamento espacial, entre outras razões;
Observar como ele faz as anotações da lousa e auxiliá-lo a se organizar;
Desenvolver hábitos que estimulem o aluno a fazer uso consciente de uma agenda, para recados e lembretes;
Na hora de dar uma explicação usar uma linguagem direta, clara e objetiva e verificar se ele entendeu;
Permitir nas séries iniciais o uso de tabuadas, material dourado, ábaco, e para alunos que estão em séries mais avançadas, o uso de fórmulas, calculadora, gravador e outros recursos, sempre que necessário;
Fonte de pesquisa: www.dislexia.org.br/.../abdemfoco/009-set07.html
Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa- Aurélio Buarque de Holanda Ferreira: PARA VOÇÊ ENTENDER.

Segundo o Dicionário da Língua Portuguesa- Aurélio Buarque de Holanda Ferreira:
DISTÚRBIO é uma variável indesejada que aplicada a um sistema afeta a variável controlada; perturbação.
SÍNDROME é um conjunto de sinais e sintomas que pode ser produzido por mais de uma causa.
TRANSTORNO é um desarranjo, desordem pequena, perturbação de saúde, similar a doença.
Nos últimos anos, a Antropologia, a neurociência e a psicologia estão nos ensinando que todos são capazes de aprender.
Auto-estima elevada ajuda o aprendente.

Auto-estima elevada ajuda o aprendente.
Pouco adianta utilizar diferentes recursos pedagógicos se o estudante está com a auto-estima abalada. Muitas vezes, ele já passou por vários traumas quando o diagnóstico finalmente é feito. A primeira tarefa do professor, portanto, é resgatar a autoconfiança do aluno. “O segredo está em descobrir as habilidades dele para que possa acreditar em si mesmo ao se destacar em outras áreas, como as artes e os esportes”, explica a orientadora Rosângela.
“Hoje temos conhecimento suficiente para identificar crianças com distúrbios de aprendizagem em idade precoce, poupando-as assim do trauma emocional de serem mal-interpretadas e rotuladas de burras, sem entender a razão. Com a aplicação de nosso conhecimento e a definição do estilo individual de aprendizado de cada criança, podemos evitar que isso aconteça”. Edward M. Hallowell.
Não é fácil encontrar a medida certa no trato com o disléxico. O professor deve ajudar, mas não superproteger. O ideal é trabalhar a autonomia da criança para que ela não comece a achar que é dependente em tudo. Rosângela esclarece: “O professor pode, por exemplo, ler a pergunta em voz alta e certificar-se de que a proposta foi entendida. Entretanto, não pode interferir no raciocínio dela dizendo o que é para fazer”. Quando o professor consegue acolher esse estudante e respeitá-lo em suas diferenças, sem cair na armadilha do sentimento de pena, proporciona a ele um grande benefício. Mais do que isso, oferece também a toda a classe uma rica experiência de convivência com a diversidade.
Como facilitar o dia-a-dia do disléxico.

Como facilitar o dia-a-dia do disléxico
São várias as alternativas disponíveis para que o estudante com dislexia possa acompanhar a turma e demonstrar o que aprendeu sem estresse.
• Dar a ele um resumo do programa a ser desenvolvido, se possível já no ato da matrícula.
• Expor, no início do ano, qual a matéria a ser dada e os métodos de avaliação que serão utilizados.
• Iniciar cada novo conteúdo com um esquema mostrando o que será apresentado no período. No final, resumir os pontos-chave.
• Usar vários recursos de apoio para apresentar a lição à classe, além do quadro-negro: projetor de slides, retroprojetor, vídeos e outros recursos multimídia.
• Introduzir vocabulário novo ou técnico de forma contextualizada.
• Evitar dar instruções orais e escritas ao mesmo tempo.
• Avisar, com antecedência, quando houver trabalhos que envolvam leitura para que o aluno encontre outras formas de realizá-lo, como gravar o livro, por exemplo.
• Propor trabalhos em grupo e atividades fora da sala de aula, como dramatizações, entrevistas e pesquisas de campo sempre que possível.
• Fazer revisões com tempo disponível para responder às possíveis dúvidas.
• Autorizar o uso de tabuadas, calculadoras simples, rascunhos e dicionários durante as atividades e avaliações.
• Aumentar o limite de tempo para atividades escritas.
• Ler enunciados em voz alta e verificar se todos entenderam o que está sendo pedido.
Fonte de Pesquisa:
http://www.appai.org.br/Jornal_Educar/jornal49/psicopedagogia/dislexia.asp
Necessidade de tratamento diferenciado nas provas deve ser comprovada com laudo da Associação Brasileira de Dislexia - ABD.

Dicas especiais da ABD
Necessidade de tratamento diferenciado nas provas deve ser comprovada com laudo da Associação Brasileira de Dislexia - ABD.
Conforme a Lei LDB 9394/96 admite, pessoas com dificuldades na leitura e escrita, especificamente portadoras de dislexia, devem ser avaliadas de maneira diferenciada para não excluir seus verdadeiros potenciais.
Desta forma um indivíduo avaliado pela ABD poderá apresentar para tal procedimento o laudo da equipe multidisciplinar da Associação Brasileira de Dislexia - ABD, anexo a Carteira de Identidade da pessoa diagnosticada que apresenta necessidades de avaliação diferenciada em ocasiões de provas, vestibulares, exames da OAB, concursos públicos, exame para obtenção de carteira de habilitação de motorista, etc.
Para tanto é necessário que:
a prova seja lida em voz alta, questão por questão, pelo fiscal da prova;
seja cedido tempo adicional para a execução da prova.
haja apoio na transcrição de gabaritos.
permita-se o uso de calculadora.
quando houver redação, que seja oral e transcrita para o papel pelo fiscal ou observador da prova.
Para mais informações contate os da profissionais na ABD - Associação Brasileira de Dislexia.
abril 17, 2008
A leitura, como sabemos, seja para disléxicos ou não, é uma habilidade complexa.

A leitura, como sabemos, seja para disléxicos ou não, é uma habilidade complexa.
Não nascemos leitores ou escritores. O módulo fonológico é o único, no genoma humano, que não se desenvolve por instinto. Realmente, precisamos aprender a ler, escrever e a grafar correctamente as palavras, mesmo porque as três habilidades linguísticas são cultural e historicamente construídas (...)A leitura só deixa de ser complexa quando a automatizamos. Como somos diferentes, temos maneiras diferentes de reconhecer as palavras escritas e, assim, temos diferenças fundamentais no processo de aquisição de leitura durante a alfabetização. Esse automatismo leitor exige domínios na fonologia da língua materna, especialmente a consciência fonológica,(...)
(2008-01-02 Por Vicente Martins)
Conforme publicou a Dr.ª. Sally Shaywitz, na Scientific American, de novembro de 1996, há cem anos, em novembro de 1896, um médico de Sussex, Inglaterra, publicou a primeira descrição do distúrbio de aprendizagem que viria a ser conhecido como dislexia desenvolvimental. Em 1996, assim como em 1896, a capacidade para ler é tomada como um "sinal" de inteligência, a maioria das pessoas supõe que se alguém é inteligente, motivado e escolarizado, ele ou ela irá aprender a ler. Mas a experiência de milhões de disléxicos demonstrou que aquela suposição é falsa. Na dislexia a aparentemente invariável relação entre inteligência e capacidade para ler não se aplica.
Lima (2002), coloca que o jovem e o adulto em processo de alfabetização muitas vezes já trazem no corpo o sentimento construído socialmente de serem “não leitores” e/ou “não escritores”. Não saber ler ou escrever tem um “desapreço” social muito grande, e a pessoa traz este sentimento consigo. Esta tensão e esta visão de si mesmo como “não aprendiz” estão presentes quando a pessoa se senta para escrever, e se manifesta muitas vezes na rigidez do braço e mão, muitas vezes anulando o movimento do pulso (necessário para escrever).
ELIZABETE RODRIGUES,
PEDAGOGA/ PSICOPEDAGOGA E DISLEXICA.
dis.lexic@hotmail.com
psico.dis.lexic@hotmail.com
E NA COMUNIDADE DO ORKUT: DISLEXOS CONHEÇA SEU DIREITOS
E PERFIL NO ORKUT: DISLEXICOS QUEREMOS CONTATO.
Disléxicos podem pedir tempo extra para fazer provas.

/ vestibular e educação / dislexia
04/03/2008 - 10h50 - Atualizado em 04/03/2008 - 15h35
Disléxicos podem pedir tempo extra para fazer provas
Em alguns casos, exames também podem ser feitos oralmente.
Para diagnosticar o distúrbio, é preciso ter um laudo da ABD.
Segundo Mônica Bianchini, psicóloga e membro da Associação Brasileira de Dislexia (ABD), a dislexia não é uma doença e sim um distúrbio hereditário de aprendizagem que afeta e leitura e a escrita. "A dislexia é um problema genético e as pessoas que têm são absolutamente normais, normalmente possuem inteligência acima da média", afirmou.
Um dos primeiros sinais da dislexia é a demora na leitura, já que por causa do transtorno o disléxico não consegue organizar o processamento das informações recebidas pelo sistema visual. Desta forma, ele não relaciona som e representação visual (letras).PARA SABER MAIS....ENTRE NESTE ENDEREÇO:
FONTE DE PESQUISA: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL330560-5604,00-DISLEXICOS+PODEM+PEDIR+TEMPO+EXTRA+PARA+FAZER+PROVAS.html
O que são realmente as dificuldades de aprendizagem?
O que são realmente as dificuldades de aprendizagem?
A literatura sobre as dificuldades de aprendizagem se caracteriza por um conjunto desestruturado de argumentos contraditórios.
Apesar do conceito de dificuldades de aprendizagem apresentar diversas definições e ainda ser um pouco ambíguo, é necessário que tentemos determinar à que fazemos referência com tal expressão ou etiqueta diagnóstica, de modo que se possa reduzir a confusão com outros termos tais como “necessidades educativas especiais”, “inadaptações por déficit socioambiental” etc.,.
Podemos assinalar como elementos de definição mais relevantes:
A criança com transtornos de aprendizagem tem uma linha desigual em seu desenvolvimento.
Seus problemas de aprendizagem não são causados por pobreza ambiental.
Os problemas não são devidos a atraso mental ou transtornos emocionais.
Em síntese, só é procedente falar em dificuldades de aprendizagem quando fazemos referência a alunos que:
Têm um quociente intelectual normal, ou muito próximo da normalidade, ou ainda, superior.
Seu ambiente sóciofamiliar é normal.
Não apresentam deficiências sensoriais nem afecções neurológicas significativas.
Seu rendimento escolar é manifesto e reiteradamente insatisfatório.
O que podemos observar, de modo geral, em alunos com dificuldades de aprendizagem incluem problemas mais localizados nos campos da conduta e da aprendizagem, dos seguintes tipos:
Atividade motora: hiperatividade ou hipoatividade, dificuldade de coordenação…..,
Atenção: baixo nível de concentração, dispersão…,
Área matemática: problemas em seriações, inversão de números, reiterados erros de cálculo …,
Área verbal: problemas na codificação/ decodificação simbólica, irregularidades na lectoescrita, disgrafías …,
Emoções: desajustes emocionais leves, baixa auto-estima …,
Memória: dificuldades de fixação …,
Percepção: reprodução inadequada de formas geométricas, confusão entre figura e fundo, inversão de letras …,
Sociabilidade: inibição participativa, pouca habilidade social, agressividade.
Bem, e daí? Somos professores e os alunos estão em nossas escolas, em nossas classes. O que fazer?
Assumamos com todos os nossos conhecimentos, com toda nossa dedicação, os princípios da normalização e individualização do ensino, optando pela compreensão ao invés da exclusão. Esta é uma visão que tenta superar a concepção patológica tradicional dos problemas escolares que se apóia em enfoques clínicos centrados nos déficits dos alunos e em tratamentos psico-terapêuticos em anexo aos processos escolares.
Partindo da realidade plenamente constatada que todos os alunos são diferentes, tanto em suas capacidades, quanto em suas motivações, interesses, ritmos evolutivos, estilos de aprendizagem, situações ambientais, etc. , e entendendo que todas as dificuldades de aprendizagem são em si mesmas contextuais e relativas, é necessário colocar o acento no próprio processo de interação ensino/aprendizagem.
Sabemos que este é um processo complexo em que estão incluídas inúmeras variáveis: aluno, professor, concepção e organização curricular, metodologias, estratégias, recursos. Mas, a aprendizagem do aluno não depende somente dele, e sim do grau em que a ajuda do professor esteja ajustada ao nível que o aluno apresenta em cada tarefa de aprendizagem. Se o ajuste entre professor e aprendizagem do aluno for apropriado, o aluno aprenderá e apresentará progressos, qualquer que seja o seu nível.
É óbvio a grande dificuldade que os professores sentem quando se deparam com alunos que se lhes apresenta como com “dificuldades de aprendizagem”. Nessa altura do artigo, coloco “dificuldades de aprendizagem” entre aspas, pois, muitas vezes me pergunto, se estas dificuldades são de ensino ou de aprendizagem. Ambas estão juntas, é difícil dizer qual das duas tem mais peso.
O que acontece quando o docente se esquece que a escola é um universo heterogêneo, tal como a sociedade? Devemos ter em mente que nem todos aprendem da mesma maneira, que cada um aprende a seu ritmo e em seu nível. Precisamos criar novos contextos que se adaptem às individualidades dos alunos, partindo do que cada um sabe, de suas potencialidades e não de suas dificuldades.
Didática: fator de prevenção
De acordo com Blin (2005) sem subestimar o efeito de fatores externos à escola, variadas pesquisas sobre a eficácia do ensino têm demonstrado a influência dos professores e da maneira como conduzem a ação pedagógica, não somente sobre a forma como se dá a aprendizagem dos alunos, mas também sobre o modo com que se comportam em aula. O conhecimento dos processos associados ao ato de aprender e uma prática didática capaz de facilitá-los pode minimizar grande parte dos problemas e dos rótulos colocados nos alunos com “dificuldades de aprendizagem”.
—"Ora, é impossível dar mais atenção para alguns alunos, com as classes lotadas e com o programa que tem de ser igual para todos. Somos cobrados pelos pais, principalmente os das escolas particulares". (uma professora de 4ª série do E.F I)
Segundo Perrenoud (2001) pode-se duvidar que, mesmo em uma classe tradicional em que se pratica o ensino frontal, que o professor se dirija constantemente a todos os alunos, que cada um deles receba a mesma orientação, as mesmas tarefas, os mesmos recursos. E, coloca três motivos para isto:
O professor interage seletivamente com os alunos e, por isso, alguns têm, mais que outros, a experiência de serem ouvidos ou questionados, felicitados ou repreendidos. Pergunta ele: quanto à comunicação não verbal, como ela poderia ser padronizada?
Mesmo nessas classes tradicionais, muitas vezes o trabalho é realizado em grupos, e o professor circula como um recurso para atender os alunos.
A diversidade dos ritmos de trabalho pode levar ao enriquecimento ou ao empobrecimento das tarefas. Assim, sempre há aqueles que terminam primeiro e têm tempo para brincar, ler, enquanto outros demoram para terminar e é preciso esperá-los.
Coloca ainda o autor: "Se considerarmos o currículo real como uma série de experiências, chegaremos, grosso modo, a uma conclusão evidente: o currículo real é personalizado, dois indivíduos nunca seguem exatamente o mesmo percurso educativo, mesmo se permanecerem de mãos dadas durante anos".
O que Perrenoud deixa claro, é que individualização de itinerários educativos é possível para os professores, pois ao invés de uma individualização deixada ao acaso, "pode ser feita uma individualização deliberada e pertinente dos percursos educativos às diferentes características, às possibilidades, aos projetos e às necessidades diferentes dos indivíduos".(obra citada)
Alunos que reprovam vários anos na mesma série são mais comuns do que se pode imaginar. Essas crianças sentem que a escola não foi feita para eles e se evadem. Segundo Freire (1999, p.35), “os alunos não se evadem da escola, a escola é que os expulsa”. Quem realmente falhou, o aluno ou a escola? Esses alunos reprovados retornarão no ano seguinte?
Uma criança curiosa que está descobrindo o mundo e suas possibilidades não progrediu nada em um ano, dois ou três. . . Isto nos faz questionar o atual sistema de ensino, pois, parece-nos que busca uma produção em série e com isso apenas evidencia as diferenças sem nada fazer por elas.
Vários autores, como Sara Pain, Alicia Fernández, Maria Lucia Weiss, chamam atenção para o fato de que a maior percentual de fracasso na produção escolar, de crianças encaminhadas a consultórios e clínicas, encontram-se no âmbito do problema de aprendizagem reativo, produzido e incrementado pelo próprio ambiente escolar. (WEISS et. al, 1999, p.46)
É importante considerar que a escola deve valorizar os muitos saberes do aluno, e que seja oportunizado a ele demonstrar suas reais potencialidades. A escola tem valorizado apenas o conhecimento verbal e matemático, deixando de fora tantos conhecimentos importantes para sociedade.
O sentimento de pertença deve ser estimulado, alguém acuado, jamais vai demonstrar as potencialidades que possui. Tornando o ambiente escolar acolhedor, aceitando a criança como ela é, oferecendo meios para que se desenvolva, já é uma garantia de dar certo o trabalho em sala de aula.
É necessário que os profissionais da educação adotem uma postura ética em relação ao aluno, que assim como eles convivem em uma sociedade excludente.
Portanto, diversificar as situações de aprendizagem é adaptá-las às especificidades dos alunos, é tentar responder ao problema didático da heterogeneidade das aprendizagens, que muitas vezes é rotulada de dificuldades de aprendizagens.
Bibliografia:
Blin, Jean-François. Classes difíceis: ferramentas para prevenir e administrar os problemas escolares. Porto Alegre: Artmed, 2005.
Lacasa, P. & Guzmán, S. (1997). Dónde situar las dificultades de aprendizaje? Transformar las aulas para superarlas. Cultura y Educación, 8, 27-48.
FREIRE, Paulo. A Educação na Cidade. São Paulo, SP: Cortez, 3ª ed,1999.
Perrenoud, Philippe. A pedagogia na escola das diferenças: fragmentos de uma sociologia do fracasso. Porto Alegre: Artmed Editora, 2001.
WEISS, Alba Maria Lemme, CRUZ, Maria Lúcia R. A Informática e os Problemas Escolares de Aprendizagem. Rio de Janeiro: Ed. DP&A, 1999.
Vera Lúcia Camara F. Zacharias é mestre em educação, pedagoga, diretora de escola aposentada, com vasta experiência na área educacional em geral, e na assessoria e capacitação de profissionais das mais diversas áreas.
FONTE DE PESQUISA:
http://www.centrorefeducacional.com.br/adificeis.htm
abril 16, 2008
APOIO INSTITUCIONAL DA UnB AO ESTUDANTE COM DISLEXIA .
APOIO INSTITUCIONAL DA UnB AO ESTUDANTE COM DISLEXIA
Glaura Borges M. G. Evangelista
Definição de Política Internacional
Linha de ação sobre Necessidades Educacionais Especiais da Conferência Mundial sobre Necessidades Educacionais Especiais aprovada em 10/06/1994 em Salamanca – Espanha.
Conceito de Necessidades Educacionais Especiais: “todas as crianças ou jovens cujas necessidades decorrem de sua capacidade ou dificuldades de aprendizagem”.
Escola integradora:
Meio favorável à consecução da igualdade de oportunidades e da completa participação.
Requer esforço comum dos professores e do pessoal da escola, colegas, pais, famílias e voluntários.
Princípio Fundamental das escolas integradoras:
Todas as crianças devem aprender juntas, sempre que possível, independente de quaisquer dificuldades ou diferenças.
As escolas integradoras devem:
reconhecer e atender as diferentes necessidades dos estudantes;
adaptar-se aos diferentes estilos e ritmos de aprendizagem dos estudantes;
assegurar um ensino de qualidade a todos, através de um adequado programa de estudos, de boa qualidade a todos, de boa organização escolar, criteriosa utilização dos recursos e entrosamento com suas comunidades;
Ser de fato, uma contínua prestação de serviços e de ajuda para atender às contínuas necessidade especiais que surgirem na escola.
PPNE
Programa de Apoio às Pessoas com Necessidades Especiais da UnB
É um Programa, vinculado à Vice-Reitoria, criado em outubro de 1999, para implantar uma política permanente de atenção às Pessoas com Necessidades Especiais da UnB.
Objetivos do PPNE
Assegurar ao estudante com necessidade especial a plena integração à vida universitária visando a formação de cidadãos plenos.
Assegurar, sem privilégio ou paternalismo, a igualdade de oportunidade na sociedade, ao garantir condições adequadas ao seu desenvolvimento desde o ingresso, com atendimento especial aos candidatos do PAS e Vestibular, como também durante sua graduação e pós-graduação.
Estudantes identificados no PPNE
Estudantes participantes do PPNE em 2007 por necessidades especiais
Perfil dos estudantes com Dislexia e TDAH
Perfil dos estudantes com Dislexia e TDAH
Atendimento Especial no Ingresso na UnB
Candidato Disléxico e o
PAS/Vestibular da UnB
Edital - normatiza concursos públicos, vestibular e PAS realizados pelo CESPE:
O candidato deverá indicar, na solicitação de inscrição os recursos especiais necessários para realização de prova objetiva e discursiva.
Deverá enviar ao CESPE, até o último dia de inscrição, laudo médico que justifique o atendimento especial solicitado. Após esse período a solicitação será indeferida, salvo nos casos de força maior.
Atendimento em Sala Especial
De acordo com a necessidade do candidato, a solicitação e o relatório médico e/ou especialista, aprovado pela junta médica do CESPE/UnB.
Perfil dos colaboradores:
Chefe e fiscal de sala ledores, quando
solicitado e concedido.
Adequação dos recursos físicos e equipamentos no Vestibular
Sala coletiva com poucos candidatos;
Sala individual, com mesa apropriada, em prova com ledor ou quando o candidato quer ler a prova em voz alta;
Máquina de calcular com tipos ampliados;
Gravação de toda a prova com ledor.
Adaptação dos recursos instrucionais no Vestibular
Tem direito a tempo adicional de provas de até uma hora conforme recomendação do parecer médico ou especialista;
Correção de provas de redação ou discursiva feita por especialista, quando solicitado.
Apoio acadêmico na UnB
Resolução 048 do CEPE/UnB, de 12/09/2003: dispõe sobre os direitos acadêmicos de alunos regulares de graduação e pós-graduação, com necessidade especial.
A Inclusão na UnB
Equipe com Assistente Social, Pedagogo, Psicólogo, Professor orientador e Professor coordenador de curso.
A identificação do estudante disléxico e com TDAH para os seus professores e colegas é feita com sua aprovação.
A Inclusão na UnB
Procedimentos:
cadastramento do estudante no PPNE;
orientação e encaminhamento para programas de apoio social e acadêmicos: bolsa de alimentação, moradia estudantil, bolsa de permanência e Tutoria Especial;
orientação acadêmica em matrícula de disciplinas a cada semestre;
durante o curso: trancamentos, exercício domiciliar, desligamento e reintegração à UnB;
encaminhamentos para acompanhamento clínico.
A Inclusão na UnB
Contato com o coordenador do curso e com os professores das disciplinas matriculadas;
Carta de apresentação do aluno constando sua necessidade especial, informações gerais de formas de apoio extra e intra - sala de aula e alternativas de avaliação tais como: objetividade nos enunciados e questões de provas, correção dos textos, trabalhos e provas discursivas sem descontar pontos nos erros ortográficos, etc.
Formalização, treinamento, acompanhamento e avaliação dos Tutorados e Tutores Especiais no Programa de Tutoria Especial – PTE.
Programa de Tutoria Especial PTE
Resolução do CEPE/UnB nº 010 de 03 de abril de 2007 que regulamenta o Programa na UnB.
Justificativas:
Oferecer apoio acadêmico especial a estudantes com necessidades educacionais especiais regularmente matriculados nos cursos da UnB, por meio do PTE;
Promover a participação efetiva dos estudantes com necessidades especiais em todas as atividades e em todos os segmentos da Universidade;
Proporcionar ao estudante universitário a oportunidade de uma formação acadêmica sintonizada com a perspectiva da sociedade inclusiva.
Programa de Tutoria Especial PTE
Apoio acadêmico realizado ao estudante universitário com necessidade educacional especial (Tutorado), por estudante universitário regularmente matriculado na mesma disciplina e/ou, quando recomendado, por estudante que já tenha cursado a disciplina (Tutor Especial) , com supervisão acadêmica do professor da disciplina e acompanhamento do PPNE e DAIA/DEG.
PTE – 2003 a 2007
PTE em 2007
e as Necessidades Especiais
A Tutoria Especial com estudante
disléxico e com TDAH
Formas de apoio do Tutor Especial nas disciplinas:
“copista” – auxilia/faz as anotações do quadro;
“ledor” – lê e/ou grava os textos, livros, etc;
“monitor” - tira dúvidas, faz exercícios, etc.
Adequação de espaço físico, equipamentos e material pedagógico
Sala de estudo individual e sem ruídos na Biblioteca Central da UnB;
Empréstimo de gravador digital para gravação das aulas, textos e livros;
Projeto de implantação da Biblioteca Virtual e Sonora na BCE da UnB para disponibilizar títulos gravados em voz.
“A mudança é inevitável.
O crescimento é opcional” Anônimo
Contatos do PPNE:
UnB - ICC Norte, Sala BT 678
Fones: 33072971 – 33072972
ppne@unb.br
Então, como diagnosticar a dislexia?
Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes que seja feito um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, mas não confirmam a dislexia. Os mesmos sintomas podem indicar outras síndromes neurológicas ou comportamentais.
Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve-se procurar ajuda especializada.
Uma equipe multidisciplinar formada por: Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista, Otorrinolaringologista e outros, conforme o caso.A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. É o que chamamos de AVALIAÇÃO DIFERENCIAL MULTIDISCIPLINAR.
COMO É A VIDA DE UMA PESSOA COM DIS...
Saiba , que entendo muito bem , quando vc fala (mal sabem eles o que tenho de fazer para chegar ate onde cheguei.... ´´e horrivel para mim. Agora vou ter que enfrentar um exame da ordem. Nao sei se mostro que sou dislexica ou nao para fazer a prova. Tenho que decidir, gostaria que vcs me orientasse o que devo fazer) vou te dar varias razões, para você não esconder que é dislexica, e outras tantas mais para você se cuidar e se respeitar em quanto há tempo. Seja quem você realmente é !!! Não seja preconceituosa com você mesma , como eu fui, por pura falta de conhecimento , coisa que você já tem.
e o mais importante ...tem a conciência dos seus direitos como cidadã. O meu conselho é: exerçar seus direitos e cumpra seus deveres, como ser pensante e atuante na nossa sociedade.
como vc sabe , também sou dislexica, mas só tive conciência do que estava acontecendo comigo, depois que ...já tinha meu emocional todo comprometido.
E mesmo assim , tive que passsar por mentirosa, pois já havia passado em um concurso publico, atuava como professora alfabetizadora e estava fazendo uma graduação em pedagogia. E te digo ...só eu e deus, sabia o que eu escondia !!!
Vivi toda minha vida com medo, e com vergunha , quando alguèm percebia meus erros ortograficos ,minha total incapacidade de escrever ao mesmo tempo que outra pessoa falava, não consiguia anotar as informações.
Com tudo isto, fui desfaçando para conseguir viver neste mundo letrado!!!
Até que minha mente e meu corpo , não suportou o estress!!! E tudo ficou encontrolavel, entrei em um processo de depressão, ansiedade e hiperatividade , altissimo.
Foi quando , fui em busca de ajuda medica. Sem saber o que eu escondia...os profissionais de saúde, se desdobraram em busca de explicações para o meu estado de saúde. Cada um chegou a um diagnostico conclusivo.
O psiquiatra, depressão e asiedade, que deveria ser trabalhada com terapia e medicação. A psicologa, hiperatividade causada por meu comportamento obcessivo de perfeição, e fata de confiança, deveria tentar me concentrar melhor no presente. O reumatologista, para ele eu estava com fibromialgia e outras coisas, causadas pelo estress, elevado, seria necessario procurar auternativas de relaxamento, e medicação. Fiz , hidroterapia, acupuntura, rpg , caminhada, cessão de relaxamento mental, com os psicologos, participei de programas para levantar minha auto-estima. Mais nada adiantava...tive outros sintomas, como gagueira, que foi trabalhado com a fonaldiologa. Labirintite, refluxo, que foram tratados por medicos da aréa, especialistas.
Depois tive problemas na visão, ai foi que tudo se entrelaçou, o oftalmologista , pedio um exame para descartar , adivinha o que?
Esclerose multipla....ai na resomância deu possitivo!!! E tudo levava a crer, neste diagnostico, quando se juntava tudo o que estava acontecendo com o meu corpo!!!
Pensa que acabou por ai!!?? Não! Tudo só estava recomeçando...
Mas paralelo a tudo isto, que vinha se passando, eu não parei de estudar, herá ponto de hora!!Para mim!! Fiquei de licença do trabalho , para tratamento, e ainda tive que enfrentar a doença da minha mãe que estava com o diagnostico de câncer. E meus filhos confusos e em plena adolecência. Eu estava completamente perdida!!!! Sem estrutura emocional, e sem controle cognitivo, esquecia as coisas , chorava muito,comecei a escrever e ler com muito mais dificuldades , já estava saindo da realidade, que me parecia um pesadelo!!
Mas, como uma boa dislexica, até então sem saber, não deixei de lutar contra o mundo. E quando estava fazendo minhas pesquisas para o trabalho do tcc, para conclusão do curso de graduação em pedagogia, sobre o tema que mais mim encomodava, os erros ortograficos em sala de aula e a visão do professor, quanto os problemas de aprendizagem. Por acaso, entrei no site da associação brasileira de dislexia, e quando estava lendo um depoimento de um dislexico adulto!!! O chão se abriu e o céu também...e as coisas foram tendo sentido, minha vida tava fazendo sentido. Eu estava diante , de uma explicação para a minha total "burrice"!!! Diante dos meus maiores medos, das minhas grandes vergunhas, das minhas piores dificuldades, e de tudo o que eu fazia questão de esconder, que erá a minha incompetência, diante do desafio de ler e escrever!!!
Mas o que eu julgava ter diante de me, toda solução para explicar todos as minhas angustias, sem fundamento , porquê , agora haveria uma razão. Senti meu esprírito leve, despreoculpado, pensei, agora não vou mais ter que mentir , tenho que revelar o meu maior segredo, e só atravez desta revelação serei liberta do medo, da vergunha, desta vida prisioneira da culpa de ser o que eu herá!!!
Bem , caros colegas, as coisas não foram, e não são tão faceis deste jeito que pensei...todos os profissionais de saúde que estavam , cuidando do meu equilibrio, duvidaram da minha verdade. Passaram a olhar , para me, como se eu estevesse, louca...e se perguntavam!!???
E questionavam, como eu tinha dislexia e tinha chegado onde cheguei sem ajuda!!??? Como eu saberia ler e escrever !!??? Porquê, e como poderia ter escondido isto!!!?? Bem , as respostas para estas perguntas, só eu e deus sabe o que tive que fazer,e tive que reunir forças,buscar conhecimento para meus argumentos e levanta uma quantia em dinheiro, para ir até são paulo, o unico lugar , onde teria profissionais seguramente competêntes para fazer o diagnostico, porquê todos os outros se mostravam completamente impossibilitados para assinar um laudo fechado de um diagnostico sobre dislexia.
E neste exato momento , luto contra todos os mesmos, sentimentos e há todos os mesmos pré-conceitos. E tenho que usar os mesmos meios para continuar sobrevivendo. Mas com uma diferênça fundamental,hoje já não tenho tanta vergonha de escrever errado, entendi que isto não mim tira o direito de ser respeitada e que sou competente e capaz .
Imagina ser ...professora alfabetizadora, pedagoga e atualmente estou fazendo pós- de psicopedagogia. Se tenho dificuldades...claro!! Se vejo discriminação nos olhos de muitos ...simmm!!! Fui aposentada pelo governo do distrito federal, por razões óbvias, que já não tenho forças para questionar.
Mas o que mais importa é que dessidi ir á luta, por mim e por nós!!
Quero que todo disléxico assuma sua condição, não somos doentes para procurar há cura...devemos ir a procura do entendimento do nosso ser pensante e atuante , diante desta sociedade letrada e preconceituosa.
Abjncrção!
Elizabete aguiar.
Perfil profissional:
Profª Elizabete M. Rodrigues R. da R. Aguiar.
Graduada em Pedagogia – UNB.
Especialização em Psicopedagogia Reeducativas Clínica e Institucional –UniEvangelica
Especialista e Neuropedagogia e Psicanálise – FTB.
Dir. Adm. Adjunta da Associação de Psicopedagogia – ABPp- Seção BRASÍLIA.
Profª da Secretaria de Educação do Governo do Distrito Federal – GDF.
Consultoria e Assessoria em Psicoeducação.

